dez 272011
 

Hoje a coluna do historiador Marco Antonio Villa vem falando sobre o tão comentado vulto “fascista” do “petismo”. Isso é o que o título sugere, mas os alvos verdadeiros de Villa são Amaury Ribeiro e o livro “A Privataria Tucana”.

Na coluna, o historiador queridinho da velha mídia chama o livro de panfleto e o autor é rebaixado a um jornalista qualquer, desconsiderando seu histórico profissional. Covarde, Villa ataca a Rede Record e as vozes que repercutiram o lançamento do livro nas redes sociais como a “rede onde o jornalista dá expediente” e as “centenas vozes de aluguel” que repercutiram o lançamento. A tática adotada por Merval e Serra: ataques genéricos a alvos específicos.

O democrata-historiador-millenar, Villa, mostra a que veio:

Diz no último parágrafo: “O panfleto deveria ser ignorado. Porém, o Ministério da Verdade petista, digno de George Orwell, construiu um verdadeiro rolo compressor.”

Normal para os membros do clubinho de que participa. Foi no mesmo Millenium que Arnaldo Jabor declarou que adoraria impedir “o pensamento de uma velha esquerda” que, para ele, “não deveria mais existir no mundo”.

Villa – neste texto, que tenta maquiar como se fosse uma defesa da pluralidade de opinião – mostra o mesmo: quer silenciar um livro-reportagem.

Ele se mostra indignado em várias partes: acusa o autor e partidariza a obra (como panfleto petista) – na tentativa de desqualificar o trabalho e enterrar uma possível CPI?

A tentativa de partidarizar o trabalho de Amaury é um “evento” interessante. Tanto membros do PSDB, quanto o imortal Merval Pereira e, agora, Marco Antonio Villa repetem exageradamente. Parece até que combinaram.

Ainda como Merval (e Serra), o texto de Villa se mostra incomodado com a blogosfera, que fica sugerido em “centenas vozes de aluguel”. Afinal, que vozes são essas?

Twitter, Facebook, Orkut, Google+…. BLOGS!! O grande terror da atualidade, que dessa vez mostrou a força e surpreendeu os mais céticos, impedindo que um fato relevante fosse abafado pela velha mídia.

Por isso somos “Blogs Sujos”, “Blogueiros Chapa Branca” e “Vozes de aluguel” segundo a trindade Serra-Merval-Villa. Pura coincidência, claro!

Villa, no sexto parágrafo, só falta dizer “Serra, eu te amo”, tamanha a tentativa de defender o ex-governador.

Enquanto Villa nos entope com o “fascismo petista”, eu lembro uma frase nazista de Joseph Goebbels “Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”. As tentativas de partidarizar a obra e desqualificar o autor se enquadrariam nesta frase?

Villa tenta atribuir ao PT um perfil fascista, poderoso e quase sobrenatural que lembra bastante a tática Americana com a decrépita União Soviética durante a guerra-fria. E tem gente que compra a ideia.

Junto ao pacote, o historiador cita o ministério da verdade (do romance 1984, de George Orwell) para atacar o livro e os governos petistas que, segundo sua teoria, no auge do seu autoritarismo, passa por cima de fatos com informações impostas.

Villa deve estar longe do país.

Não deve ler a revista Veja, assistir TV, ou mesmo ler os jornais que publicam suas colunas. Villa poderia largar o clube de leitura do Orwell que deve ocorrer no Millenium e olhar para o Brasil. Se há incômodo com a pluralidade de pensamento e opinião, é lá que ele terá exemplos claros. Nem precisará perder tempo para criar teorias conspiratórias.

Villa ataca todos os governos petistas, democraticamente eleitos (goste ou não) comparando a um grande espectro fascistoide que ameaça o país – “O PT não terá dúvida em rasgar a Constituição”, diz a certa altura. Mas o historiador-democrata passa uma imagem autoritária ao desejar que o livro nunca tivesse chegado aos leitores e classificando a obra como panfleto, sugerindo que seria um dossiê encomendado pelo PT. Fica parecendo aquela frase de Goebbels .

