Category: PIG

Google+ Espanta Blogueiros Sujos!

A militância de brasileiros na internet inegavelmente tem tido repercussão nos últimos anos.

Faz-se pouco do que ocorreu na campanha presidencial de 2010, mas a militância virtual foi fundamental desmascarando mentiras da velha imprensa.

Recentemente essa militância, que fez Serra perder a cabeça cunhando o famoso “Blogs Sujos”, também incomodou a revista preferida da massa cheirosa.

A Veja, tendo em de seus principais editores-chefe pego em conversas com Carlinhos Cachoeira & amigos, reagiu às manifestações no twitter onde usuários criaram as hashtags #VejaMente e #VejaBandida.

Segundo a revista semanal da editora Abril, foram robôs que repercutiam as frases e as levaram para o topo do Trending Topics (lista em tempo real das frases mais publicadas no Twitter).

Robôs de onde? Do PT, claro!

No fim de Maio foi a vez de Gilmar Mendes ser alvo da militância virtual. Após a matéria de que Lula haveria pressionado o ministro a enrolar com o mensalão, publicada na revista…. Veja, usuários do Twitter iniciaram um twitaço com as hashtags #GilmarMentes.

Menos de uma semana após as manifestações, o ministro deu entrevista onde atacava os “Blogueiros Sujos” que, segundo ele, ameaçam as instituições no Brasil.

G+ não, mamãe!

Essa introdução toda foi para destacar a importância, hoje, das redes sociais e dos blogs. Porém há vácuos que parece que muitos não estão notando. Hoje, no Brasil, o Hype (e o que mais possui usuários) são Twitter e Facebook.

O Orkut definha. A outra rede social da empresa, o Google+ caminha num crescendo.

O Google+ (ou G+) parece estar decolando bem mais fora do Brasil, com diversas revistas, blogs e usuários trocando notícias de diversas fontes: NYT, Independent, Guardian, BBC, etc.

Por que aqui no Brasil essa diversidade de informação partida de páginas oficiais dos meios de comunicação não acontece?

Apenas a grande mídia tem suas respectivas páginas atualizadas diariamente no G+.

Não sou especialista em internet, mas vão aí alguns números (durante a redação deste post):

Jornal O Globo

Facebook- 356.860

Google+ - 77.030

 

VEJA

Facebook – 782.791

Google+ – 179.727

 

Época

Facebook – 99,602

Google+ 126,266

 

Estadão

Facebook – 237.747

Google+ – 91.094

 

Folha

Facebook – 944.089

Google+ – 94.660

 

A diferença, em números, dá uma vantagem para o Facebook de 2.61 a 4 vezes mais usuários por página do que no Google+. No caso da Folha, a diferença é bem maior: 10 vezes o número de usuários!!!!

Considerando que a rede tem menos de 1 ano, talvez chegue aos números do Facebook logo (ou não). Mas a pergunta continua!

Por que a ocupação da fatia de informação está concentrada só de um lado?Só as informações da grande mídia ocupam o G+! Só a grande imprensa tem seus devidos perfis por lá.

Os “Blogueiros Sujos” (alguns apenas) e as publicações de esquerda parece não dar as caras. Medo? Ainda não se ligaram nisso?

O G+ ainda tem a vantagem de ser essencialmente de divulgação de notícias (e não narração do que se está fazendo), e de trazer recursos interessantes, como o hangout, para videoconferência dentro da própria página.

Curioso como os desmentidos de factoides sejam feitos por usuários que lêem em algum blog/site/tweet e postam lá. Não são os blogueiros que divulgam seu post, como geralmente ocorre no Twitter e no Facebook.

Isso é um bom sinal: Blogs estão sendo lidos! Mas onde estão os blogueiros? Blogueiros internacionais… apenas.

São estes leitores (eu incluído) reproduzindo matérias do Viomundo, Escrevinhador, Nassif, Rovai, Altamiro Borges, Carta Capital, etc…

Seria a grande mídia maquiavélica com poderes sobrenaturais que impede que outras mídias se cadastrem no Google? É isso?

Não, não é. Acho que é a total falta de interesse. Hoje foi o dia que mais li matérias em revistas e blogs (de Carta Capital a Tech Tudo). Em muitos sites, o número de marcações +1 chegam próximo ao compartilhado no facebook, outras vezes se equivale ao número de retweets.

