jun 222011
 

No último dia 20, a colunista Miriam Leitão publicou no jornal O Globo nota afirmando que “os números mostram que a tendência da energia nuclear é de baixa”. O presidente da Associação Brasileira de Energia Nuclear (ABEN), Edson Kuramoto, refutou a afirmativa em documento enviado ao jornal. Leia abaixo:

Miss Piggy e Miss PIG

Prezada Miriam Leitão,

A Associação Brasileira de Energia Nuclear (Aben) gostaria de refutar a afirmação, feita em sua coluna publicada hoje (20) em O Globo, de que “os números mostram que a tendência da energia nuclear é de baixa”. Em maio, Estados Unidos e Inglaterra terminaram suas primeiras revisões após o acidente na usina de Fukushima, provocado pelo terremoto e pelo tsunami que atingiram o Japão em março, e concluíram pela continuidade de operação de suas usinas; também em maio, o próprio Japão anunciou que continuará com a energia nuclear em sua matriz, aprimorando a segurança das usinas localizadas em áreas sujeitas a tsunamis. França, Rússia, Índia e República Tcheca também anunciaram publicamente, logo após Fukushima, que não alterariam seus programas nucleares. Holanda, Polônia, Arábia Saudita, Egito, Austrália, África do Sul e Paquistão anunciaram sua disposição em começar ou dar continuidade à construção de usinas nucleares também depois do acidente de Fukushima. No final deste e-mail, seguem alguns links e reproduções de reportagens internacionais que embasam essas informações. Se precisarem de mais dados, a Aben pode fornecer.

O argumento de que as 65 (e não 64; o número pode ser consultado no site da Agência Internacional de Energia Atômica) usinas nucleares em construção no mundo formam um contingente “bem menor” do que projetos listados nos anos 1980 não é cabível. Como é de conhecimento geral, ao longo das décadas de 1970 e 1980 a França, os EUA e o Japão – que fazem parte do rol dos países com maior número de usinas nucleares no mundo – deram início à expansão de seus parques nucleares. Seria como dizer que, atualmente, a energia hidrelétrica está “em baixa” no Brasil, comparando os números atuais de megawatts em construção com os dos anos 1970, quando o país começou seus grandes projetos de usinas hídricas.

É bom lembrar que os recentes anúncios feitos pela Alemanha, Itália e Suíça sobre a interrupção de seus programas nucleares dizem respeito a decisões tomadas muito antes do acidente de Fukushima e que têm mais a ver com processos políticos internos desses países do que com a questão nuclear em si. Sobre esse tema, é interessante ver matéria publicada em 30 de maio pelo jornal americano The New York Times.

Cabe também refutar a declaração dada à coluna pelo professor José Goldemberg de « que o mundo está trocando um risco imediato por um risco futuro », na comparação entre o fechamento de usinas nucleares e o investimento em fontes que provocam o aumento da emissão de gases de efeito estufa. A Aben afirma que o aquecimento global provocado pela emissão de gases já é uma realidade – e que as usinas nucleares são seguras, não oferecendo maiores riscos imediatos ou futuros do que qualquer outra instalação industrial. Mesmo no excepcional caso de Fukushima, não há constatação até o presente de níveis de contaminação radioativa irreversíveis ou incontroláveis a ponto de ameaçar a saúde da população japonesa. O terremoto no Japão provocou, por exemplo, também em Fukushima, o rompimento de uma barragem que inundou toda uma área, alagando casas e provocando o desaparecimento de um número não divulgado de pessoas. Nem por isso há uma campanha mundial para que não se construam mais barragens no mundo. O que se pede, e o que a indústria nuclear deseja, é que todos os procedimentos de segurança sejam aprimorados para que nenhum setor industrial contribua para piorar o quadro de tragédias naturais como a que aconteceu no Japão.

Edson Kuramoto, presidente da Associação Brasileira de Energia Nuclear

 

nov 252010
 

A Rede Globo prestou hoje, durante a cobertura da operação da polícia em um morro do subúrbio carioca no bairro da Penha, um grande serviço…para os traficantes locais.

Não é possível acreditar que exista tamanha ingenuidade por parte de profissionais de imprensa, para não imaginarem que traficantes podem ter algumas destas TVs portáteis que captam sinal digital e poderiam estar assistindo a cobertura da Globo, e se informando sobre os passos da polícia durante a operação.

O twitter oficial do BOPE reclamou da cobertura da Globo e Record:

Um desservico prestado pelas aeronaves da Record e Globo!

Cabe relatar que a Rede Record teve cobertura moderada da operação, sem interromper sua programação normal por tanto tempo como fez a Rede Globo. Quem estava detalhando posicionamento e vazando estratégias era a Rede Globo.

Eu agüentei ver a cobertura durante vinte minutos, mas depois que os âncoras tentaram sustentar que as pessoas não saíram de casa hoje por pânico, eu não pude suportar. A entonação do narrador beirava a comoção quando falava sobre o desespero da população.

Eu circulei no Rio de cabo a rabo nesses últimos três dias por força das minhas obrigações profissionais e posso garantir que as pessoas foram trabalhar normalmente, as ruas estavam cheias de carros, ônibus e caminhões principalmente nos horários de pico.