Parece vir de alguém que se incomoda com a democracia.

o texto referido neste post aqui

adendo 28/12 – 15:33:

Meus gnominhos me sopram no ouvido:

- Então, pela lógica do historiador-democrata, os livros “Lula é minha Anta”, “O Lulismo no poder”, “O dicionário de Lula”, “O País dos Petralhas” e “Nunca antes na história deste país” escaparam heroicamente do rolo compressor do ministério da verdade petista?

e mais:

- Pelo que o ilustríssimo expõe, podemos concluir então que estes livros são também panfletos… da oposição!

Conclusões tardias, gnomos!

 

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dez 182011
 
Fotomontagem Terra Brasilis

Por DiAfonso [No Terra Brasilis]


O jornalista Merval Pereira, recém-eleito membro da Academia Brasileira de Letras, bem que poderia fazer jus ao fardão que lhe foi “outorgado” sabe-se lá por quais critérios literários [se é que me entendem].

Em artigo intitulado “A ficção do Amaury” – em que tece críticas ao conteúdo do livro “A Privataria Tucana” e defende, nas entrelinhas, a omissão da “grande imprensa” na divulgação da obra do também jornalista Amaury Ribeiro Jr. -, o Merval se “desvia” do que é posto como padrão “culto” para as situações formais de comunicação e expressão em língua portuguesa. 

Assim é que algumas normas são “quebradas”, a ambiguidade surge em algum momento e a “limitação” vocabular se faz presente em outro. Tudo isso denuncia o “acadêmico” Merval Pereira como um verdadeiro relaxado no trato com a língua dita “culta”. A seguir, as minhas observações e os meus comentários. Claro que não dá para me comparar ao Merval. Eu, coitado, sou da Acadêmía Brazilêra de Lêtra:



A leitura do segmento “suas denúncias” traz um sabor de… de que, mesmo? Já nem sei… da mesma forma que não sei se as denúncias são dos “novos meios de comunicação e dos blogueiros chapa-branca” ou do “Amaury Ribeiro Jr”. Brincadeirinha. O contexto nos dá o caminho para o referente que, neste caso, seria o próprio “Amaury Ribeiro Jr”. Agora que o Merval, membro da ABL, poderia ter evitado essa ambiguidade… Ah, poderia!

Embora não esteja “obrigado” a fazer uso da nova ortografia, o Merval escreve “idéia” e não segue a nova orientação ortográfica [aqui]. Será que os acadêmicos da ABL, eminências da língua “correta”, estão ainda usando a ortografia anterior? Se não estiverem, Merval, você será chamado às falas… Com aquela gente não se brinca em matéria de língua padrão… Tô logo avisano…

Óia a vírgula, Merval! Óia a vírgula! A oração coordenada explicativa ["pois alegam"] “abriu vaga” para uma intercalada de valor semântico temporal [alguns atribuem ao conectivo "enquanto" um valor de simultaneidade temporal]. Ponha a vírgula adispois do “pois”, hômi!

Xiiii… Acho que, na pressa em escrever o artigo para defender a tucanada, o Merval deu um espaço e separou “por que”. Não seria “porque”, Merval? Vêji isso aí, diretim… Eu tenho cá pra mim que esse “por que” se ajunta, visse?!?!

Merval, fique tranquilo, pois o uso que você fez de “tranqüilo” já foi discutido acima… A nova ortografia, certo?!?!…

Óia a vírgula, Merval! Óia a vírgula! Esse não é o momento adequado para usá-la, hômi de deusi! A oração “se tem provas” é complemento verbal de “verificar”, assim como se ele realmente acrescenta dados novos às denúncias sobre as privatizações”. Como se nota, a última oração do parágrafo, introduzida pela coordenativa “e”, funciona, sintaticamente, como objeto direto [dizem os doutos da norma padrão que não se separa complemento verbal de seu verbo por vírgula.]. Ah… o uso da vírgula foi para dar ênfase?! Questão de estilo… é isso?!?! Sei não, sei não… Bom… de quarqué modo, vêji isso tamém, visse, Merval?!?!

