out 092010
 

Marina tem ocupado espaço na imprensa, depois da expressiva votação que teve no primeiro turno, para dizer que apoiará quem se comprometer com as condições que determinou que fossem aceitas pelos candidatos que permanecem na disputa.

Será tão simples assim? O Serra vai e promete que vai cumprir as condições exigidas e Marina declara o seu apoio? Pode até ser, mas com esse apoio Marina estaria se associando a quem ela combateu por toda a sua vida, ou será que ela desconhece, depois da grande votação de Serra no cinturão do agro-negócio, que estão apoiando o Serra os desmatadores, usineiros, grileiros e mandantes de assassinatos como os de Chico Mendes, Dorothy Stang, dos fiscais de Unaí e de centenas de sem-terras?

Não seria apenas um equívoco se Marina se dispusesse a apoiar Serra ou apenas preferisse a neutralidade, seria um estupro contra a sua própria história, algo inadmissível frente a tantos indícios de aproximação de Serra e do PSDB de segmentos mais conservadores e reacionários.

Nem era preciso colocar na balança o sentimento de lealdade com companheiros que sempre a defenderam das aleivosias raivosas, não, é só ver quem está do lado deles agora e sempre, e avaliar se o que ainda existe de mágoa é suficiente para ela expor sua trajetória dessa forma, se for coerente, só existe uma opção: a de apoiar seus princípios e declarar o voto para Dilma.

Estas pessoas citadas abaixo são correligionários e apóiam a candidatura Serra e é com esse tipo de gente que ele pretendia governar se fosse eleito. Marina seria jogada fora logo após que tivessem usado a sua imagem para conseguir os seus objetivos.

KÁTIA ABREU / Senadora (DEM-TO)

• Presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), eleita em 2008 para três anos de mandato. Foi presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Tocantins (1995-2005).

• Dona de duas fazendas improdutivas que concentram 2.500 hectares de terras.

• É alvo de ação civil do Ministério Público na Justiça de Tocantins por descumprir o Código Florestal, desrespeitar povos indígenas e violar a Constituição.

• Integrante de quadrilha que tomou 105 mil hectares de 80 famílias de camponeses no município de Campos Lindos (TO). Ela e o irmão receberam 2,4 mil hectares com o golpe contra camponeses, em que pagaram menos de R$ 8 por hectare.

• Documentos internos da CNA apontam que a entidade bancou ilegalmente despesas da sua campanha ao Senado. A CNA pagou R$ 650 mil à agência de publicidade da campanha de Kátia Abreu.

RONALDO CAIADO / Deputado Federal

• Foi fundador e presidente nacional da União Democrática Ruralista (UDR).

• É latifundiário. Proprietário de mais 7.669 hectares de terras.

• É investigado pelo Ministério Público Eleitoral por captação e uso ilícito de recursos para fins eleitorais. Não declarou despesas na prestação de contas e fez vários saques “na boca do caixa” para o pagamento de despesas em dinheiro vivo, num total de quase R$ 332 mil (28,52% do gasto total da campanha).

• Foi acusado de prática de crimes de racismo, apologia ou instigação ao genocídio por classificar os nordestinos como “superpopulação dos estratos sociais inferiores” e propor um plano para o extermínio: adição à água potável de um remédio que esterilizasse as mulheres.

ABELARDO LUPION / Deputado federal (DEM-PR)

• É empresário e dono de diversas fazendas (três delas em São José dos Pinhais).

• Foi fundador e presidente da União Democrática Ruralista do Paraná.

• É um dos líderes mais truculentos da bancada ruralista na Câmara dos Deputados.

• Faz campanha contra a emenda constitucional que propõe a expropriação de fazendas que utilizam trabalho escravo.

• Fez movimentação ilícita de R$ 4 milhões na conta bancária da mãe do coordenador de campanha. É réu no inquérito nº 1872, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), por crime eleitoral.

• Sofre duas representações por apresentar – em troca de benefícios financeiros – uma emenda para as transnacionais Nortox e Monsanto na Câmara, liberando o herbicida glifosato.

• A Nortox e a Monsanto financiaram a sua campanha em 2002. A Nortox contribuiu com R$ 50 mil para o caixa de campanha; já a Monsanto vendeu ao parlamentar uma fazenda de 145 alqueires, por um terço do valor de mercado.

