Marina tem ocupado espaço na imprensa, depois da expressiva votação que teve no primeiro turno, para dizer que apoiará quem se comprometer com as condições que determinou que fossem aceitas pelos candidatos que permanecem na disputa.
Será tão simples assim? O Serra vai e promete que vai cumprir as condições exigidas e Marina declara o seu apoio? Pode até ser, mas com esse apoio Marina estaria se associando a quem ela combateu por toda a sua vida, ou será que ela desconhece, depois da grande votação de Serra no cinturão do agro-negócio, que estão apoiando o Serra os desmatadores, usineiros, grileiros e mandantes de assassinatos como os de Chico Mendes, Dorothy Stang, dos fiscais de Unaí e de centenas de sem-terras?
Não seria apenas um equívoco se Marina se dispusesse a apoiar Serra ou apenas preferisse a neutralidade, seria um estupro contra a sua própria história, algo inadmissível frente a tantos indícios de aproximação de Serra e do PSDB de segmentos mais conservadores e reacionários.
Nem era preciso colocar na balança o sentimento de lealdade com companheiros que sempre a defenderam das aleivosias raivosas, não, é só ver quem está do lado deles agora e sempre, e avaliar se o que ainda existe de mágoa é suficiente para ela expor sua trajetória dessa forma, se for coerente, só existe uma opção: a de apoiar seus princípios e declarar o voto para Dilma.
Estas pessoas citadas abaixo são correligionários e apóiam a candidatura Serra e é com esse tipo de gente que ele pretendia governar se fosse eleito. Marina seria jogada fora logo após que tivessem usado a sua imagem para conseguir os seus objetivos.
KÁTIA ABREU / Senadora (DEM-TO)
• Presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), eleita em 2008 para três anos de mandato. Foi presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Tocantins (1995-2005).
• Dona de duas fazendas improdutivas que concentram 2.500 hectares de terras.
• É alvo de ação civil do Ministério Público na Justiça de Tocantins por descumprir o Código Florestal, desrespeitar povos indígenas e violar a Constituição.
• Integrante de quadrilha que tomou 105 mil hectares de 80 famílias de camponeses no município de Campos Lindos (TO). Ela e o irmão receberam 2,4 mil hectares com o golpe contra camponeses, em que pagaram menos de R$ 8 por hectare.
• Documentos internos da CNA apontam que a entidade bancou ilegalmente despesas da sua campanha ao Senado. A CNA pagou R$ 650 mil à agência de publicidade da campanha de Kátia Abreu.
RONALDO CAIADO / Deputado Federal
• Foi fundador e presidente nacional da União Democrática Ruralista (UDR).
• É latifundiário. Proprietário de mais 7.669 hectares de terras.
• É investigado pelo Ministério Público Eleitoral por captação e uso ilícito de recursos para fins eleitorais. Não declarou despesas na prestação de contas e fez vários saques “na boca do caixa” para o pagamento de despesas em dinheiro vivo, num total de quase R$ 332 mil (28,52% do gasto total da campanha).
• Foi acusado de prática de crimes de racismo, apologia ou instigação ao genocídio por classificar os nordestinos como “superpopulação dos estratos sociais inferiores” e propor um plano para o extermínio: adição à água potável de um remédio que esterilizasse as mulheres.
ABELARDO LUPION / Deputado federal (DEM-PR)
• É empresário e dono de diversas fazendas (três delas em São José dos Pinhais).
• Foi fundador e presidente da União Democrática Ruralista do Paraná.
• É um dos líderes mais truculentos da bancada ruralista na Câmara dos Deputados.
• Faz campanha contra a emenda constitucional que propõe a expropriação de fazendas que utilizam trabalho escravo.
• Fez movimentação ilícita de R$ 4 milhões na conta bancária da mãe do coordenador de campanha. É réu no inquérito nº 1872, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), por crime eleitoral.
• Sofre duas representações por apresentar – em troca de benefícios financeiros – uma emenda para as transnacionais Nortox e Monsanto na Câmara, liberando o herbicida glifosato.
• A Nortox e a Monsanto financiaram a sua campanha em 2002. A Nortox contribuiu com R$ 50 mil para o caixa de campanha; já a Monsanto vendeu ao parlamentar uma fazenda de 145 alqueires, por um terço do valor de mercado.
