Giovani de Morais e Silva

Giovani de Morais e Silva

jul 242011
 

SALVADOR e RECIFE - O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva interpretou, nesta quinta-feira, uma famosa passagem bíblica. Em Salvador, ele disse que é “bobagem” o que o Novo Testamento apregoa sobre a promessa de que o reino dos céus é para os pobres. Ele discursou de manhã para uma plateia formada em sua maioria por pequenos agricultores.
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Na Bahia, Lula discursou e fez a sua interpretação sobre uma passagem bíblica:
- Bobagem, essa coisa que inventaram que os pobres vão ganhar o reino dos céus. Nós queremos o reino agora, aqui na Terra. Para nós inventaram um slogan que tudo tá no futuro. É mais fácil um camelo passar no fundo de uma agulha do que um rico ir para o céu . O rico já está no céu, aqui. Porque um cara que levanta de manhã todo o dia, come do bom e do melhor, viaja para onde quer, janta do bom e do melhor, passeia, esse já está no céu. Agora o coitado que levanta de manhã, de sol a sol, no cabo de uma enxada, não tem uma maquininha para trabalhar, tem que cavar cada covinha, colocar lá e pisar com pé, depois não tem água para irrigar, quando ele colhe não tem preço. Esse vai pro inferno – discursou, para delírio das cerca de mil pessoas que lotavam o auditório de um hotel de Salvador, onde foi realizado o lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar da Bahia 2011/2012.
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Textos extraidos de matéria dO Globo
Opinião dO Blogueiro:
Estas declarações foram um prato cheio para o PIG e para ospseudoreligiosos de plantão. Verdadeiras facções de extrema direita (Lembrem-se de Oslo) que, embasadas em interpretações próprias da Bíblia Cristã (lembrem-se de Oslo), dão um tom apocalíptico ao discurso de Lula – a quem já tratam como o Anti-Cristo Brasileiro (?).
Pelos meus estudos bíblicos de quase 30 anos, se não me engano, existe apenas um Anti-Cristo. Mas estes grupos costumam relacionar “o da vez” de acordo com os seus propósitos político-religiosos. Nos últimos 20 anos, já fizeram parte desta lista Sadan Hussein, Osama Bin Laden, Armadinejad, George W. Bush, Hilary Clinton (Uma Anti-Cristo), Chico Xavier (Pasmem!) e muitos outros.
É fato que a Bíblia foi modificada, “copydeskada”, estuprada textualmente por diversos religiosos na idade média. Religiosos estes que, de parceria com as classes dominantes, tinham o interesse de manter os pobres em seu lugar – na pobreza. Seria possível que alguém, para satisfação de todos, colocasse os pobres no Reino dos Céus evitando revoltas e revoluções de classes com as promessas de um reino futuro? Não tenho dúvidas!
Temos, então, uma caricatura dos antigos textos bíblicos originais, que norteiam as atuais religiões cristãs, nas mãos de extremistas que querem a salvação a todo custo. Estes travando uma espécie de Cruzada do Século XXI; com Cristãos ameaçando e até matando os Não-Cristãos hereges (Lembrem-se de Oslo) pelas promessas de um Reino futuro. E eu pergunto: para que serve a religião mesmo????
Voltando à relação de Anti-Cristos, posso incluir o Galvão Bueno, O Augusto Nunes e meu Professor de Fenômenos dos Transportes (o nome dele é Antiógenes… um belo nome para um Anti-Cristo) nela????
Alguém disse há quase de 2 séculos; “A Religião é o ópio do povo”. Continua sendo…
Ah, e a declaração do Lula??? O Cara está certo!
Não acredito em um Jesus que pregava que a miséria era uma forma de purgar os pecados, que dizia que “um rico jamais entraria no Céu” (continuem miseráveis, pobreza!) . Acredito em um Jesus bom e justo! E não há justiça em deixar os miseráveis permanecerem miseráveis. Logo, acho pouco provável que Jesus tenha falado aquilo e se falou, foi fora de contexto…
Giovani de Morais e Silva é ex-católico batizado e comungado, ex-Rosacruz, pesquisador de religiões e há 25 anos Espírita Fundamentalista Kardeciano, que não frequenta o Centro Espírita por motivos semelhantes aos narrados no texto acima. Onde há gente, há problemas…
jul 012011
 
