jan 042013
 

vodu_chavezO que se passa tanto com a direita venezuelana, quanto com a brasileira, a espanhola e de vários outros países? Estão emburrecendo com o tempo? Onde estão os incensados homens preparados, perspicazes e estudados que seriam os “eleitos pelo DNA” para comandar os povos?

Há alguns anos atrás, jornais americanos declararam a morte do Cubano Fidel Castro. Segundo os paspalhos, Cuba estaria escondendo que Fidel estaria morto. O velhinho segue tão vivo que agora no final desse ano foi indicado para concorrer a uma das vagas de deputado em Cuba.

A torcida de simpatizantes da direita, e meios de comunicação com linha editorial direitista, pela sua morte foi maior que a prudência em confirmar fontes. Por aqui, os vira-latas trataram de repercutir as especulações, afinal tinham pouco compromisso com os fatos, e o que importava era alimentar o desejo doentio pela morte de um ícone da ideologia que eles desprezavam. E daí que fossem desmentidos? a maioria dos seus leitores eram (são) desprovidos mesmo de senso crítico.

Depois a situação se repetiu primeiro com Dilma e depois com Lula, que enfrentaram patologias de tratamento complicado. Nenhum tipo de pudor existiu em expor as famílias de quem atravessava período tão conturbado, e até boletim médico protegido pelo sigilo do paciente foi vazado pela sanha do sadismo. Nesse período, qualquer não notícia servia de propósito para escrever algo com a única intenção de levantar a bola para uma horda de degenerados encherem suas páginas de comentários repulsivos.

Agora, os necrófilos secam Hugo Chavéz, que realmente enfrenta problemas graves de saúde. As favas a dignidade humana, se eles pudessem vendiam a própria mãe pela chave do cofre da viúva. Mas se Chávez morre, o que os idiotas vão fazer além de satisfazer seus instintos desumanos? O homem sempre se vai, mas o seu trabalho fica. Venezuelanos não votam em Chávez pelo que ele é, mas pelo que ele representa, os seus projetos, a sua obra é o seu legado. Aqui também cometeram o mesmo erro e acharam que sem Lula na cédula poderiam vencer. Não aprendem.

Um encurralado Getúlio Vargas virou lenda após seu suicídio. Um contestado Kennedy depois que foi assassinado virou quase unanimidade nos EUA. Aqui nós temos um exemplo tupiniquim: O quase obscuro Tancredo quase virou santo depois da sua morte, virou herói da democracia.

Se Chávez morre agora, sob intensa comoção nacional, ele se tranforma em um oponente invencível nas próximas eleições, e nas seguintes, e depois e depois. A possível morte de Chávez pode ter a consequência de pulverizar a oposição ao Bolivarianismo do presidente Venezuelano. Seus seguidores se elegerão com facilidade, vão ter como principal cabo eleitoral nada menos que um mito.

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out 282012
 

Podemos dizer que Lula foi vencedor nessas eleições. Depois de enfrentar um câncer de garganta, se recuperou a tempo de ajudar a eleger vários postes Brasil afora. Podemos ainda dizer que o PT foi vencedor nessas eleições. Vencerá na maior cidade do país, reduto oposicionista, concorrendo com um novato em eleições contra o principal nome da oposição. É o partido que a partir de 2013 governará o maior número de cidadãos e vem crescendo consistentemente a cada eleição.

A vitória de ambos, independente da ocorrência de pequenas derrotas em algumas capitais e cidades menores, é ainda amplificada pela agressiva campanha negativa que vem sofrendo nos últimos meses devido a estridente cobertura do mensalão, onde mesmo não sendo réus são alvos de insistentes ataques.

No entanto, o maior vencedor dessas eleições é o estado democrático de direito, posto em risco pela irresponsabilidade de ministros da suprema corte manipulados por veículos de comunicação, foi salvo pelo bom senso de um povo que constantemente é acusado de ser alienado e não saber votar.

O Plano anti-PT e de inviabilização política de Lula

Desde o início do ano e em diversas manifestações de ministros do STF como Ayres Britto, Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa, ficou clara a intenção de seguir um cronograma apertado do julgamento do mensalão com a justificativa de evitar a prescrição de penas, o que mesmo com a chiadeira dos réus parecia ser uma preocupação justa, afinal, sentenças condenatórias eram opções concretas.

O sinal de alerta aconteceu quando o relator da ação resolveu fatiar e refatiar o seu voto para combinar o julgamento do núcleo partidário na semana que antecedia o primeiro turno das eleições. À época, vazaram de forma criminosa e mal explicada a dura dosimetria que Joaquim Barbosa só iria apresentar um mês depois. O estadão chegou a publicar trechos de votos que o relator diria horas depois no plenário. O ápice desse momento foi quando o Procurador Geral da República há três dias antes do primeiro turno, deu declaração a imprensa no qual achava “salutar” que o julgamento influísse nas urnas (punisse o PT).