• Participou de transação econômica fraudulenta e prejudicial ao patrimônio público da União em intermediação junto à Cooperativa Agropecuária Pratudinho, situada na Bahia, para adquirir 88 máquinas pelo valor de R$ 3.146.000, das quais ficou com 24.

• Deu para parentes a cota da Câmara dos Deputados, paga com dinheiro público, para seis voos internacionais para Madri e Nova York.

ONYX LORENZONI / Deputado Federal (DEM-RS)

• Membro da “Bancada da Bala”, defendeu a manutenção da venda de armas de fogo no Brasil durante o referendo do desarmamento.

• Campanha financiada por empresas como a Gerdau, Votorantin Celulose, Aracruz Celulose, Klabin e Celulose Nipo.

• Teve apenas um projeto aprovado em todo o seu mandato.

ALVARO DIAS / Senador (PSDB-PR)

• É proprietário rural.

• Foi presidente da CPMI da Terra (2003/2005), que classificou ocupações de terra como “crime hediondo” e “ato terrorista”.

• Não colocou em votação pedidos de quebra de sigilos bancários e fiscais de entidades patronais, que movimentaram mais de R$ 1 bilhão de recursos públicos. Não convocou fazendeiros envolvidos em ações ilegais de proibição de vistorias pelo Incra.

• Divulga na imprensa de forma ilegal fatos mentirosos sobre dados sigilosos das entidades de apoio às famílias de trabalhadores rurais para desmoralizar a luta pela Reforma Agrária.

• Não declarou R$ 6 milhões à Justiça Eleitoral em 2006. O montante é referente à venda de uma fazenda em 2002.

JAYME CAMPOS / Senador (DEM-MT)

• O senador e pecuarista foi acusado de cometer crime ambiental na fazenda Santa Amália, em Alta Floresta, MT (a 821 km ao Norte de Cuiabá), de sua propriedade. Segundo a fiscalização do Ibama, a propriedade tinha mais de 1.500 hectares de desmatamentos em áreas de preservação permanente – ao longo de cursos d’água e em áreas de nascentes;

• Em 2009, foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) na Operação Moralidade, que o acusa de causar um rombo de R$ 1,5 milhão nos cofres da prefeitura de Várzea Grande. Segundo a denúncia, Campos foi responsável por autorizar o superfaturamento de R$ 1.595.343,12 nas obras de duplicação da passagem urbana de Várzea Grande, nas rodovias BR 070/163/364/MT;

• Também em 2009, Campos foi investigado pelo Ministério Público Federal na Operação Lacraia por participação em um esquema fraudulento de venda de imóveis rurais a partir de documentos falsos;

• No mesmo ano, o MPF pediu a condenação de Campos, ex-governador do Mato Grosso, acusado de desviar recursos da obra de construção do Hospital Central, em Cuiabá. O Ministério Público pediu que os responsáveis pelo desvio de recursos – Campos, o atual governo e a construtora Aquário Engenharia – sejam condenados a ressarcir cerca de R$ 14 milhões por danos morais e materiais à União e que o Governo do Estado seja obrigado a concluir as obras do Hospital Central;

• Acusado de envolvimento em licitações fraudulentas realizadas no município de Várzea Grande (MT), investigadas na chamada “Operação Sanguessuga”: compras superfaturadas de ambulâncias e equipamentos médicos. Ex-governador de Mato Grosso (1991/1994), ele era o prefeito de Várzea Grande quando foram realizadas as licitações (2000 a 2004).

ANTÉRIO MÂNICA – (Prefeito Unaí – PSDB-MT)

• Acusado de ser um dos mandantes da emboscada que resultou na morte covarde de fiscais de trabalho que tinham constatado trabalho escravo em fazenda de suas família.

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ANTERO PAES DE BARROS – Ex-Senador (PSDB-MT)

• Atualmente está encostado em no conselho da Sabesp;

• Foi denunciado pelo Ministério Público por ligações não republicanas com um dos chefes do crime organizado do Mato Groso conhecido como “Comendador Arcanjo” que atualmente cumpre pena entre tantos crimes, também pelo maior esquema de grilagem de terras que se tem conhecimento no país;

• Globo iria transmitir entrevista do Comendador entregando o Ex-senador em uma das edições do Fantástico, mas o próprio ligou para a redação, que desistiu de veicular as denuncias.

