fev 102013
 

camposOntem, O Brasil 247 deu uma notícia truncada alegando que o governador Eduardo Campos deu declaração se posicionando de forma contrária ao impeachment do Procurador Geral da República, Roberto Gurgel. Hoje foi confirmada por outros jornais, e como está com aspas de declarações públicas, não me desperta a mesma desconfiança que tenho de “offs”.

Segundo Campos, Renan e aliados estariam planejando uma “retaliação” ao pedido de investigação contra o senador às vésperas da eleição para a presidência do Senado, hipótese essa que esse blogueiro duvida muito, pois conhece a covardia desses políticos do PMDB (e agora também Eduardo Campos e o PSB) para enfrentar interesses da grande mídia.

Para o governador, as graves acusações de prevaricar e cometer crime de responsabilidade por não apresentar denúncia e engavetar a operação VEGAS, permitindo que a quadrilha do contraventor Carlinhos Cachoeira, que envolveu o senador Demóstenes Torres, à época no DEM, jornalistas da VEJA e arapongas, com tentáculos no governo de Goiás, de Marconi Perillo do PSDB, permanecesse cometendo os crimes por mais dois anos, só cessando quando  a Polícia Federal realizou nova operação chamada Monte Carlo, não são “suficientes” para o pedido de impeachment de Gurgel. Tudo bem para o governador se o PGR escolhe alvos pela coloração partidária.

A declaração não surpreende quem tem acompanhado a movimentação de Campos e seu fiel criador de balões de ensaio e líder do PSB, deputado Beto Albuquerque. O PSB vem tentando se alinhar aos desejos da grande mídia e faz parte das intenções do governador e claque para absorver o espólio do PSDB junto às empresas de comunicação, que vem percebendo as pequenas possibilidades deste partido voltar ao poder devido ao desgaste irreversível do governo FHC e frustradas experiências tucanas estaduais.

Esse alinhamento resulta em uma guinada à direita, semelhante a que o PSDB teve que dar para se adaptar as exigências de seus patrocinadores e mantenedores na mídia, porta-voz das elites, e isso significa abandonar de vez as bandeiras históricas do partido, que foram plantadas pelo avô de Campos, Miguel Arraes.

O novo PSB defende interesses golpistas representados pela ação do PGR, que não esconde intenções claramente políticas de suas ações, defende a concentração de mídia nas mãos de poucas famílias e já aumenta o tom das críticas públicas desleais ao governo Dilma.

Essa movimentação de Campos, levando o PSB para o colo dos recentes algozes do bloco político que até então fez parte, pode se tornar um erro estratégico irrecuperável. O crescimento do PSB nacional coincide com os governos Lula e Dilma e todo o apoio dado a integrantes desses partidos em eleições, e deve o sucesso desse crescimento em grande parte a esse apoio. Lula, assim como faz Dilma, sempre pediu votos a aliados e Campos só conseguiu vencer a aristocracia pernambucana com seu apoio, e assim foi em várias partes do Brasil.

Ou o PSB toma o lugar do PSDB e se torna o novo queridinho da mídia, ou se transforma em um satélite e murcha como o PPS, ou ainda se alinha a uma terceira via como a Marina, mas em todas as possibilidades fortalece a aliança PT-PMDB, que são os partidos com mais prefeituras, com bancadas parlamentares maiores e torna uma incógnita se o partido, fazendo oposição a Lula e Dilma, consegue manter a trajetória de crescimento que  conseguiu enquanto aliados deles.

Campos se deixa seduzir pelo canto da sereia dos que desejam ruptura da aliança que dá governabilidade ao governo, e em vez de conseguir o que almeja: a presidência da república, pode acabar se tornando um novo Aécio ou Roberto Freire,  façam suas apostas.

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jan 242013
 

tiro-no-pe1O PSDB divulgou nota oficial (leia aqui) acusando a presidenta Dilma e o governo do PT de “ultrapassarem os limites da democracia” no pronunciamento feito ontem à noite em cadeia nacional para anunciar a redução das contas de energia.