E aí o chato aqui: Mas onde estão os blogueiros para informarem os leitores por lá? Apenas divulgarem os seus posts…

Tem gente dormindo no ponto, depois reclama da vida…

Há uma lacuna de informação no G+, a velha mídia agradece!

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Veja: Abafar a CPI do Cachoeira é o objetivo!

Desde a descoberta da relação fraterna entre Demóstenes Torres (Ex-DEM) e o bicheiro Carlinhos Cachoeira – mais tarde envolvendo também o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) – as denúncias de corrupção desapareceram das capas da revista da editora Abril. Os destaques abordavam a maravilha do mundo, incluindo uma entrevista amistosa com a presidenta Dilma.
No auge das acusações contra Demóstenes, a revista trouxe na capa um assunto importantíssimo para a sociedade: “Afinal, o Santo Sudário é ou não falso?”
O caso Demóstenes-Cachoeira foi tratado como um assunto secundário naquela semana semana.

Fim dos Denuncismos: Pelas capas, a Corrupção tirou férias por seis semanas.

Foram seis semanas sem denuncismo, como se o Brasil – da noite para o dia – tivesse extirpado a mazela da corrupção.

Mas levantem-se, homens de bem! Ela voltou esta semana!
Na semana em que foi aprovada a instauração da CPI para investigar as relações promíscuas do mafioso Carlinhos Cachoeira, a revista “Veja” decide abordar o assunto. Mas quebra o silêncio de forma bem estranha que acaba comprometendo o que lhe resta (??!!!?) de credibilidade (?).
A revista afirma que a CPI a ser instaurada é um plano maquiavélico do PT para tirar o foco do Mensalão! Precisaria de muito malabarismo para nos levar a crer nisso. O problema maior é que a CPI mista correrá na câmara e no senado. O processo do mensalão pelo que eu, a imprensa e a torcida do flamengo saibam, está no STF. Independente da Câmara e do Senado.
Além disso, a revista paladina dos homens de bem parece ser mesmo indignada com esse monstro chamado corrupção. Mas de forma seletiva. Enquanto esconde o escândalo Cachoeira que lavou o heróis Demóstenes, clama pela aceleração no julgamento dos envolvidos no “Mensalão”.
A CPI do Cachoeira é de interesse nacional, como também é o chamado Mensalão. Ainda mais agora, quando aparecem ligações entre os dois – Dadá, araponga e parceiro de Cachoeira, foi quem filmou (e vazou?) as fitas que a “Veja” denunciou o escândalo dentro do governo Lula.

Quebrando o silêncio... para tentar se salvar!

O esperneio de “Veja” talvez esteja no fato de que, na semana em que surgiram as denúncias e as conversas do senador Demóstenes Torres com Cachoeira, também apareceram 200 ligações do diretor da sucursal da “Veja” em Brasilia, Policarpo Júnior com Carlinhos Cachoeira e Dadá (veja aqui). As suspeitas são de que Cachoeira seria fonte de diversas matérias da “Veja”, inclusive da matéria onde se divulgaram imagens do Hotel Nahoum, onde apareciam diversos políticos visitando a suite onde estava hospedado José Dirceu.
A ligação da “Veja” com Demóstenes também levanta outras dúvidas sobre seus métodos. Foi a mesma revista que publicou com estardalhaço a denúncia (falsa, segundo investigação da PF), de que conversas entre o então presidente do STF Gilmar Mendes e senador Demóstenes teriam sido grampeadas a mando do governo Lula. O caso ficou conhecido como “Grampo sem áudio”, pois o áudio nunca apareceu, mesmo “Veja” tendo afirmado que existia, e resultou na demissão da Abin Paulo Lacerda e o enterro definitivo da operação Satiagraha.
A relação da revista com o esquema Cachoeira levanta tanta suspeita, que a CPI prevê o depoimento também do dono da editora Abril, Roberto Civita para explicar a relação promíscua com Carlinhos Cachoeira e sua quadrilha.
Por essas e outras é de se suspeitar dos reais “interesses republicanos” da publicação do grupo Abril.
A relação Imprensa-Criminosos não é particularidade do Brasil. Na Inglaterra recentemente o grupo do magnata das comunicações Rupert Murdoch esteve envolvido em uma série de escândalos que levou no fechamento do News of the World e abalou o seu império.