É com essas pessoas que você deseja associar a sua imagem, Marina Silva?

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out 032010
 

Apenas na última semana de campanha tive acesso aos emails difamatórios e boateiros sobre a candidata petista Dilma Rousseff.

Logo que recebi pensei que esta poderia ser a última tentativa da oposição contra Dilma. Passei um dia inteiro recebendo e rebatendo emails que iam de relacionamento homossexual da candidata até declarações à la Beatles de que “nem Deus tiraria a eleição” das mãos dela.

Estes boatos começaram a aparecer em igrejas, onde alguns pastores ou padres enfurecidos atacavam, com uma ferocidade cristã invejável, a candidata governista. Outras vezes, alguns fiéis foram flagrados panfletando os textos anônimos, e sem provas, que correram pela internet.

Nessa mesma linha, soube que entre militares também correram boatos resgatados da guerra-fria. Mas isso não é manipulação, apenas um superior ensinando aos soldados que Dilma é um perigo para o Brasil.

Pois bem, na mesma semana que estes emails se intensificaram foi observada uma migração de votos, com Marina crescendo. Não era “onda verde”, era a “onda Marina”… esse comportamento não se refletiu em outras candidaturas do partido da ex-ministra, ao contrário da chamada “onda vermelha” que, esta sim, ocorreu.

Não se sabe ao certo de onde surgiram tais ataques e se eram mesmo para favorecer Marina…. A meu ver não, mas teve reflexo positivo nos números da verde.

Uma semana antes, o senador tucano Álvaro Dias havia declarado que se Marina crescesse poderia ajudar muito Serra, somando seus votos e o levando para o segundo turno. Era a única esperança a esta altura em que havia praticamente uma definição nos números das pesquisas. Toda elas.

Para uma campanha despolitizada nada melhor do que alguns boatinhos moralistas/religiosos para tirar votos! E não é novidade na cena eleitoral brasileira.

Em 2006, a então candidata ao senado pelo Rio de Janeiro, Jandira Feghali liderava nas pesquisas e acabou perdendo devido a uma mobilização parecida com esta do primeiro turno de 2010.

Nas últimas semanas para as eleições daquele ano era possível encontrar evangélicos e católicos afinadíssimo com documentos anônimos que recebiam nas portas das igrejas e com discurso de alguns líderes religiosos que orientavam seus fiéis a não eleger Jandira, inimiga do “cidadão de bem” e da “família cristã”.

Resultado: Jandira perdeu para Dornelles.

Essa nova cruzada moralista, que de cristã só tem o nome do local onde os boatos foram ecoados, é antiga e baixa. Quando eu dizia que a tal “onda verde” estava sendo turbinada por militantes tucanos travestidos de verde, quando Malafaia abandonou Marina e resultou em ataques, xingamentos dos mais baixos imagináveis, ficava claro como os eleitores que tuitavam e anabolizavam a tal onda eram mais parecidos com demotucanos do que qualquer outra militância, se podemos chamar assim.

Os próprios eleitores que votavam em Marina desde o início, foram se somando a outros que iriam votar nela para que a Dilma lésbica/assassina de crianças/terrorista/ateia, e seu vice, o “satanista” Michel Temer não entrassem.

No dia votação tinha fiel pregando pela rua para que não votassem em Dilma, pois ela teria um “cramunhãozinho” dentro do seu armário. Eu lembro dessa história!!! É reciclada do Walt Disney. Várias igrejas espalharam esse boato nos anos 80, junto com os famosos discos da Xuxa rodados ao contrário. Deve ser essa moda retrô… vai saber!

Devo salientar que só tomei conhecimento destes discursos na última semana, mas já estava inserido em muitas igrejas há mais tempo que isso. Estes boatos ajudariam Marina, já que Serra possui uma rejeição muito alta e dificilmente “roubaria” votos de Dilma.