Com o excelente resultado nas urnas no primeiro turno, e credenciado a melhorar ainda mais no segundo turno, o PT despertou a ira de ministros e setores da imprensa cansados de perder eleições, e os ataques se intensificaram. Ministros acostumados a soltar colarinhos brancos com uma impressionante destreza aproveitaram o intenso holofote do momento para posar de éticos e tentaram de todas as formas criminalizar o partido e desqualificar os avanços do governo Lula. Na imprensa, uma indecente obsessão por envolver Lula no julgamento, e se possível cavar uma denúncia que o impediria de voltar a se candidatar.

A sapiência do subestimado eleitor

O plano maquiavélico, arquitetado e posto em prática com precisão e obediência oriental, tinha como intuito derrotar o PT nas eleições, enfraquecer a capacidade de Lula de convencer eleitores (se possível alijá-lo definitivamente das urnas) e preparar as fundações para uma vitória final da oposição em 2014… mas faltou uma peça fundamental, que sem ela as engrenagens não funcionavam: a concordância do eleitor.

Em todas as eleições é lugar comum ouvir de derrotados que o povo não sabe votar. Uma elite caquética que acha supérfluo essa tal de democracia produz entulho sociológico com a pregação que o brasileiro médio não gosta de política, eleições e noticiário sobre o tema. Esse autoengano é a causa maior de derrotas sucessivas na urnas, o que o povo não quer é tutores que ele não nomeou.

O povo, com sua intrínseca sabedoria, percebe movimentações como as que foram feitas nessas eleições. Ao notar o quão bizarro era que em um julgamento de pessoas, um partido inteiro estivesse no banco dos réus. Fora o fato desse julgamento correr casado com eleições.

O resultado disso é que ao contrário do planejado, o eleitor médio reagiu à armação, não condenou o PT e absolveu Lula mais uma vez. Fora isso, as pessoas não vêem nos políticos que a imprensa apoia, e que ministros do STF gostariam de eleger, reserva moral para substituir um governo que vem promovendo justiça social e resgatando a autoestima dos brasileiros.

O brasileiro não é alienado, ele sabe do julgamento que está acontecendo, que o PT errou e pagou pelos seus erros. Só que ele é capaz de formar seu próprio ponto de vista e não aceita mais babás de opinião. A maioridade política depois de um tenebroso período de ditadura, vem dando maturidade suficiente para a população equilibrar o que tentam desequilibrar na marra.

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jun 012012
 

Fato 1: Gilmar Mendes aparenta estar desesperado.

Fato 2: Gilmar Mendes desesperado lembra o desespero de Serra na reta final das eleições em 2010.

Ele está descontrolado

O que aflige o coração do supremo ministro (ou seria o ministro do supremo)?

Por que atirar para tantos lados?

Já foram: Ex-presidente Lula, o ex-delegado da PF Paulo Lacerda, Hugo Chávez, Petistas (ou petralhas) em geral e, o mais recente, “blogueiros sujos”.

Uma pessoa que entrou em coma durante as eleições em 2010 e acordou ontem, vai se espantar com a mudança radical na fisionomia de José Serra. Até explicar que não se trata dele, mas sim do ex-presidente do STF… melhor deixar quieto!

Além disso, os ataques aos “Blogueiros Sujos” surgem alguns dias depois de matéria da Folha tentando desqualificar grupo de blogueiros que tentam furar o bloqueio pensamento único imposto pela velha mídia.

Os delírios do ministro do STF parecem não ter fim, se iniciaram com a matéria da “Veja” mas ainda perduram. E Gilmar Mendes parece estar gostando disso.

Foi ele que levou para a velha mídia a informação da suposta relação com Cachoeira, antes as histórias de viagens suspeitas para Alemanha e para Goiás se restringiam à internet e às pessoas que apareciam com mais informações retiradas diretamente do relatório das investigações da PF que levaram à prisão de Carlinhos Cachoeira.

Mas parece que para Gilmar a melhor defesa é o ataque. E a bola da vez são os blogueiros, na verdade ele fala no plural, mas é um blogueiro específico. É o mesmo que incomodou Daniel Dantas, tanto que foi alvo de vários processos do banqueiro preso na operação Satiagraha.

Preso na operação e solto por quem? Pelo ministro!

Tudo bem, se o Habeas Corpus não fosse tão suspeito.

