Category: Mídia Golpista

O Historiador, o Imortal e o Panfleto

Hoje a coluna do historiador Marco Antonio Villa vem falando sobre o tão comentado vulto “fascista” do “petismo”. Isso é o que o título sugere, mas os alvos verdadeiros de Villa são Amaury Ribeiro e o livro “A Privataria Tucana”.

Na coluna, o historiador queridinho da velha mídia chama o livro de panfleto e o autor é rebaixado a um jornalista qualquer, desconsiderando seu histórico profissional. Covarde, Villa ataca a Rede Record e as vozes que repercutiram o lançamento do livro nas redes sociais como a “rede onde o jornalista dá expediente” e as “centenas vozes de aluguel” que repercutiram o lançamento. A tática adotada por Merval e Serra: ataques genéricos a alvos específicos.

O democrata-historiador-millenar, Villa, mostra a que veio:

Diz no último parágrafo: “O panfleto deveria ser ignorado. Porém, o Ministério da Verdade petista, digno de George Orwell, construiu um verdadeiro rolo compressor.”

Normal para os membros do clubinho de que participa. Foi no mesmo Millenium que Arnaldo Jabor declarou que adoraria impedir “o pensamento de uma velha esquerda” que, para ele, “não deveria mais existir no mundo”.

Villa – neste texto, que tenta maquiar como se fosse uma defesa da pluralidade de opinião – mostra o mesmo: quer silenciar um livro-reportagem.

Ele se mostra indignado em várias partes: acusa o autor e partidariza a obra (como panfleto petista) – na tentativa de desqualificar o trabalho e enterrar uma possível CPI?

A tentativa de partidarizar o trabalho de Amaury é um “evento” interessante. Tanto membros do PSDB, quanto o imortal Merval Pereira e, agora, Marco Antonio Villa repetem exageradamente. Parece até que combinaram.

Ainda como Merval (e Serra), o texto de Villa se mostra incomodado com a blogosfera, que fica sugerido em “centenas vozes de aluguel”. Afinal, que vozes são essas?

Twitter, Facebook, Orkut, Google+…. BLOGS!! O grande terror da atualidade, que dessa vez mostrou a força e surpreendeu os mais céticos, impedindo que um fato relevante fosse abafado pela velha mídia.

Por isso somos “Blogs Sujos”, “Blogueiros Chapa Branca” e “Vozes de aluguel” segundo a trindade Serra-Merval-Villa. Pura coincidência, claro!

Villa, no sexto parágrafo, só falta dizer “Serra, eu te amo”, tamanha a tentativa de defender o ex-governador.

Enquanto Villa nos entope com o “fascismo petista”, eu lembro uma frase nazista de Joseph Goebbels “Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”. As tentativas de partidarizar a obra e desqualificar o autor se enquadrariam nesta frase?

Villa tenta atribuir ao PT um perfil fascista, poderoso e quase sobrenatural que lembra bastante a tática Americana com a decrépita União Soviética durante a guerra-fria. E tem gente que compra a ideia.

Junto ao pacote, o historiador cita o ministério da verdade (do romance 1984, de George Orwell) para atacar o livro e os governos petistas que, segundo sua teoria, no auge do seu autoritarismo, passa por cima de fatos com informações impostas.

Villa deve estar longe do país.

Não deve ler a revista Veja, assistir TV, ou mesmo ler os jornais que publicam suas colunas. Villa poderia largar o clube de leitura do Orwell que deve ocorrer no Millenium e olhar para o Brasil. Se há incômodo com a pluralidade de pensamento e opinião, é lá que ele terá exemplos claros. Nem precisará perder tempo para criar teorias conspiratórias.

Villa ataca todos os governos petistas, democraticamente eleitos (goste ou não) comparando a um grande espectro fascistoide que ameaça o país – “O PT não terá dúvida em rasgar a Constituição”, diz a certa altura. Mas o historiador-democrata passa uma imagem autoritária ao desejar que o livro nunca tivesse chegado aos leitores e classificando a obra como panfleto, sugerindo que seria um dossiê encomendado pelo PT. Fica parecendo aquela frase de Goebbels .

Parece vir de alguém que se incomoda com a democracia.

o texto referido neste post aqui

adendo 28/12 – 15:33:

Meus gnominhos me sopram no ouvido:

- Então, pela lógica do historiador-democrata, os livros “Lula é minha Anta”, “O Lulismo no poder”, “O dicionário de Lula”, “O País dos Petralhas” e “Nunca antes na história deste país” escaparam heroicamente do rolo compressor do ministério da verdade petista?

e mais:

- Pelo que o ilustríssimo expõe, podemos concluir então que estes livros são também panfletos… da oposição!