Tais boatos e a influência deles sobre eleições mostram o quanto somos ainda moralistas e o quanto esses temas-tabus que ainda persistem na sociedade precisam urgentemente ser debatidos abertamente por todos nós. Do contrário a democracia se torna uma refém destes tabus, como se viu no primeiro turno.

Outra coisa importante é o fato de que ainda temos pouco o costume de socializar um problema, estes emails circulam há mais ou menos um mês, apenas na última semana pessoas começaram a tuitar os desmentidos. Inclusive o “Seja Dita Verdade” compilou grande parte deles e postou de forma extremamente prática para se consultar.

Temos que ter não apenas mobilização, mas troca de informações mais dinâmicas entre nós. O problema é que, a princípio, muitas coisas podem ser teoria da conspiração.

Este segundo turno vai depender muito da militância, eles virão para cima! Hoje tinha jornalista da Folha tuitando que a redação estava uma festa.

Esta festa se resume da seguinte forma: teremos mais 4 capas de Veja e 26 edições de Globo, Folha, Estadão e cia!

Vamos à luta!

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jun 052010
 

Aproveitando o dia mundial do meio-ambiente, aceitamos a sugestão do amigo Luiz Guilherme da M. L. Jorge, que nos enviou a fonte e todos os dados, para estender a série de Comparação Lula x FHC, incluindo um post com o comparativo dos dados do desmatamento na área da Amazônia legal nos respectivos governos.

Dividimos os períodos de acordo com os ministros do meio-ambiente que ocuparam o cargo para traçarmos desempenhos em períodos menores e depois compará-los aos demais períodos. Assim temos o período Gustavo Krause (1995-1998), o período Sarney Filho (1999 – 2002), o período Marina Silva (2003 – 2008) e o período Carlos Minc (2008 – 2009). No gráfico abaixo podemos visualmente perceber como se comportou o desmatamento nos mandatos de cada ministro:

A tabela abaixo mostra os valores em Km² de desmatamento na Amazônia legal ano a ano e os desempenhos de cada um. Destaca-se que no primeiro ano de FHC o desmatamento na Amazônia legal chegou ao seu nível recorde, quase 30 mil Km² desmatados em apenas um ano e em 2009 o país chegou ao menor patamar já atingido, com 7464 Km² desmatados, o que ainda é muito, mas que representa uma redução consistente e sustentável,

Na tabela abaixo quantificamos os desempenhos em cada mandato, levando em conta a variação entre o desmatamento na Amazônia legal do ano anterior ao que cada um assumiu até o último ano que administrou. Nos mandatos dos dois ministros de FHC o desmatamento aumentou. Em cinco anos de Marina Silva à frente do ministério houve redução de 46% do desmatamento. Em apenas dois anos de Carlos Minc como ministro houve redução de 36% do desmatamento. Se a comparação for entre governos a diferença se amplia, pois enquanto em oito anos de governo FHC o desmatamento cresceu 45%, em sete anos de governo Lula houve redução de 66%. Os números são gritantes e mostram como as políticas dos dois governos em relação ao meio-ambiente são absolutamente diferentes, uma eficiente a outra não.

Nota: Não foram incluídos os nomes dos ocupantes dos mandatos tampões que ocorreram em períodos de desincompatibilização eleitoral porque os ocupantes dos cargos apenas deram sequência às políticas iniciadas por quem eles substituiam, portanto o responsável pela política no período é o ministro substituido.

Fonte:

PROJETO PRODES

 

MONITORAMENTO DA FLORESTA AMAZÔNICA BRASILEIRA POR SATÉLITE

Agradecimento pela busca dos dados e sugestão do post:  Luiz Guilherme da M. L. Jorge

Por Luiz Guilherme:

Estranhamente a Marina saiu do governo cuspindo fogo , alegando que não havia apoio às políticas de preservação do meio ambiente , mesmo após o governo Lula ter apresentado uma boa redução . Porém no seu último ano de gestão da Marina (Marina sai em mai/2008 mas a leitura é feita agosto/07 a agosto/08 portanto o desmatamento de 2008-12.911 Km2 é devido à Marina) o desmatamento já estava voltando a se elevar , possivelmente pela mesma já estar de olho em se juntar ao PV-PSDB-DEM-PPS , portanto , sua saída foi muito bom para o Governo Lula-Dilma e para o Meio Ambiente , já que entrou o Minc com todo gás .