Pô, Merval! Um minidicionário – daqueles escolares – teria dado uma força para evitar a repetição da palavra “falcatruas”! Aqui, nada demais, sabe, Merval… Mas o povo que entende dessas coisas de língua padrão e indicetra e tá pode achar que você está com o vocabulário meio comprometido. Sugerirão alguns que roubalheira cairia bem no lugar da segunda ocorrência da palavra “falcatruas”… Ah, mas é que, no governo Collor, foram muitas “falcatruas”, né? Assim como foi, no caso das privatizações no governo FHC… Como é que eu não saquei isso! Você vai mi adiscurpando aí, visse, Meval?! É que, às vêiz, a gente se impóga e tal…

Óia a vírgula, Merval! “Será o binidito!”! Vêji que o sujeito de “transformou-se” é o mesmo de “desencadeou”“Roberto Jerfferson”. Desse modo, Merval, não haveria o uso da tal vírgula para separar as orações construídas em torno dos referidos verbos, a menos que… peraí, peraí… ah, já sei… Você pensou que a oração iniciada por “de quem…” tivesse caráter explicativo, não foi?!?! Mas ela não tem, né?!?! Então, apague essa vírgula aí tamém, hômi!

Minha nossinhora, Merval Pereira! A vírgula de novo, hômi!!! Pela última vez: a gente não viu aí in riba* que não se separa complementos verbais de seu verbo por vírgula? O mesmo se dá com o sujeito e o seu verbo. Eles não gostam de vírgula atrapalhando a relação. Nisso eles têm razão: quem já se viu uma vírgula se metendo onde não é chamada? Desse modo, bote pra correr a vírgula adispois de “Amaury Ribeiro Jr”!

Rapaz… Eu num tô acreditando, não! Merval!… A vírgula… Meu deus do céu! Óia, Merval, eu não vou tá mais aqui falano de vírgula, não, visse! Chega! Mas, ainda assim, eu vou dizer… Eu sou chato: Ô, misera! Há um tal de paralelismo sintático em “não apenas”“mas”. Apois bote uma vírgula adipois da mulesta dessa palavra “TCU”!

* Vêiz em quando, Merval, é sempre bom usar um latim nordestino – não é o de Roma, não, visse?!?! Só para você entender, caso não saiba, pois agora tá todo chique… é da Academia Brasileira de Letras, né?!?!: “in riba” significa “pras bandas de cima”.

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nov 242010
 

Quase todo mundo conhece a premiada trilogia Matrix, feita para o cinema e estrelada pelo ator Keanu Reeves, que fez grande sucesso de bilheteria, inclusive no Brasil. A ficção propunha que em um futuro próximo os seres humanos seriam utilizados como baterias para geração de energia, vivendo em cativeiro em estado de consciência vegetativo e conectados a um sistema que gerava sonhos para que elas acreditassem que realmente viviam a realidade virtual. No filme, o mocinho (Reeves) é uma espécie de “escolhido” para libertar as pessoas desse triste destino.

A realidade pode não ser exatamente igual à ficção, mas consegue ser bastante similar em alguns casos, como no caso da velha mídia no Brasil e o que passa pela cabeça de seus “formadores de opinião. Antes da internet, o monopólio da informação era algo quase intransponível, principalmente por causa de um tipo de pacto que une os principais veículos de comunicação do país e que se reflete em um tipo de solidariedade nefasta que eles mantém entre si, e que impede que um desmascare o outro quando agir desonestamente. Baseado nesse poder de escolher o que o brasileiro poderia ou não tomar conhecimento, eles viveram o auge do seu poder.

A internet mudou o esquema de distribuição da informação, e os veículos que se comportavam como atravessadores da notícia deixaram de ter o monopólio da geração de conteúdo e o poder de manipular sem correr riscos de serem desmascarados. Surpreende e muito a constatação de que mesmo se arriscando passar vergonha pública, as velhas raposas que outrora formavam opiniões, permanecem tentando criar o universo em fantasia, a despeito do interesse cada vez menor das pessoas em serem enganadas.

Um exemplo dessa insistência em tentar enganar foi o caso em que a FSP e a Globo tentaram corrigir a burrada que o Serra fez simulando ter recebido uma agressão em uma caminhada no Rio de Janeiro, inventando um objeto que teria atingido Serra e usando peritos para endossar a fraude, mas em poucas horas o vídeo estava dissecado e a farsa desmentida com provas incontestáveis. Mesmo arriscando um desgaste de grandes proporções com seus leitores e assinantes, a velha mídia seguiu bancando a versão da agressão desmascarada.