O caso resultou em processos e prisões de diversos jornalistas do tabloide ”The Sun”, envolvidos nas violações realizadas pelo grupo.
Acusações: arapongagem de políticos, artistas e “cidadãos comuns”, chantagens a políticos, suborno a policiais, etc.
Aqui no Brasil, suspeita-se que o grupo de Cachoeira esteja por trás de crimes parecidos e que cediam, de acordo com seus interesses, suas gravações ilegais a grupos de mídia. Neste caso, no fim das contas, a capa da revista “Veja” desta semana parece ser a verdadeira cortina de fumaça que a própria denuncia.
  • Por que o interesse no Mensalão na semana em que a implantação de uma importante CPI foi aprovada?
  • Por que confundir a CPI do Cachoeira, que ocorre no Congresso, com o Mensalão, que está no STF?
  • Por que a revista se silenciou sobre o escândalo Cachoeira durante várias semanas?
Policarpo Júnior ou Roberto Civita poderiam nos responder!

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Os dez mandamentos da VEJA: Para se indignar

 A revista VEJA quis que eu me indignasse, mas eu ri.

 

Trajetória Torta

A VEJA gosta de ditar regras. E de forma arcaicamente didática, gosta de organizar em tópicos o que pensa.

Foi assim na campanha do desarmamento quando, independente da opinião que cada brasileiro tinha (tem), lançou uma matéria-propaganda com o título “7 razões para votar NÃO”.

Sim, a palavra “não” era em letras garrafais, e foi a primeira vez que eu vi a VEJA com outros olhos. Era notório ali que havia um interesse acima do jornalístico. Talvez lobby da indústria armamentista? Talvez.

A suspeita de que VEJA estampa em suas capas matérias encomendadas é antiga e corriqueira.

Na época em que a ANVISA começou a se movimentar para proibir (ou restringir) a venda de medicamentos proibidos na Europa inteira e nos EUA, a revista lançou a capa-campanha “Por que é ruim proibir a venda”.

Por que é ruim? Porque a Indústria Farmacêutica irá perder MILHÕES!

Esse pano rápido foi só para introduzir o que quero falar sobre a capa de hoje (22/10) da mesma revista… ou seria um panfleto do quem pagar leva?

O problema maior nisso tudo é que não só a VEJA cai no descrédito, mas toda a grande mídia.

Somado a isso, recentemente a revista se meteu em uma confusão que só pode ser comparada com o caso do magnata da mídia, Rupert Murdoch.

Um jornalista da revista, para conseguir um grande furo “jornalístico” tentou invadir a suite onde estava hospedado o ex-ministro José Dirceu em tentativas seguidas, inclusive se passando por um político de Varginha. O caso está sendo investigado pela PF e a revista, após a matéria (que foi capa) se calou.

Por essas e outras, alguns leitores passaram a questionar o que é publicado nas páginas da revista.

O lado bom: não há mais o poder de manipulação que tinha anos atrás.

O lado ruim: denúncias verdadeiras podem nascer já desacreditada pelo simples fato de serem publicadas pela revista.

Cansados e Indignados:Varre, varre vassourinha

Agora a revista VEJA, como diversos outros grandes meios de comunicação, partiram para a campanha do moralismo.

A onda é estampar com destaque as palavras “FAXINA” e “CORRUPÇÃO”.

A grande mídia inventou a máquina do tempo e nos transportou de volta aos anos 60. O que vemos parece um deja vu das campanhas moralistas que levaram Jânio Quadros ao governo e que impulsionaram as marchas pré-golpe.

As faixas da “Marcha da Família com Deus pela Liberdade” pedia as mesmas coisas que a marcha incentivada pela mídia (só faltam os comunistas, questão de tempo).

Ricardo Kotscho disse que essas marchas “reúnem jovens idealistas dispostos a combater a corrupção e velhos malacos cansados, sempre em busca de um atalho para chegar ou voltar ao poder, atacando o governo federal, com ou sem razão.”

Seriam apenas “velhos” os malacos cansados?