PRESIDENTE RELEVA DISCURSO EM QUE MINISTRO CHAMOU EX-ADVERSÁRIOS, ATUAIS COLEGAS DE GRUPO DE PODER, DE “IDIOTAS” ; AGORA, PT TERÁ DE FAZER O MESMO; BRASÍLIA INTEIRA CHEGOU A ACREDITAR EM EXONERAÇÃO OU PEDIDO DE DEMISSÃO DE JOBIM

01 de Julho de 2011 às 16:57

Rodolfo Borges_247, de Brasília – Em audiência com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, na manhã desta sexta-feira, a presidente Dilma Rousseff minimizou a repercussão das declarações do ministro durante as homenagens ao ex-presidente presidente Fernando Henrique Cardoso. Na quinta-feira, Jobim citou Nelson Rodrigues para dizer que “os idiotas perderam a modéstia”. “E nós temos de ter tolerância e compreensão também com os idiotas, que são exatamente aqueles que escrevem para o esquecimento”, disse o ministro, causando constrangimento a partidários do PT.
A declaração soou para alguns como um recado sobre seu descontentamento no Ministério, que estaria recebendo pouco espaço no governo, mas o assunto acabou sendo tratado de forma amena entre a presidente e o ministro. Os dois concordaram que o assunto recebeu mais atenção do que merecia e interpretaram a repercussão como uma tentativa de fazer intriga. Por meio da assessoria de imprensa, Jobim negou que esteja insatisfeito com o governo e disse que sua intenção ao elogiar FHC não foi fazer paralelo entre os dois governos.
A reunião entre Jobim e Dilma, realizada na manhã desta sexta-feira, já estava agendada há dias e foi marcada para tratar sobre a lei de acesso aos documentos do governo e sobre a Comissão da Verdade. A presidente estava interessada em atualizar as informações sobre a forma como Jobim vem conduzindo as discussões sobre os assuntos com parlamentares. Se está tudo bem entre os dois, não se pode dizer o mesmo em relação aos partidários do governo Dilma. Desde o comentário rodrigueano, multiplicam-se mensagens na internet exigindo a saída de Jobim do Ministério.
Leia abaixo noticiário de 247 publicado hoje:
Rodolfo Borges_247, de Brasília – O destino de Nelson Jobim pode ter sido traçado na manhã desta sexta-feira, em audiência com a presidente Dilma Rousseff. A assessoria de imprensa do Ministério da Defesa espera novidades para às 14h30, a partir de quando deve divulgar informações sobre a reunião do ministro com a presidente. Por enquanto, o Ministério não confirma nenhuma mudança em seu comando.
A audiência entre Dilma e Jobim estava marcada para as 11h. Logo em seguida, às 12h, de acordo com a agenda publicada no início do dia, a presidente partiria para Francisco Beltrão (PR), onde lançaria o Plano Safra Agricultura Familiar 2011/2012, mas a viagem foi cancelada. Segundo o Planalto, a mudança na agenda ocorreu em decorrência das chuvas na região de Francisco Beltrão, que adiaram o lançamento do Plano.
Depois de deixar o Palácio do Planalto, após reunião iniciada às 11h00 com a presidente Dilma Rousseff, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, foi diretamente para o seu gabinete, onde, até esse momento (12h15) estava reunido, a portas fechadas, com assessores. Ainda não há versões sobre o resultado da reunião com a presidente, mas a hipótese da saída do ministro é real.
Só pode ter sido um discurso de despedida do cargo. Na noite desta quinta-feira, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, fez um discurso em homenagem ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que mais parecia um libelo contra o governo Dilma Rousseff, ao qual ele atualmente serve, como chefe de todos os ministros militares.
Jobim elogiou o estilo conciliador do ex-presidente. “Nunca o presidente levantou a voz para ninguém. Nunca criou tensionamento entre aqueles que te assessoravam”, disse. A referência foi interpretada como uma alusão ao estilo duro de Dilma com seus auxiliares. “Se estou aqui, foi por tua causa”, afirmou, sem mencionar Lula nem Dilma, dois presidentes a quem também serviu.
“E nós precisamos ter presente, Fernando, que os tempos mudaram.” Jobim citou Nelson Rodrigues: “Ele dizia que, no seu tempo, os idiotas chegavam devagar e ficavam quietos. O que se percebe hoje, Fernando, é que os idiotas perderam a modéstia. E nós temos de ter tolerância e compreensão também com os idiotas, que são exatamente aqueles que escrevem para o esquecimento”.
Aliados do ministro dizem que ele está, de fato, insatisfeito com Dilma. Recentemente se queixou a correligionários de que não é convocado para opinar política e direito, como Lula fazia.
Compra dos caças
Tanto no governo Lula como no governo Dilma, Nelson Jobim tem sido o principal defensor da compra da caças francesas Rafale pela Aeronáutica. É uma decisão polêmica e ainda mais questionável diante do fato de que Jobim já se hospedou no castelo de Serge Dassault, dono da empresa que produz os aviões, na França.
Espera-se para esta sexta-feira um encontro decisivo entre Jobim e Dilma que pode selar sua saída do governo.