O presidente Lula termina o seu segundo mandato com recorde de aprovação, elegendo sua sucessora, com respeito e admiração de muitos chefes de estado, ou seja, com a sensação de dever comprido, mas se você ler a velha mídia vai pensar que o presidente está a beira de uma depressão e morrendo de medo de ser esquecido.

Lula e Dilma fizeram uma dupla e tanto. Juntos tocaram os principais programas do governo. Várias foram as situações em que o presidente Lula recorreu aos conselhos de Dilma, alguém brilhante como Lula sabe ouvir, principalmente as pessoas certas. Dilma já declarou dezenas de vezes que quer contar com os conselhos do presidente, e isso não tem nada de demérito para ela, pelo contrário, humildade é fundamental para quem exerce liderança, mas para os colunistas da velha mídia, Dilma estaria “desesperada” com a intenção de Lula em continuar fazendo política.

Para a velha mídia o governo está sempre em crise, está sempre com dificuldades em lidar com aliados. Depois de ser bombardeado, o ENEM se encaminha para sua fase derradeira a despeito de tantas previsões catastróficas, o Ministério da Educação conseguiu contornar todos os problemas ocorridos.

O Matrix deles teve a conseqüência de três eleições presidenciais perdidas para Lula (2) e Dilma. Pelo visto em vez de fazer um balanço para descobrir o que erraram e que se refletiu na derrota nas urnas, vão seguir cometendo os mesmos erros.

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ago 082010
 

Ativista do Millenium e animador de torcida do Serra

A postura de imparcialidade que as organizações Globo insistem em proclamar esbarra na posição escancaradamente pró- Serra de alguns de seus analistas políticos contratados. Alguns deles não conseguem sequer disfarçar a torcida como, por exemplo, o Arnaldo Jabor e Merval Pereira. Como o Jabor virou um tipo de tia velha que ninguém leva a sério e como ele próprio alimenta essa imagem, não merece ser levado em consideração.

Já Merval Pereira é analista levado a sério pela própria empresa, é colunista de O Globo, e tem espaço na CBN, além de ser o principal articulador político do Jornal das Dez do canal a cabo GloboNews.

Merval evidencia a sua torcida explícita por Serra já na hora de se referir aos candidatos: Serra é José Serra e Dilma é a candidata, candidata governista ou candidata oficial. Em todas as suas análises procura apontar o que a oposição precisa fazer para vencer Lula e todas as críticas são voltadas para as irregularidades cometidas pelo presidente na pré-campanha e no desempenho de Dilma Rousseff, dirigindo para ambos, expressões que em algumas situações beiram o insulto.

A última do Merval foi conseguir enxergar uma vitória do Serra no debate da Band onde ninguém mais na imprensa pró-Serra conseguiu ver. Ele está vivendo em um mundo virtual onde tudo que o Serra e seus aliados fazem são jogadas de mestre e, seguindo a linha, só consegue ver equívocos e tropeços na campanha de Dilma, a despeito do que apontam as pesquisas.

Primeiro ele achou excelente a primeira estratégia do Serra de não confrontar com o presidente e se passar por pós-Lula, segundo ele o genial Serra dava um nó na estratégia do presidente de transformar a disputa em plebiscito. Depois, elogiou as intervenções do FHC e aprovou o PSDB passar a defender seu legado !?!?!

Quando o Serra criticou a Bolívia, lá estava o Merval para aplaudir a iniciativa, com o vice Da Costa, foi a mesma coisa e mesmo com uma avalanche de críticas dos aliados, Ele estava lá como uma rocha para elogiar e apoiar a “brilhante” iniciativa de trazer as FARC e narcotráfico para o debate eleitoral.

Não importam quão pesadas podem ser as notícias ruins para a campanha de Serra, que lá estará o Merval para minimizar e dar uma versão super otimista para não deixar cair o ânimo da tropa tucana. Ele me lembra aqueles comentaristas esportivos do rádio, a diferença é que nesses programas tem um comentarista “torcedor” para cada um dos times locais, já na Globo todos são “bola nossa”… Para o Serra é claro.