Se lemos os blogs da própria revista VEJA, vemos comentários de jovens intolerantes e indiferentes à democracia e ao que significa o Estado democrático de Direito. E estes brutamontes alimentam internautas desavisados com seus “ideais” e assim a vida segue.

Afinal, foram velhos intolerantes quatearam fogo no índio Galdino? São estes que espancam gays na avenida paulista?

O fracasso da nova edição do “movimento cansei”, agora chamado “movimento contra corrupção” e que a velha imprensa agora passa a chamar de “Indignados”, pegando (totalmente fora de contexto, diga-se) de um movimento mundial, está na sua raiz.

No mundo inteiro, entre os indignados está o povo representado. No “movimento” brasileiro a maioria é de senhores engravatados, mauricinhos e madames da high society.

 

Por que a VEJA e os outros meios não mostram os verdadeiros indignados?

Os verdadeiros não estão em escritórios conspirando, mas sob o viaduto do chá neste exato momento. Estão lá protestando, mas a grande imprensa se cala. Prefere, claro, a “massa cheirosa”.

Pensando na massa (a não tão cheirosa, segundo o conceito imortalizado por Cantanhêde), a revista da família Civita trouxe em sua capa o que tem de melhor e pior: bela arte gráfica e ideia extremamente conservadora, respectivamente.

Enquanto alguns possam se indignar, eu caio na gargalhada com chamada tão patética.

Em uma tentativa clara de angariar novos cansados, a revista apela para a sensibilização do povão: A corrupção agora é, enfim, levada ao cotidiano da maioria dos brasileiros. Ela agora não é mais moral, mas economicamente odiável (novidade? Pra mim sempre foi assim!).

Embora não se cubra, por exemplo, as denúncias de corrupção que ocorre na Assembléia Legislativa em SP, embora tenha se precipitado advogando a favor de Daniel Dantas, VEJA se indigna com a corrupção a nível federal. Devem dizer: “Indignação seletiva, sim, mas indignação”.

 

Indignação: A capa que me fez rir

A capa lista algumas opções para o leitor “escolher” para ficar indignado:

- Poderíamos erradicar a miséria.

- Poderíamos ter saúde (pública não, pelo texto é privada mesmo) de qualidade.

- Contruir mais de 1 milhão de casa (populares? Pelo jeito não).

- Reduzir os juros

etc…

Mas aí VEJA volta a ser VEJA! Não poderia ser diferente…

No meio de todas as possibilidades pro povão ler, eis que a revista lança duas pérolas:

- O dinheiro desviado na corrupção, poderia DAR a cada brasileiro um PRÊMIO de 443 reais!!!!

E, fechando com chave de ouro: Com dinheiro “surrupiado”, daria para comprar 18 MILHÕES de… bolsas de luxo.

Pára tudo. Pára… só podem ter errado, fui à banca de jornal e está lá! Com todas as letras B-O-L-S-A-D-E-L-U-X-O

Agora VEJA pegou pesado, a mais clara tentativa de golpe estampada na capa da maior revista semanal desse país.

Só espero para os próximos dias o caos, a destruição, indignados engravatados e peruas do Leblon empunhando vassouras verde-amarelas, desinfetadas, claro!

Todos nos salões, escritórios e shoppings revoltados, cansados, lamentando porque cada brasileiro poderia ter embolsado R$ 443,00. Quase um bolsa-família (poderiam ter dado este destaque na capa, não?). E a curiosidade: convertendo, quantas viagens à Europa essa grana roubada daria?

Poderia ser mais uma das opções!

A capa da VEJA desta semana, quando bati o olho, me causou indignação. Não a que ela incita, na verdade pelo papel prestado. Depois, lendo vi o quão primário e patético realmente é. Um verdadeiro exemplo do quanto a revista da família Civita desconhece a realidade do país que diz retratar.

 

Atualização (23/10): E para dar continuidade à clássica tabelinha Veja-Globo, o Jornal O Globo de hoje repercute a capa da revista dos Civita.

São 67 bilhões “surrupiados” em 8 anos de corrupção. Sugestivo, não?