Conclusões tardias, gnomos!

 

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Jornal do Commercio: a Editoria de Política é “incompetente” para divulgar fatos políticos

Por DiAfonso [Terra Brasilis]


O que um editor de política de um jornal com grande circulação está fazendo na editoria de política, se não toma conhecimento do lançamento de um livro que – queira-se ou não – diz respeito à pauta política de sua editoria? 

Dirão alguns: Mas não é bem assim… Sabe como é que é… O roteiro temático – a pauta jornalística – precisa passar pelo crivo de algum figurão do jornal que, por sua vez, submete-se – ciente de sua submissão – ao figurão-mor [aquele que, secamente, diz: o interesse do jornal é o que importa. Não temos nada a ver com informar a sociedade... Desde que essa informação, claro, esteja alinhada a nossos interesses. Este é o nosso conceito de "democratizar a informação". Nosso lema é: "abafa o caso", pois não é de nosso interesse. Se não é de nosso interesse, não o é da sociedade e ponto final - o figurão-mor, depois dessa "aula" de "jornalismo democrático", certamente sorrirá com deboche para o cúmplice interlocutor.].
Traduzindo: 

O que o editor de Política do Jornal do Commercio, Ciro Carlos Rocha, está fazendo numa editoria que sequer menciona o lançamento do livro “A Privataria Tucana” – do também jornalista Amaury Ribeiro Jr.? Não entrou na pauta da editoria de Política por quê? O figurão-mor viu seus interesses contrariados com um fato político de interesse da sociedade e exerceu o poder de selecionar o que é bom e o que não é para ele e para sua empresa jornalística? Disse ao Ciro: “isso aqui, não!” Ou o Ciro não entende que o referido fato é de interesse de sua editoria, pois envolve a classe política? 
O editor Ciro não leu o livro? Tudo bem… Eu também, não… Quer dizer, só tive acesso a algumas páginas e às informações veiculadas na blogosfera que anda destronando esse modo hipócrita e antidemocrático de fazer jornalismo [o chamado "jornalismo de esgoto"]. No quesito informação, está parecendo que ando mais informado que o jornalista Ciro.
Em editorial recente [aqui], veiculado pelo JC, lê-se que o “execrável” José Dirceu [PT] desejava “lançar as bases de uma imprensa oficial de talhe único, chapa-branca, que lamba as botas do governo e trate de esconder seus erros e maracutaias em qualquer situação [...]“. Lê-se também que, no petista, dormiria “[...] a tentação autoritária de controle dos órgãos de comunicação.” Ora, ora, ora… o que José Dirceu deseja e todos nós é que a imprensa não “lamba botas” de quem quer que seja, muito menos da oposição, da forma tão descarada e pouco democrática como está sendo. O que desejamos é ter acesso às informações veiculadas de forma imparcial. Um peso e duas medidas… Não!
Essa tão propalada defesa da liberdade de expressão, bradada pela mídia corporativa e que se subentende no editorial do JC, é de uma seletividade que enoja. Senão, vejamos como o editor Ciro Rocha pautou sua coluna de hoje, em benefício dos tucanos e… nada sobre “A Privataria Tucana”:


É… como diria Ana Carolina e Seu Jorge: “Agora você como são as coisas, Maria José”!Em tempo:Para o caso de o editor de Política do JC não ter tomado conhecimento do livro “A Privataria Tucana”:


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ABEN se Manifesta Contra Matéria do Jornal O Globo

No último dia 20, a colunista Miriam Leitão publicou no jornal O Globo nota afirmando que “os números mostram que a tendência da energia nuclear é de baixa”. O presidente da Associação Brasileira de Energia Nuclear (ABEN), Edson Kuramoto, refutou a afirmativa em documento enviado ao jornal. Leia abaixo:

Miss Piggy e Miss PIG

Prezada Miriam Leitão,

A Associação Brasileira de Energia Nuclear (Aben) gostaria de refutar a afirmação, feita em sua coluna publicada hoje (20) em O Globo, de que “os números mostram que a tendência da energia nuclear é de baixa”. Em maio, Estados Unidos e Inglaterra terminaram suas primeiras revisões após o acidente na usina de Fukushima, provocado pelo terremoto e pelo tsunami que atingiram o Japão em março, e concluíram pela continuidade de operação de suas usinas; também em maio, o próprio Japão anunciou que continuará com a energia nuclear em sua matriz, aprimorando a segurança das usinas localizadas em áreas sujeitas a tsunamis. França, Rússia, Índia e República Tcheca também anunciaram publicamente, logo após Fukushima, que não alterariam seus programas nucleares. Holanda, Polônia, Arábia Saudita, Egito, Austrália, África do Sul e Paquistão anunciaram sua disposição em começar ou dar continuidade à construção de usinas nucleares também depois do acidente de Fukushima. No final deste e-mail, seguem alguns links e reproduções de reportagens internacionais que embasam essas informações. Se precisarem de mais dados, a Aben pode fornecer.