Em rede nacional, Dilma reafirmou que o governo lutou e conseguiu alcançar (e superar) a meta de redução das contas de energia para empresas e consumidores, que tinha anunciado em setembro do ano passado. Essa é uma das medidas do governo para enfrentar a crise internacional e impulsionar a economia para que possa crescer em 2013. Além disso, o governo revia contratos feitos durante a privatização feita no governo FHC, que eram lesivos à população.

No pronunciamento, a presidenta, além de anunciar a redução, criticou os pessimistas e os que jogam contra o país, reagindo de maneira firme ao noticiário negativo que a velha mídia forçou com pesada campanha de desinformação, primeiro negando que o governo pudesse alcançar a meta, e depois alegando supostos riscos com a medida. Não precisou nem dar nomes aos bois, a fila para vestir a carapuça iniciou antes mesmo do pronunciamento chegar ao fim.

Os governadores do PSDB de Minas, São Paulo e Paraná tentaram boicotar a iniciativa do governo federal, ao determinar que suas estatais estaduais de energia não entrassem em acordo com o Ministério de Minas e Energia para antecipar renovações dos contratos. Como o governo Dilma decidiu levar a frente o planejado mesmo diante do boicote, o principal candidato a presidência do partido, Aécio Neves, e um dos responsáveis pelo boicote, veio a público para defender o lucro escorchante dos investidores, garantido por governos de seu partido, e que agora estão com os dias contados.

Dilma foi amena nas críticas, e ela como presidente tem os mesmos direitos de se defender como qualquer cidadão e nada a impede de mostrar que existem pessoas que jogam contra para prejudicar o país, que apostam no quanto pior, melhor, pois em seus mais delirantes devaneios nutrem esperanças que podem voltar ao poder sem projetos, apenas fazendo um UDENISMO destrutivo.

Estranha definição de democracia essa dos tucanos e assemelhados, nela só um lado tem direito de criticar e se defender. Democracia pra eles é um sistema em que só eles falam e jamais ousam questioná-los.

Pensando bem, eles não têm outro caminho mesmo, se não calam Dilma vão falar o que? que são contra a medida que vai melhorar a vida das pessoas, vai gerar mais empregos, renda e fazer girar a roda da economia mais forte? Deixar lembrar que no governo deles além de obrigar a população a racionar energia pela falta de planejamento estratégico, a conta só aumentou?

O PSDB ganharia sobrevida se deixasse de alvejar os próprios pés indo contra medidas que beneficiam cidadãos e empresas. Nessas horas, ou se aplaude a medida e tenta ganhar parte do capital político, principalmente com a adesão das estatais governadas por tucanos, ou se cala e espera que uma capa da VEJA lance uma nova névoa no bem-estar da população.

O caminho para a extinção passa por notas como essa.

Fonte da imagem que ilustra o post: Blog do Nelson Mademar

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jan 222013
 

tucano disfarçadoNo último domingo uma manifestação no Leblon que reuniu 70 (setenta) pessoas, foi realizada com a intenção de entregar virtualmente um troféu chamado “Algemas de Ouro” para os supostamente mais votados de uma enquete no Facebook que definiria os mais corruptos de 2012.

A enquete foi realizada pelo perfil de um movimento que se denomina “laico e apartidário” intitulado Movimento 31 de Julho, cujo blog só ataca o “mensalão” do PT, petistas e principalmente o ex-presidente Lula, e não faz qualquer menção a escândalos do PSDB como a Privataria tucana, a lista de Furnas ou o mensalão tucano, que seria o próximo a ser julgado pelo STF, tratado na página como o Olimpo dos Deuses. Qualquer besta política por mais alienada saberia distinguir o viés político-partidário do “movimento” já de cara.

Mesmo não tendo nenhuma condenação, indiciamento ou investigação em curso o ex-presidente Lula foi incluído na enquete sectária, que ignorou nomes como José Serra, FHC, Aécio Neves e outros tucanos sobre os quais pesam gravíssimas denúncias apuradas e comprovadas de participação direta sem que tenham tido consequências legais disso, ou seja, a impunidade que eles dizem combater.

Mesmo assim, como no Facebook não dá para maquiar o resultado da enquete, apurada pelo script da rede social, o grupo invalidou milhares de votos que foram dados a políticos do PSDB e DEM, como o ex-senador Demóstenes Torres, flagrado claramente em relacionamento direto com um conhecido contraventor e praticando diversos crimes, que tramitam na justiça, fraudando a vontade dos participantes para eleger Lula o vencedor.