Com a saída da Marina e Entrada do MINC com apoio da Dilma aí é que o governo LULA-DILMA-MINC realmente conseguiram uma maior eficiência na redução do Desmatamento e ainda obtivemos grandes avanços na liberação da Licença da hidrelétrica de BeloMonte . Ou seja desenvolvimento sustentável com respeito ao meio ambiente.

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mai 252010
 

Da editoria-geral do Terra Brasilis

Marina Silva, pré-candidata à Presidência da República pelo PV, justificou, em entrevista à Rádio CBN ontem, o fato de seu nome ter sido excluído no evento que marcou o lançamento da pré-candidatura de Fernando Gabeira, também do PV, no Rio de Janeiro. Segundo Marina, a exclusão foi de cunho legal e em nome da “transparência”. A defesa da legalidade estaria, assim, em consonância com o respeito à Justiça Eleitoral. Já a referência à “transparência” teve endereço certo: LULA. A pré-candidata disse que o que ela faz é diferente do que LULA anda fazendo neste momento de pré-campanha: “O exemplo tem de vir de cima porque quanto mais próximo do rei, mais alto é a forca”.

Embora Marina Silva seja uma mulher a quem se deve respeito pela trajetória de lutas, de apoio aos movimentos populares e pela militância aguerrida que lhe garante lugar na história recente deste país, ela não está imune a equívocos. Como apontar em LULA a “quebra da legalidade eleitoral” e esconder o dedo para Serra de quem seu partido parece estar mais próximo? É necessário reafirmar esta proximidade do PV com Serra, haja vista a própria coligação costurada em torno de Fernando Gabeira.

Serra vem fazendo campanha com o apoio da mídia golpista já há muito tempo. É triste saber que a briosa ex-ministra do Meio Ambiente do governo LULA não esteja conseguindo ler as entrelinhas e os explícitos das manchetes, matérias e artigos veiculados diariamente por esta mídia que omite fatos, distorce-os e desinforma a população com o único e exclusivo objetivo de construir a volta ao poder de uma elite política que pouco se importa com o Brasil e com os brasileiros. É preciso, ainda, acrescentar os interesses escusos que estão por trás da ofensiva ao governo LULA, cultivada por este nefasto grupo midiático tupiniquim.

Parece-me temerário fazer uma leitura da realidade sem envolver todos os componentes presentes nesta mesma realidade. Não refletir sobre a silenciosa, mas ostensiva presença do também pré-candidato José Serra e não externála é ingenuidade ou omissão. Não farei juízo de valor, entretanto…

Ainda, na CBN, Marina Silva se mostra contrária ao acordo com o Irã do qual o Brasil e a Turquia foram protagonistas. Para Marina, o Brasil não deveria ter participado, pois o Irã é um “país que desrespeita os direitos humanos”. Aqui é importante notar a parcialidade e a limitação analítica com que ela se manifesta em relação aos crimes cometidos pelos Estados Unidos e por Israel, por exemplo. Ora, a sanha belicosa dos estadunidenses é responsável pelos horrores cometidos em Abu Graieb e em Guantanamo, pelo embargo econômico contra a brava gente cubana e pela manutenção de campos de concentração no Afeganistão. Já Israel massacra os palestinos de forma impiedosa e covarde, contando com o apoio sistemático dos Estados Unidos da América.

Há de se perguntar: por que então, Marina Silva, faz referência ao Irã como um país que não respeita os direitos humanos e, por tabela, à presença do Brasil, na figura do presidente LULA, nesse grande esforço para se construir um caminho para a paz? Acaso esqueceu-se dos EUA e de Israel? Ou a tal “transparência” é seletiva?

Acredito que, além desses “lapsos”, a pré-candidata esqueceu-se de que o esforço pela paz é um imperatio cristão: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.” (Jo 15, 12).