Ele ficaria de plantão no STF para dar dois HC seguidos ao Zé das Couves que roubou uma galinha?

O blogueiro sujo incomoda muita gente. E o ministro Gilmar se declarou no ataque aos “blogs sujos” como uma instituição a ser defendida. Isso porque não se vê o tal blogueiro sujo atacando uma instituição, mas podemos ver (e inúmeras vezes) o mesmo blogueiro revelando fatos comprometedores sobre Gilmar Mendes (e também outros ministros, como já fez) e emitindo opiniões críticas.

Ataque é uma coisa, crítica é outra.

Pergunta inocente: Ora, ora, a revista que Gilmar estrelou (e estrela) não se auto-intitula defensora das liberdades de expressão e imprensa? Ou será que estas liberdades são privadas, pertencentes a um setor da mídia?

Será que a mesma revista vai se manifestar quanto à declaração de Mendes, querendo calar o blogueiro? (e para isso usando tática de corte na arrecadação do “blog sujo”).

Será que a instituição Gilmar Mendes vai também pedir para a Procuradoria Geral da República o substrato das empresas estatais que usam o dinheiro público para financiar revistas e jornais que atacam as instituições?

Afinal, a história do grampo sem áudio não teve um objetivo de atacar uma instituição (o executivo, a Presidência da República)?

Os apoios sistemáticos de meios de comunicação a manifestações contra grupos e instituições que os desagradavam, inclusive usando vassourinhas compradas pelo senador Demóstenes Torres também não pode ser considerado ataque à instituição?

Quem seria mais nocivo à uma instituição: blogueiros sujos, exercendo um direito garantido na Constituição de expor e manifestar suas opiniões, ou um ministro da mais alta corte do país que anda atacando a torto e a direito todos que passam pela sua frente, inclusive com acusações sem provas?

Nocivo à instituição é um presidente que joga o respeito pelo STF a níveis impensados. O período de Gilmar Mendes à frente da presidência do STF foi um dos mais polêmicos, patéticos e vergonhosos.

Sensacionalismo com a questão das algemas em criminosos de colarinho branco.

Grampo sem áudio no supremo.

Pressão sobre o presidente da República

Isso só pra citar algumas…

Fora a paixão pelos holofotes, a quantidade de opinião dada pelo ministro sobre, por exemplo, o Mensalão desautorizaria um ministro que zela pela instituição que representa (representar algo não é ser algo, diga-se) de participar do julgamento do caso.

A instituição que ele (teoricamente) está defendendo está em silêncio. Assistindo excessos do ministro nomeado por FHC. O ministro está só (talvez com a Veja, Globo e cia), mas os demais ministros se distanciam cada vez mais desta situação caótica e aparentemente longe de terminar. Parecem preferir gastar suas energias exercendo o cargo a que lhes foi confiado.

Gilmar Mendes tem andado estranho, parece que está acuado… mas acuado de que? o que aflige o ministro Gilmar Mendes?

Muitos diriam que está no limite da sanidade. Eu não, prefiro não atacar esta instituição de lisura ímpar!

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out 192011
 

A cada dia que passa fica mais clara a intenção dos veículos de comunicação de golpear a democracia. Trata-se de um golpe branco, pois, em vez de destituir o governo do poder pela mão pesada da força bruta como em outros tempos, promovem campanha insistente de desestabilização visando jogar a população contra, enfraquecendo o suficiente para não resistir a manobras legais de destituição ou não ter mais votos para se eleger.

A novidade é a exposição despudorada da forma como operam em conjunto, revelando estratégia coordenada e sincronizada, com os atores desempenhando religiosamente funções previamente definidas. Abaixo descrevemos os passos seguidos que poderemos chamar de “Tutorial do Millenium”:

1-      Não publicar denúncia de imediato, o ideal é reunir o maior número possível delas para serem usadas em sequência, para conseguir o efeito mar de lama;

2-      Todos os veículos associados devem participar simultaneamente dos ataques, para que não pareça perseguição de um deles em especial, pois, com todos participando, as suspeitas são diluídas;

3-      Com o acúmulo de notícias negativas, é preciso elaborar um cronograma de ataque, distribuindo as denúncias pelos veículos e a ordem que cada um vai publicar;

4-      Em relação ao conteúdo, mesmo que não tenha provas, diga que tem e que vai mostrar a qualquer momento. O importante é criar o “mar de lama” e o barulho inicial que vai ser retroalimentado. Se insistirem na apresentação de provas se faça de desentendido;

5-      Após a rodada de denúncias, escrevam editoriais culpando o lulopetismo pela criação da corrupção e decretando a impossibilidade da permanência do acusado no cargo;

6-      Após os editoriais, convoque todos os cientistas e analistas políticos de aluguel para fixar as opiniões dos editoriais;

7-      Se o governo resistir, aumentar a pressão e encomendar mais tapiocas, a finalidade agora é somar e o farelo de tubérculo serve para validar a denúncia original e compensar a prova que nunca vai aparecer: “não tem prova, mas são muitas denúncias”. Dizer que Dilma recuou da “Faxina” ajuda na pressão;

8-      Se o governo demitir, o assunto passa a ser a quantidade de ministros demitidos, culpando Lula pelo aumento da corrupção e Dilma por aceitar a “herança maldita” do mesmo.