Fingindo que não perceberam o partidarismo porcamente disfarçado na página do “movimento”, os grandes jornais trataram a enquete como um instrumento válido de percepção da sociedade alçando-a a condição de notícia, com repercussão pra lá de exagerada para uma enquete de 14.000 votos, que passa bem longe das enquetes mais votadas dessa rede social.

O esforço que a velha mídia faz para passar relevância a passeatas e protestos de menos de cem pessoas e enquetes de resultado manipulado em redes sociais são sintomas graves que evidenciam esse período de estelionato da informação que vivemos devido à abstinência de poder desses grupos.

Mas como vivemos em outra época e os meios de comunicação não detém mais o monopólio da informação apesar de controlar todos os recursos, e hoje é possível investigar onde eles se abstém voluntariamente, o incansável Stanley Burburinho descobriu algumas informações importantes sobre o líder do “Movimento” 31 de Julho, Altamir Tojal, que escreveu para o PSDB do Rio (Aqui e aqui) e tem seus livros apoiados pelo Jornal O Globo (Aqui).

No entanto, o mais grave foi informado por um jornalista conhecido e renomado que não quis ter seu nome revelado por nós: Altamir Tojal presta serviços de assessoria de imprensa para a empresa “Rio Bravo” de Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central do Brasil no governo FHC, e que tem recentemente atacado com frequência a política econômica do governo Dilma.

Como se vê, almoço grátis pode até existir, mas nunca nas hostes tucanas. Confecção de placas, máscaras, carro de som, em outras épocas foram vassouras… quem paga tudo isso senão o poder econômico? Rentistas insatisfeitos com selic baixa misturados com uma elite carcomida sentindo falta do antigo status de poder dá nisso. A velha mídia é claro, finge que não percebe e faz uma ginástica impossível para transformar sectários em apartidários. Só que ficaram nús, como sempre.

Por dasilvaEdison:

Len,

O Tojal, Altamir Tojal, Altamir Tojal Leite, é da direção do PSDB fluminense.

Aqui a composição do Diretório Estadual: ==> http://www.psdb-rj.org.br/site/organizacao/estadual
O Tojal é o terceiro da lista.

Fonte da imagem: Informativonossonews

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nov 212012
 

Depois de algumas conflitantes versões divulgadas pela imprensa, sai hoje o relatório final da CPMI do Cachoeira, elaborado pelo relator Odair Cunha (PT/MG), que deve indiciar o governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB), o Prefeito de Palmas Raul Filho (expulso do PT em 2011), o jornalista Policarpo Junior, diretor de redação da sucursal do DF da revista VEJA, o contraventor Carlinhos Cachoeira, o ex-senador (desfiliado por conta própria do DEM) Demóstenes Torres, entre outros.

O relatório vai pedir ainda a investigação pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) do Procurador Geral da República, Roberto Gurgel por cometer prevaricação ao suspender o inquérito da operação Vegas, que também investigou a quadrilha que Carlinhos Cachoeira montou com tentáculos no poder público estadual de Goiás e na imprensa.

O relatório é uma mudança radical de estratégia do PT, que vinha mantendo uma apatia frente aos ataques que incomodava muito a sua aguerrida militância. O PT percebeu que pode e deve fazer política como todos os seus adversários vem fazendo sem reação.

Por mais que a mídia esperneie, e nós garantimos esse sacro direito, e diga que tudo não passa de vingança do PT (antes a alegação era cortina de fumaça pro mensalão), a verdade incontestável que consta da tonelada de provas contidas nas investigações Vegas e Monte Carlo é que os indiciamentos e pedidos de investigação estão mais do que embasados em provas, não em suposições ou tese de domínio do fato. Existe comprovação da participação e/ou omissão de todos os envolvidos para a prática de crimes.

É certo que os indiciamentos e pedidos de investigação não tenham efetividade porque vão ser avaliados pelo judiciário, que tem assumido posicionamento político recentemente. A ministra Rosa Weber do STF arquivou pedido recente, feito pelo senador Fernando Collor, para que o CNMP investigue o PGR, alegando que o conselho não tem essa atribuição como o CNJ não pode investigar ministros do STF. O judiciário se julga inimputável e ininvestigável. E mesmo que passasse o CNMP é presidido pelo próprio Gurgel, alguém em sã consciência vê o conselho processando e punindo seu presidente?