Fonte: Brasil 247

jun 222011
 

No último dia 20, a colunista Miriam Leitão publicou no jornal O Globo nota afirmando que “os números mostram que a tendência da energia nuclear é de baixa”. O presidente da Associação Brasileira de Energia Nuclear (ABEN), Edson Kuramoto, refutou a afirmativa em documento enviado ao jornal. Leia abaixo:

Miss Piggy e Miss PIG

Prezada Miriam Leitão,

A Associação Brasileira de Energia Nuclear (Aben) gostaria de refutar a afirmação, feita em sua coluna publicada hoje (20) em O Globo, de que “os números mostram que a tendência da energia nuclear é de baixa”. Em maio, Estados Unidos e Inglaterra terminaram suas primeiras revisões após o acidente na usina de Fukushima, provocado pelo terremoto e pelo tsunami que atingiram o Japão em março, e concluíram pela continuidade de operação de suas usinas; também em maio, o próprio Japão anunciou que continuará com a energia nuclear em sua matriz, aprimorando a segurança das usinas localizadas em áreas sujeitas a tsunamis. França, Rússia, Índia e República Tcheca também anunciaram publicamente, logo após Fukushima, que não alterariam seus programas nucleares. Holanda, Polônia, Arábia Saudita, Egito, Austrália, África do Sul e Paquistão anunciaram sua disposição em começar ou dar continuidade à construção de usinas nucleares também depois do acidente de Fukushima. No final deste e-mail, seguem alguns links e reproduções de reportagens internacionais que embasam essas informações. Se precisarem de mais dados, a Aben pode fornecer.

O argumento de que as 65 (e não 64; o número pode ser consultado no site da Agência Internacional de Energia Atômica) usinas nucleares em construção no mundo formam um contingente “bem menor” do que projetos listados nos anos 1980 não é cabível. Como é de conhecimento geral, ao longo das décadas de 1970 e 1980 a França, os EUA e o Japão – que fazem parte do rol dos países com maior número de usinas nucleares no mundo – deram início à expansão de seus parques nucleares. Seria como dizer que, atualmente, a energia hidrelétrica está “em baixa” no Brasil, comparando os números atuais de megawatts em construção com os dos anos 1970, quando o país começou seus grandes projetos de usinas hídricas.

É bom lembrar que os recentes anúncios feitos pela Alemanha, Itália e Suíça sobre a interrupção de seus programas nucleares dizem respeito a decisões tomadas muito antes do acidente de Fukushima e que têm mais a ver com processos políticos internos desses países do que com a questão nuclear em si. Sobre esse tema, é interessante ver matéria publicada em 30 de maio pelo jornal americano The New York Times.

Cabe também refutar a declaração dada à coluna pelo professor José Goldemberg de « que o mundo está trocando um risco imediato por um risco futuro », na comparação entre o fechamento de usinas nucleares e o investimento em fontes que provocam o aumento da emissão de gases de efeito estufa. A Aben afirma que o aquecimento global provocado pela emissão de gases já é uma realidade – e que as usinas nucleares são seguras, não oferecendo maiores riscos imediatos ou futuros do que qualquer outra instalação industrial. Mesmo no excepcional caso de Fukushima, não há constatação até o presente de níveis de contaminação radioativa irreversíveis ou incontroláveis a ponto de ameaçar a saúde da população japonesa. O terremoto no Japão provocou, por exemplo, também em Fukushima, o rompimento de uma barragem que inundou toda uma área, alagando casas e provocando o desaparecimento de um número não divulgado de pessoas. Nem por isso há uma campanha mundial para que não se construam mais barragens no mundo. O que se pede, e o que a indústria nuclear deseja, é que todos os procedimentos de segurança sejam aprimorados para que nenhum setor industrial contribua para piorar o quadro de tragédias naturais como a que aconteceu no Japão.