Eu que dirijo muito peguei trânsito nos locais críticos, agora se for mostrar a Hélder Câmara às 2 horas da tarde vai ver pouco carro circulando, o que eles esperavam? Congestionamento na hora em que a maioria das pessoas está nos seus trabalhos? Filma lá às 8 da manhã ou 5 da tarde que vai ver engarrafamento.

É óbvio que na condição de carioca eu não fico satisfeito com a reação desordenada de bandidos que tiveram seus poderes revogados, mas o que vejo nas pessoas é um sentimento de reconhecimento que essas ocorrências são apenas reações adversas da medicação ministrada, uma fase de transição conturbada na preocupação pelo estado de áreas que não conseguia ou não queria atuar.

O carioca é Highlander e felizmente ou infelizmente se habituou a viver em uma cidade onde o crime organizado tem muita força. Ele já viveu situações muito mais críticas do que essa na cidade e está confiante em dias melhores.

As organizações Globo se dizem carioca, mas para politizar e tirar dividendos do sensacionalismo se prontificam a destruir a reputação da cidade a qualquer preço.

Foram dois os desserviços prestados pela Rede Globo à população carioca: atrapalhou a operação policial e tentou criar sentimento de pânico com cobertura sensacionalista em tom de novela mexicana.

O único senão que tenho a fazer sobre o trabalho da polícia e do secretário de segurança Beltrame é que deveriam ser mais duros quando a imprensa trabalha contra a polícia. O Secretário é solícito como deveria ser, mas se esquiva de cobrar postura decente das TVs em coberturas ao vivo de operações policiais. É obrigação do secretário e do governador dar um basta nessa situação, a vida de homens da polícia não pode estar sob risco porque a TV quer faturar com sensacionalismo.

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out 222010
 

O Brasil presenciou a farsa montada pelo candidato José Serra e seus correligionários, que simulou ter sido atingido por algo pesado em uma caminhada no Bairro de Campo Grande no Rio de Janeiro, na última quarta-feira.

Seguindo com a atuação cenográfica, o candidato foi “atendido” em hospital particular por médico ligado aos tucanos, reclamando de estar “grogue”, e embora o candidato não exibisse qualquer ferimento ou edema no local (de acordo com as imagens), ele foi submetido a um exame de tomografia computadorizada.

No mesmo dia, o Jornal do SBT mostra a sequência da farsa com imagens nítidas: primeiro mostra o candidato sendo atingido por uma bolinha de papel, só tendo reação tardia, depois de alertado sobre a possibilidade de faturar com o fato. Na quinta, o candidato foi ridcularizado na internet chegando a manter 4 de 10 tópicos mais comentados no twitter, sendo que a expressão #serrarojas chegou a ficar em primeiro em todo o mundo.

Aí é que vem o fato mais inacreditável dessa história: dispostos a salvar a pele de Serra de levar a pecha de ser o novo Rojas (para os mais novos, Rojas era o goleiro do Chile nas eliminatórias de 89 e que simulou ter sido atingido por foguete e caiu no ostrascismo), Folha e Globo montaram uma peça de auto-desmoralização dos seus próprios  jornalismos.

Recusando-se a entender que mesmo com montagens bem feitas, hoje é bem mais difícil emplacar manipulação dos fatos com a popularização da internet, Folha e Globo patrocinaram uma aberração das mais amadoras que se tem conhecimento na história do jornalismo tupiniquim, e através de imagens sem definição e mal enquadradas captadas de celular por um repórter da Folha, o Jornal Nacional tenta fazer uma cabeça de alguém que está ao lado de José Serra, se passar por um rolo de fita crepe. A imagem não mostrava nada, portanto a emissora chamou o perito Molina, dono de uma péssima reputação pra explicar o inexplicável: que uma cabeça era um rolo atirado contra Serra.

Se não bastassem as incoerências na posição onde os diversos atores apontaram para a confusão como mostrado no Correio do Brasil, a revista Nova_E entrevistou José Antonio Meira da Rocha, Professor de Jornalismo Gráfico da Universidade Federal de Santa Maria, que afirmou que a imagem mostrada pelo Jornal Nacional é uma fraude e provou.

Ao desmembrar a imagem quadro a quadro é possível ver que o que a Folha, Globo e o perito ordinário mostraram como sendo um rolo de fita crepe era na verdade a cabeça de alguém que estava caminhando ao lado de Serra, de forma incontestável como você pode ver na sequência de imagens abaixo ( a sequência completa aqui):

A cabeça que virou fita

Cadê a fita vindo?

A fita mágica

Ué? a fita continua na cabeça dele? ejá entendi, é porque é fita "adesiva"

Não há reação do Serra à um golpe que lhe deixou grogue, a fita volta a "virar" cabeça

a cabeça e a farsa da Folha/Globo indo pro esgoto

Pronto, ali aparece a testa e cabelo da "fita adesiva" bye bye globo e Folha. Descansem em paz.

Ai vivo e à cores, de uma vez, a farsa do Serra e a fraude da Folha e Globo foram desmontadas. Junto como eles, a carreira do “perito” Molina. O poço em qu velha mídia vem caindo em queda livre não tem fundo.

Editando às 18:32: olha esse vídeo!

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