• Participou de transação econômica fraudulenta e prejudicial ao patrimônio público da União em intermediação junto à Cooperativa Agropecuária Pratudinho, situada na Bahia, para adquirir 88 máquinas pelo valor de R$ 3.146.000, das quais ficou com 24.
• Deu para parentes a cota da Câmara dos Deputados, paga com dinheiro público, para seis voos internacionais para Madri e Nova York.
ONYX LORENZONI / Deputado Federal (DEM-RS)
• Membro da “Bancada da Bala”, defendeu a manutenção da venda de armas de fogo no Brasil durante o referendo do desarmamento.
• Campanha financiada por empresas como a Gerdau, Votorantin Celulose, Aracruz Celulose, Klabin e Celulose Nipo.
• Teve apenas um projeto aprovado em todo o seu mandato.
ALVARO DIAS / Senador (PSDB-PR)
• É proprietário rural.
• Foi presidente da CPMI da Terra (2003/2005), que classificou ocupações de terra como “crime hediondo” e “ato terrorista”.
• Não colocou em votação pedidos de quebra de sigilos bancários e fiscais de entidades patronais, que movimentaram mais de R$ 1 bilhão de recursos públicos. Não convocou fazendeiros envolvidos em ações ilegais de proibição de vistorias pelo Incra.
• Divulga na imprensa de forma ilegal fatos mentirosos sobre dados sigilosos das entidades de apoio às famílias de trabalhadores rurais para desmoralizar a luta pela Reforma Agrária.
• Não declarou R$ 6 milhões à Justiça Eleitoral em 2006. O montante é referente à venda de uma fazenda em 2002.
JAYME CAMPOS / Senador (DEM-MT)
• O senador e pecuarista foi acusado de cometer crime ambiental na fazenda Santa Amália, em Alta Floresta, MT (a 821 km ao Norte de Cuiabá), de sua propriedade. Segundo a fiscalização do Ibama, a propriedade tinha mais de 1.500 hectares de desmatamentos em áreas de preservação permanente – ao longo de cursos d’água e em áreas de nascentes;
• Em 2009, foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) na Operação Moralidade, que o acusa de causar um rombo de R$ 1,5 milhão nos cofres da prefeitura de Várzea Grande. Segundo a denúncia, Campos foi responsável por autorizar o superfaturamento de R$ 1.595.343,12 nas obras de duplicação da passagem urbana de Várzea Grande, nas rodovias BR 070/163/364/MT;
• Também em 2009, Campos foi investigado pelo Ministério Público Federal na Operação Lacraia por participação em um esquema fraudulento de venda de imóveis rurais a partir de documentos falsos;
• No mesmo ano, o MPF pediu a condenação de Campos, ex-governador do Mato Grosso, acusado de desviar recursos da obra de construção do Hospital Central, em Cuiabá. O Ministério Público pediu que os responsáveis pelo desvio de recursos – Campos, o atual governo e a construtora Aquário Engenharia – sejam condenados a ressarcir cerca de R$ 14 milhões por danos morais e materiais à União e que o Governo do Estado seja obrigado a concluir as obras do Hospital Central;
• Acusado de envolvimento em licitações fraudulentas realizadas no município de Várzea Grande (MT), investigadas na chamada “Operação Sanguessuga”: compras superfaturadas de ambulâncias e equipamentos médicos. Ex-governador de Mato Grosso (1991/1994), ele era o prefeito de Várzea Grande quando foram realizadas as licitações (2000 a 2004).
ANTÉRIO MÂNICA – (Prefeito Unaí – PSDB-MT)
• Acusado de ser um dos mandantes da emboscada que resultou na morte covarde de fiscais de trabalho que tinham constatado trabalho escravo em fazenda de suas família.
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ANTERO PAES DE BARROS – Ex-Senador (PSDB-MT)
• Atualmente está encostado em no conselho da Sabesp;
• Foi denunciado pelo Ministério Público por ligações não republicanas com um dos chefes do crime organizado do Mato Groso conhecido como “Comendador Arcanjo” que atualmente cumpre pena entre tantos crimes, também pelo maior esquema de grilagem de terras que se tem conhecimento no país;
• Globo iria transmitir entrevista do Comendador entregando o Ex-senador em uma das edições do Fantástico, mas o próprio ligou para a redação, que desistiu de veicular as denuncias.
É com essas pessoas que você deseja associar a sua imagem, Marina Silva?