O argumento de que as 65 (e não 64; o número pode ser consultado no site da Agência Internacional de Energia Atômica) usinas nucleares em construção no mundo formam um contingente “bem menor” do que projetos listados nos anos 1980 não é cabível. Como é de conhecimento geral, ao longo das décadas de 1970 e 1980 a França, os EUA e o Japão – que fazem parte do rol dos países com maior número de usinas nucleares no mundo – deram início à expansão de seus parques nucleares. Seria como dizer que, atualmente, a energia hidrelétrica está “em baixa” no Brasil, comparando os números atuais de megawatts em construção com os dos anos 1970, quando o país começou seus grandes projetos de usinas hídricas.

É bom lembrar que os recentes anúncios feitos pela Alemanha, Itália e Suíça sobre a interrupção de seus programas nucleares dizem respeito a decisões tomadas muito antes do acidente de Fukushima e que têm mais a ver com processos políticos internos desses países do que com a questão nuclear em si. Sobre esse tema, é interessante ver matéria publicada em 30 de maio pelo jornal americano The New York Times.

Cabe também refutar a declaração dada à coluna pelo professor José Goldemberg de « que o mundo está trocando um risco imediato por um risco futuro », na comparação entre o fechamento de usinas nucleares e o investimento em fontes que provocam o aumento da emissão de gases de efeito estufa. A Aben afirma que o aquecimento global provocado pela emissão de gases já é uma realidade – e que as usinas nucleares são seguras, não oferecendo maiores riscos imediatos ou futuros do que qualquer outra instalação industrial. Mesmo no excepcional caso de Fukushima, não há constatação até o presente de níveis de contaminação radioativa irreversíveis ou incontroláveis a ponto de ameaçar a saúde da população japonesa. O terremoto no Japão provocou, por exemplo, também em Fukushima, o rompimento de uma barragem que inundou toda uma área, alagando casas e provocando o desaparecimento de um número não divulgado de pessoas. Nem por isso há uma campanha mundial para que não se construam mais barragens no mundo. O que se pede, e o que a indústria nuclear deseja, é que todos os procedimentos de segurança sejam aprimorados para que nenhum setor industrial contribua para piorar o quadro de tragédias naturais como a que aconteceu no Japão.

Edson Kuramoto, presidente da Associação Brasileira de Energia Nuclear

 

Folha tenta desqualificar indicação de Emir Sader para a Fundação Casa de Rui Barbosa

Por DiAfonso

Alguém poderia me dizer o que danado está escrito na matéria da Folha a seguir? Que saco de gatos é este?

No afã de atacar a indicação do sociólogo Emir Sader para a presidência da Fundação Casa de Rui Barbosa, Marcelo Bortoloti e Paulo Werneck amontoam parágrafos – a título de tópicos – para não dizerem nada… Quer dizer… Dizem. Dizem, nas entrelinhas e por meio de citações diretas descontextualizadas, que Sader não deveria assumir o cargo.

Começam o texto com um infeliz clichê: UM ESPECTRO RONDA o Ministério da Cultura: o espectro do comunismo”. Deveriam, também, ter dito aos pais de todo o Brasil que acudissem em guardar suas criancinhas… Sabe como é que é… Comunistas comem criancinhas. Ora!

Em seguida, os autores da matéria tentam desqualificar Emir Sader, usando o velho artifício  do “alguém que não quis se identificar disse isso ou aquilo”. Escrevem ainda que uma tal intelectualidade “de fora” vê nos “propósitos” de Sader “desconhecimento das atividades” realizadas na Casa de Rui Barbosa e “sinais de aparelhamento petista”. Ora! Por que a “intelectualidade de fora” conheceria as atividades da Casa e o Emir, não? Fosse um tucano de alta plumagem, não haveria aparelhamento e muito menos insinuações de desconhecimento de causa… Duas colheres de chá com medidas desiguais.