EUA: direitos humanos em Abu Graieb

Israel: direitos humanos na Palestina

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fev 042010
 

Foto para irritar Serrista

Não se deixe enganar pelo terrorismo praticado pelos serristas ao fazer contas simples que apontam vitória de Serra no primeiro turno caso Ciro Gomes saia da disputa presidencial, até porque se isso fosse prejudicar Dilma e dar a chance para Serra ganhar no primeiro turno, eles não só não iriam alertar como estariam agora fazendo campanha justamente para Ciro desistir. Na ansiedade de achar fatos que pudessem diminuir um pouco o desânimo generalizado que se instalou no lado tucano depois das últimas pesquisas, alguns “analistas” estão fazendo conjecturas totalmente fantasiosas baseados nos números reais da pesquisa CNT/Sensus. Uma delas se baseia na diferença Serra/Dilma quando Ciro Gomes está fora da disputa. A pesquisa aponta que quase todos os votos destinados a Ciro “migrariam” para Serra e esse fato faria com que Serra superasse Dilma e Marina, e levasse a eleição no primeiro turno. Não, não se trata de ingenuidade, essas senhores passaram a vida inteira analisando pesquisas de intenções de voto, a motivação real deles é redução dos danos que uma análise imparcial e equidistante poderia provocar na candidatura da oposição.

Está claro que essa transferência gigantesca de Ciro para Serra na pesquisa CNT/Sensus tem um nome: RECALL. Será que dá para essas pessoas entenderem ou a gente vai ter que desenhar? na ausência de Ciro, o eleitor procurou um nome que conheça na lista porque se trata de pesquisa estimulada. Antes que alguém me questione se eu acho que a maioria das intenções de voto para Ciro também seja recall, eu vou pedir para verificar a diferença entre as intenções de voto de Ciro na Estimulada (11,9%) para a Espontânea (1,2%) e você vai achar a porcentagem dos que afirmam votar em Ciro que migrariam para o mais conhecido se ele estiver fora, mas não quer dizer que essa tranferência de voto esteja consolidada, e sim que esse eleitores tem maior simpatia pelo voto em Ciro, e se isso se confirmar, muito mais importante para os seus eleitores é a afinidade que ele pode demonstrar como uma candidatura ou outra. Um outro dado que enterra de vez essa teoria de “Sem Ciro, Serra leva no primeiro turno” é o resultado da simulação de segundo turno entre Dilma e Serra, com diferença de 6,9 pontos percentuais frente aos 12,1 pontos de diferença no primeiro turno quando Ciro está fora, ou seja precisaria que quase todos os votos de Marina no primeiro turno se transferíssem para Dilma no segundo, o que é tão improvável quanto essa transferencia de Ciro para Serra.

Ciro Gomes agora atua como franco atirador, até que as candidaturas estejam definidas ele vai desferir ataques contra o seu desafeto Serra (a mídia vai tentar esconder) e contra a aliança PTxPMDB (a mídia não vai esconder), e por mais que eu ache que é fogo amigo, tenho que reconhecer que o deputado tem o direito de decidir seu próprio destino político, mas se ficar definido que ele não vai ser candidato a presidente eu acredito que ele se alinhe com a candidatura Dilma, até porque é inimigo visceral de Serra e porque seu partido é aliado do presidente Lula, portanto a tendência, e os analistas estão cansados de saber disso, é que ele influencie aqueles que por ele nutrem simpatia, que o voto certo é para Dilma. O papel da imprensa é tentar criar descontentamentos e provocar rachaduras no relacionamento dos partidos da base, isso faz parte da estratégias que eles traçaram.

A experiência de eleições anteriores mostram que candidatos alinhados com a esquerda transferem mais para o  PT do que para o PSDB, assim como aconteceu com os votos de Cristovám Buarque e Heloísa Helena em 2006. Acredito que disputando ou não as eleições Ciro e Marina transfeririam cada um em torno de 70% dos seus votos para Dilma, 20% para Serra e o resto para Brancos e Nulos. O que dá para tirar desses números que pesquisa estimulada tem pouca importancia nessa altura do campeonato, só serve para avaliar crescimento de quem não tem recall, o que importa realmente agora são os resultados da pequisa espontânea e os índices de rejeição, esses sim são matéria-prima para os marqueteiros, e pelos ataques de pelanca que o presidente do PSDB vem dando na imprensa, os sinais são que pelo lado dos tucanos a coisa anda muito, mas muito mais feia do que a imprensa demonstra.

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