Com um torcedor como o Merval ninguém precisa de torcida contra. Ter aliados na imprensa sem senso crítico, que se limitam apenas a bajular para tentar passar a imagem de eficiente para o bajulado, sem se preocupar em criticar os erros que podem prejudicá-lo, é o que está levando Dilma a ultrapassar Serra e livrar tanta vantagem com essa antecedência já com possibilidades de vitória no primeiro turno, mesmo antes do presidente aparecer no programa político. Isso iria acontecer mais tarde, mas os geniais bajuladores de Serra que pregam que ele “venceu o debate” e “é o mais preparado para ser presidente” vem antecipando e muito o inevitável.

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fev 222010
 

Serra não anda nada bem

Já dizia Shakespeare que existem mais coisas entre o céu e a terra do que supõe a nossa vã filosofia. Como bom agnóstico, esse que vos escreve coloca em dúvida, mas não nega a possibilidade de realmente existir algo mais que corpos celestes e o espaço que há entre eles. Se existe há de ser divino e por consequência justo. Se for justo pode punir quem se comporta mal. Quem deseja o mal dos outros pode receber o mal em troca.

Só mesmo o sobrenatural para explicar o que acontece com o DEM, e por proximidade o Serra em pleno ano eleitoral. Eles desejaram o mal do país durante oito anos para prejudicar o presidente, mesmo que com isso o país fosse prejudicado. Como bem colocou o Élio Gaspari eles são os teólogos da urucubaca. Agora parece colher o que plantaram. Como na difamada lei de Murphy a realidade democrata prevê que se algo vai acontecer vai dar errado, e as consequências serão as piores possíveis. Quando se pensa que o furacão passou e nada pode piorar lá vem outro vendaval para jogar tudo de pernas para o ar de novo. Se não bastasse enfrentar a candidate de um presidente com um alto grau de popularidade, PSDB e DEM vêm enfrentado desgastes seguidos com os escândalos de corrupção no governo Yeda (PSDB/RS), Richa (PSDB/Curitiba) e Arruda (DEM/DF), com as enchentes no estado de São Paulo evidenciando incapacidade de gestão e agora com a cassação do maior aliado de Serra, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.

Engraçado como andam baratinados os defensores da candidatura de Serra  a presidente. Esses escândalos que vão fazer o DEM e Serra sangrarem durante as eleições não estavam nos planos deles. Não sabem o que fazer por não poderem ignorar os fatos e ao mesmo tempo tem que falar sem causar mais desgastes aos seus aliados. Nunca pensei que fosse falar isso, mas senti pena do Merval Pereira no Jornal das Dez (Globonews), ele falou com uma expressão de desespero que o DEM enfrentava um inferno astral. Se fosse profissional sério tinha abordado a notícia sem se envolver emocionalmente, mas como eles já fazem isso por muito tempo passou a ser natural que dêem essas bandeiras, mesmo falseando uma postura de isenção que não tem, nunca tiveram e nunca vão ter. Merval ainda deixou claro que defende a ideologia neoliberal dos tucanos que foi enterrada pelo mercado porque fracassou, mas mesmo assim esse pessoal não consegue evoluir, além de viúvas de FHC se tornaram viúvas do neoliberalismo.

O que parece claro nos últimos dias olhando o comportamento esquizofrênico desses analistas é que mesmo que não assumam eles estão apavorados e sem esperanças que a situação tenha uma saída boa para eles. Eles fazem questão de forçar a impressão que o Serra é favorito, mas todos sabem que quem tá na frente é que recebe os ataques e vira alvo dos concorrentes, mas o que vemos são os ataques ininterruptos dos aliados do dito favorito contra quem está em segundo lugar nas pesquisas e segundo o IBOPE não tem chances de ganhar. Esse ímpeto de atacar Dilma mostra que o cenário real não é o que eles pintam. Eles sabem do potencial dela e estão cientes que ela tem muito a crescer e que o X das pesquisas (se não forem maquiadas), é questão de tempo.

Botton de 3o anos do PT 1 real

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Ver a velha mídia batendo cabeça prevendo mais uma derrota do seu candidato…não tem preço

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