Edson Kuramoto, presidente da Associação Brasileira de Energia Nuclear

 

jun 152011
 

Imagine sendo sua filha…

CONFISSÃO DE UM TERRORISTA

por Mahmoud Darwish

Ocuparam minha pátria

Expulsaram meu povo

Anularam minha identidade

E me chamaram de terrorista

Confiscaram minha propriedade

Arrancaram meu pomar

Demoliram minha casa

E me chamaram de terrorista

Legislaram leis fascistas

Praticaram odiada apartheid

Destruíram, dividiram, humilharam

E me chamaram de terrorista

Assassinaram minhas alegrias,

Seqüestraram minhas esperanças,

Algemaram meus sonhos,

Quando recusei todas as barbáries

Eles… mataram um terrorista!

Fonte: Blog 5dias.net

jun 112011
 

Em continuação ao trabalho grandioso do nosso amigo LEN.   …E no aguardo de sua volta!

Pose  ”À Madre Teresa de Calcutá”

De passagem por Brasília, a ativista iraniana e Nobel da Paz (2003) Shirin Ebadi, de 63 anos, fracassou em seu intento de obrigar a presidente Dilma Rousseff a recebê-la. Irritada, recusou ser recebida no Palácio do Planalto por Marco Aurélio Garcia, assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais.

Flavio Rassekh, coordenador da visita de Ebadi ao Brasil, afirmou que a ativista “veio a Brasília para encontrar Dilma Rousseff e se sentiu muito mal com a recusa”. Só não explicou por que uma estrangeira deve pautar a agenda da presidente da República, que raramente inclui reuniões com personalidades que não sejam chefes de Estado e de governo.

Ebadi chegou ao Brasil no meio da semana com declarações desafiadoras ao governo brasileiro e afirmações nada diplomáticas. “Ela me receberá se for defensora dos direitos humanos”, declarou, em tom ameaçador – e inútil – contra Dilma.

Direitista convicta, ex-colaboradora do governo do xá Reza Palhevi, do Irã, Sharin Ebadi é hoje a principal porta-voz dos grupos mais conservadores com atuação em todo o mundo, apoiados principalmente pelos governos dos Estados Unidos e Israel. Sua atuação é repudiada por outros dissidentes iranianos, como o jornalista Ali Mechem Derkay, residente em Paris e membro de um grupo que não aceita a interferência dos Estados Unidos nem de Israel nos negócios do Irã.

Além de não falar pela comunidade iraniana de oposição, Ebadi é desqualificada para tal ação devido justamente a suas ligações com os governos imperialistas e por sempre viajar protegida por agentes da CIA e do Mossad. Sajjad Saharhiz, também jornalista iraniano independente, muito respeitado nos meios políticos internacionais, escreveu um artigo especificamente sobre a viagem de Ebadi ao Brasil. Não faltam críticas à ativista.

Sajjad Saharhiz lembra que, no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil mostrou altivez e soberania ao “apoiar o pacífico programa nuclear do Irã, baseado nos princípios de justiça e independência”. Segundo o jornalista, o Brasil também “fez esforços para tentar resolver a disputa sobre o programa nuclear iraniano de forma pacífica, o que resultou na Declaração de Teerã”.

O que Sharin Ebadi deseja – diz o artigo – é “enfraquecer a forte posição adotada pelo Brasil em relação ao programa nuclear iraniano. Talvez a missão dada a ela pelos seus senhores ocidentais seja pressionar o Irã acerca de seu programa nuclear com alegações de violação de direitos humanos. (…) Utilizando sua fama de ganhadora do prêmio Nobel e seguindo sua missão especial, ela tentará convencer as autoridades brasileiras a se distanciarem do Irã”.

Saharhiz lembra que a ativista, “tão leal à sua missão”, chegou a chamar Lula de “traidor”, apesar de o ex-presidente “ser extremamente popular e respeitado pelo povo brasileiro e por tantas outras nações, e embora suas políticas tenham feito do Brasil um país avançado”. O jornalista indaga: “Por que uma figura independente e popular como Lula, que fez grandes esforços para aumentar o desenvolvimento e prosperidade em seu país e em outros países do Sul, deveria ser atacada por uma pessoa tendenciosa como Shirin Ebadi?”.

Do Portal Vermelho

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