Um pouco mais para frente, a flagrante desconexão temática relativa ao conteúdo global da matéria encontra-se no “tópico” POLÊMICA. Lá, introduz-se – sem futuro algum, diga-se de passagem – uma pendenga acerca do “Y” no nome Rui Barbosa para, depois, atingir o principal objetivo: dar estocadas em Emir com base no fato de ele ter anunciado à Folha que pretendia “transformar a instituição num centro de debates sobre ‘O Brasil para Todos’. Pronto. O slogan virou sinônimo de lulismo”. Ora!

Bom, depois da leitura da matéria [abaixo], gostaria de que alguém me ensinasse a reconhecer um mínimo de coerência textual no saco de gatos, serpentes e escorpiões travestidos de palavras que é “Um emirado para Emir” [até o trocadilho é emblemático... Vôte!].

Leia mais aqui.

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Empresas de comunicação não são vestais inatingíveis e incriticáveis

Opinião

Alguém pode me dizer quais são as correntes filosóficas em que se baseiam analistas políticos e editorialistas da velha mídia para definir democracia e liberdade de imprensa?

Fiz uma pesquisa (ainda que superficial me custou algumas horas na internet) sobre definições e conceitos filosóficos desses termos e não achei em qualquer um deles nenhuma restrição ao exercício da crítica ao comportamento da imprensa.

Não vou ficar aqui reproduzindo conceitos para provar o que estou falando porque iria entulhar o texto e cansar o leitor, basta o interessado em me contraditar apresentar uma corrente filosófica aceita que defenda que a imprensa é uma categoria superior a toda a sociedade, e que deve ficar imune às críticas.

Que tipo de democracia é essa que essas pessoas defendem onde se auto-intitulam uma categoria acima do bem e do mal que não pode ser criticada, mesmo errando seguida e sistematicamente, sob pena desses críticos serem acusados de estar a serviço do governo e atentar contra a liberdade de imprensa?

Eu sinceramente não entendo porque empresas de comunicação que se dizem profissionais e apartidárias têm tanto medo do contraditório. A velha mídia tem canais de comunicação diretos com a população, repisa suas posições como um trator, ignorando e sufocando o contraditório, não concedem por livre e espontânea vontade um direito de resposta sequer às suas vítimas de assassinato de reputação, e mesmo assim se acham perseguidos quando alguma de suas vítimas usa canais alternativos para repudiar tentativas de manipulação da informação.

Aponte um país considerado democrático em que o presidente da República é proibido de responder críticas de setores partidários da imprensa. Mesmo no “Nirvana da Democracia” da velha mídia, os EUA, o Governo Obama foi direto ao dizer que iria passar a considerar a Rede FOX como oposição aquele governo.

Aponte agora qual foi o ato do governo Lula que tenha causado algum tipo de restrição a liberdade dessas empresas se manifestarem. Aponte em que blog sujo é defendido a censura aos meios de comunicação ou restrição ao seu direito de opinar e criticar. Aponte qual governo foi tão atacado como esse desde o primeiro dia de governo, depois da redemocratização brasileira. E quando foi mesmo que eles foram impedidos de exercitar a crítica? faça-me o favor.

O que eles queriam? Promover uma campanha midiática em véspera de eleição, em claro e evidente deboche a legislação eleitoral e a lisura das eleições, e esperar que Lula, Dilma, o PT, os movimentos sociais, blogueiros e jornalistas independentes, os filiados, os militantes e aqueles que não agüentam mais ver tanta manipulação em época de eleições, ficassem calados e não se manifestassem contra aquilo que repudiam?

Qualquer análise independente, de alguém que venha de fora, vai constatar pelos editoriais, que esses veículos de velha mídia têm, sim, lado político e preferências por candidaturas, e que essa preferência extrapola os espaços dos editoriais, contaminando a área que deveria ser exclusiva para jornalismo isento, regra básica de bom jornalismo ignorada em algumas redações.

Em vez de debater o seu papel, explicar e corrigir erros, passar a exercitar o contraditório e o direito de resposta, o que fariam aqueles que não padecem da sua arrogância, a velha mídia usa a “velha receita pra tudo” e acusa todos que os criticam de serem “financiados” pelo governo. Simples assim. Ou você aceita tudo o que eles fazem sem criticar ou você é um bandido que age à custa do dinheiro público.

O direito à manifestação é cláusula constitucional e tem de ser respeitado. Em uma democracia, criticados tem o direito de criticar e ninguém está acima das críticas. Viva a liberdade de expressão conquistada a duras penas pela sociedade brasileira, e que não pode ficar limitada a grupos oligopólicos.

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