9-      E por último, se der muito na cara, divulgar princípios editoriais da empresa com todas aquelas lorotas que não se cumprem na prática;

10-   Repita as nove operações anteriores até o governo ser deposto ou perder as eleições, e quando nossos aliados voltarem ao poder, voltamos a ser lenientes e chapas-brancas.

Charge ilustrativa: Bira.

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set 242011
 

O jornal Valor Econômico divulgou nessa semana uma matéria de Cristian Klein (leia na íntegra aqui) sobre uma pesquisa do Instituto Análise sobre as eleições de 2014. Algumas informações devem ter deixado alguns aquários em redações em estado de total desânimo, afinal elas mostram claramente, que apesar de todos os esforços em contrário, o ex-presidente Lula permanece com seu prestígio intacto e que as chances de emplacarem seus aliados nas próximas eleições presidenciais estão cada vez mais escassas.

Se as eleições fossem hoje, Dilma venceria Aécio facilmente por 57% a 18%. Já se o adversário de Aécio fosse Lula, o primeiro seria massacrado por humilhantes 76% a 11%. Curiosamente, não foram apresentados cenários com outros candidatos tucanos, pois se Aécio que é o mais cotado, perderia com essa vantagem esmagadora, imagino como se sairiam FHC, Serra e Alckmin. Infelizmente o terceiro cenário previsto pela pesquisa é um impossível Dilma X Lula, cujo resultado é irrelevante.

Apesar de Lula reiterar que Dilma será candidata a reeleição e tem o seu apoio, a maioria da população prefere que ele seja o candidato em 2014. Cerca de 57% dos entrevistados gostaria que Dilma desistisse da reeleição em favor da candidatura de Lula. A aprovação do ex-presidente, que era de aproximadamente 80% quando estava no governo, chega agora a fantásticos 82% de bom e ótimo, o dobro do que Dilma tem no momento (41%).

Esses números comparativos são interessantes para a gente entender o motivo da estratégia dos veículos de comunicação no sentido de promover ataques contra Lula e tentar marcar falsas diferenças entre a forma que ele e Dilma enfrentam a corrupção. Naturalmente eles avaliaram que Lula seria imbatível e Dilma uma oponente mais fácil de ser batida. Ao mesmo tempo em que fazem elogios à Dilma para tentar escolher o adversário de 2014, fustigam o seu governo com a campanha do “mar de lama”. Só não contavam com duas coisas: os ataques contra Lula se mostrariam ineficazes e como boa massa fermentada, quanto mais apanha mais ele cresce e, para complicar a situação deles, mesmo o “poste” Dilma venceria tucanos com toda facilidade.

Vida dura essa de imprensa anti-Lula, depois de oito anos vendo suas tentativas de macular a imagem de Lula sendo frustradas e amargar pesquisas sucessivas com recordes de aprovação cada vez maiores, vislumbraram na sua saída do poder uma forma de destruir sua reputação, já que o ex-presidente, exímio comunicador, não teria a sua disposição o acesso ao contraditório, mas eis que depois de praticamente nove meses de ataques ininterruptos, com editoriais e analistas da velha mídia repetindo uníssonos mantras tentando associar a corrupção ao seu período de governo, Lula aparece com aprovação ainda maior e como pule de dez para qualquer eleição nesse país.

Lula é um fenômeno que deveria ser estudado mais profundamente. Com meus parcos conhecimentos, não tenho informação de qualquer outro ser político que tenha sofrido dos principais meios de comunicação do país tamanha perseguição por décadas, e ainda sim mantenha faixas de aprovação e popularidade tão impressionantes. Lula desafia as leis de Murdoch, seguidas como mandamentos pelas principais redações. Ele apavora os barões da mídia porque não precisa de intermediários para se comunicar com o povo, por não ter medo de bater de frente, por não precisar se curvar.

Fonte da imagem ilustrativa: http://jornalsportnews.blogspot.com/2010/12/lula-nas-alturas.html Autor: não informado.

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