O indiciamento de Policarpo passa pela mão do PGR, que com muita má vontade deve encaminhar para a primeira instancia (se não sentar em cima), onde será bem direcionado para alguma vara onde exista um juiz simpático à libertinagem de imprensa, doido para usar a sentença para aparecer nos jornais. Perillo já está no STJ, o indiciamento não muda sua situação. Demóstenes agora não tem mais foro privilegiado, era isso que Gurgel esperava.

Independente do pessimismo desse blogueiro em relação às não consequências legais dos indiciamentos e pedido de investigação, o confronto tem seus inegáveis aspectos positivos. Embora não sejam punidos, os personagens sofrerão um desgaste muito grande e quem permanece em cargo importante (Perillo e Gurgel) se torna pato manco, com a sombra das acusações não esclarecidas.

A Veja sofre mais um arranhão de credibilidade, o que se somando aos recentes episódios onde a revista se enrolou com versões cabalmente desmentidas, vai se transformando em uma pecha que dificilmente poderá ser revertida. Depois que vira chacota, é só ladeira abaixo.

No entanto, o que considero um marco nessa apresentação de relatório é um sinal que existe luz no fim do túnel, que a militância pode entender com um sopro de reação e início de novos tempos. E tira essa sensação horrorosa que sentíamos de impunidade.

Editado às 13:32 hs: Ficou definido que a leitura do relatório ficou para a sessão extraordinária a ser realizada amanhã, dia 22/11/2012.

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set 262012
 

Com a confirmação nas urnas do que dizem as pesquisas mais confiáveis no momento sobre a corrida eleitoral para a prefeitura de São Paulo, José Serra e o PSDB ficariam fora da disputa do segundo turno. O PSDB e seus aliados fora do segundo turno na capital do estado é algo que não é visto desde a redemocratização da política nacional.

O revés de José Serra não pode deixar de ser dividido com seus sócios da velha mídia, que vem atuando até agora como verdadeiros cabos eleitorais, manipulando com noticiário negativo para os seus adversários e poupando o seu candidato de assuntos constrangedores. E não poderia ser diferente, afinal eles também agem dessa forma atribuindo fracassos a quem apadrinha candidatos derrotados.

O golpe das urnas é duro especialmente por causa da expectativa gerada no sentido que o julgamento da Ação Penal 470 no STF fosse servir para derrotar o PT e, salvar a oposição de ser aniquilada nas eleições municipais. O PT não têm prognósticos animadores nas capitais, mais vai continuar a crescer no interior e aumentar o número de prefeituras, enquanto a oposição perde seus últimos redutos para partidos que apoiam o governo federal.

A derrota do PSDB e da velha mídia em São Paulo tem um significado especial, pois, além de ser a maior cidade do país, o estado e sua capital eram carregadas como troféus da oposição, um selo de aprovação às suas administrações.

Enquanto aguardam com ansiedade a fadiga de material do PT no governo Federal, seus aliados tucanos é que sentiram o desgaste, e cria uma dificuldade muito grande â reeleição de Alckmin em 2014 pois os tucanos também não vão bem no interior do estado. A se confirmar, seria uma espécie de fim do mundo para a velha mídia.

A pesquisa IBOPE para São Paulo criou um sentimento de desolação nos colunistas tucanos. Esperavam a fidelidade do Montenegro ao Datafolha, já preparavam as penas para carregar nas tintas acusando o Vox Populi de ser vermelho. O anti-PT Ricardo Noblat,  que não deixa passar nenhuma pesquisa onde algum petista se dá mal, ontem no twitter resolveu comentar a novela Avenida Brasil. Se comporta como fanático que não vai trabalhar no dia seguinte que seu time perde para não ser gozado e depois acusa o Brasil 247 de fazer jornalismo de torcida.

O recado que o eleitor de São Paulo está dando a velha mídia me parece claro: Estão colhendo o que plantaram. O descrédito para quem traveste jornalismo com panfletagem está cada vez maior, já chegou até aos que já foram um dia,  seus inexpugnáveis domínios.

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