Afinal, a mentira repetida pelos barões da mídia é de que o governo Lula teria inventado a corrupção no Brasil. Antes dele, o Brasil era o país que vai pra frente e seus governantes enviados especialmente por Deus para conduzir essa grande nação. Corrupção? Apenas em livros de ficção ou de história escrito por esquerdistas insatisfeitos.

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Manhattan Connection: Caio Blinder e a “Primeira-Piranha” da Jordânia

Pano rápido depois da crise gerada pelo comentário do “grande especialista” Caio Blinder, a Sarah Palin da GloboNews.

Não foi apenas a uma mulher que Blinder se dirigiu, como dá a entender o título (que eu peço desculpas pelo baixo calão), foram todas as esposas de presidentes-ditadores do Oriente Médio.

Não discutirei (até por falta de tempo) sobre a questão de ditadores ou não, apoiados ou não pelo ocidente. Mas convenhamos que o sinhozinho passou dos limites… vestiu totalmente a camisa neocon sem mais delongas. Aquela camisa que quando se veste parece espumar pela boca.

Caio Blinder gerou manifestações de 18 países do Oriente Médio e norte da África pelo seu comentário

Fica claro que não “escapou”. O Sr. Blinder repete exaustivamente o adjetivo de forma tão natural como quem pede pra passar o sal…

Como muitos sabem o Manhattan Connection é 0 programas preferido da elite burra brasileira que nutre diariamente o sonhe de morar em NY.

abaixo algumas pérolas de Blinder (e o vídeo):

“Politicamente ela e as outras piranhas são intragáveis” (Sobre a Rainha Rania)

“A Kadhija perdeu a parada. Ela ia ser a primeira-perua… primeira-piranha do Egito”

“Não se pode crucificar estas mulheres, tem que apedrejar” (quando criticado por Ricardo Amorim depois do seus comentários).

Abaixo o vídeo com essa efusão de sabedoria e profundidade. Seguindo o que de melhor se encontra na FoxNews.

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Folha tenta desqualificar indicação de Emir Sader para a Fundação Casa de Rui Barbosa

Por DiAfonso

Alguém poderia me dizer o que danado está escrito na matéria da Folha a seguir? Que saco de gatos é este?

No afã de atacar a indicação do sociólogo Emir Sader para a presidência da Fundação Casa de Rui Barbosa, Marcelo Bortoloti e Paulo Werneck amontoam parágrafos – a título de tópicos – para não dizerem nada… Quer dizer… Dizem. Dizem, nas entrelinhas e por meio de citações diretas descontextualizadas, que Sader não deveria assumir o cargo.

Começam o texto com um infeliz clichê: UM ESPECTRO RONDA o Ministério da Cultura: o espectro do comunismo”. Deveriam, também, ter dito aos pais de todo o Brasil que acudissem em guardar suas criancinhas… Sabe como é que é… Comunistas comem criancinhas. Ora!

Em seguida, os autores da matéria tentam desqualificar Emir Sader, usando o velho artifício  do “alguém que não quis se identificar disse isso ou aquilo”. Escrevem ainda que uma tal intelectualidade “de fora” vê nos “propósitos” de Sader “desconhecimento das atividades” realizadas na Casa de Rui Barbosa e “sinais de aparelhamento petista”. Ora! Por que a “intelectualidade de fora” conheceria as atividades da Casa e o Emir, não? Fosse um tucano de alta plumagem, não haveria aparelhamento e muito menos insinuações de desconhecimento de causa… Duas colheres de chá com medidas desiguais.

Um pouco mais para frente, a flagrante desconexão temática relativa ao conteúdo global da matéria encontra-se no “tópico” POLÊMICA. Lá, introduz-se – sem futuro algum, diga-se de passagem – uma pendenga acerca do “Y” no nome Rui Barbosa para, depois, atingir o principal objetivo: dar estocadas em Emir com base no fato de ele ter anunciado à Folha que pretendia “transformar a instituição num centro de debates sobre ‘O Brasil para Todos’. Pronto. O slogan virou sinônimo de lulismo”. Ora!

Bom, depois da leitura da matéria [abaixo], gostaria de que alguém me ensinasse a reconhecer um mínimo de coerência textual no saco de gatos, serpentes e escorpiões travestidos de palavras que é “Um emirado para Emir” [até o trocadilho é emblemático... Vôte!].

Leia mais aqui.

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