nov 212012
 

Depois de algumas conflitantes versões divulgadas pela imprensa, sai hoje o relatório final da CPMI do Cachoeira, elaborado pelo relator Odair Cunha (PT/MG), que deve indiciar o governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB), o Prefeito de Palmas Raul Filho (expulso do PT em 2011), o jornalista Policarpo Junior, diretor de redação da sucursal do DF da revista VEJA, o contraventor Carlinhos Cachoeira, o ex-senador (desfiliado por conta própria do DEM) Demóstenes Torres, entre outros.

O relatório vai pedir ainda a investigação pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) do Procurador Geral da República, Roberto Gurgel por cometer prevaricação ao suspender o inquérito da operação Vegas, que também investigou a quadrilha que Carlinhos Cachoeira montou com tentáculos no poder público estadual de Goiás e na imprensa.

O relatório é uma mudança radical de estratégia do PT, que vinha mantendo uma apatia frente aos ataques que incomodava muito a sua aguerrida militância. O PT percebeu que pode e deve fazer política como todos os seus adversários vem fazendo sem reação.

Por mais que a mídia esperneie, e nós garantimos esse sacro direito, e diga que tudo não passa de vingança do PT (antes a alegação era cortina de fumaça pro mensalão), a verdade incontestável que consta da tonelada de provas contidas nas investigações Vegas e Monte Carlo é que os indiciamentos e pedidos de investigação estão mais do que embasados em provas, não em suposições ou tese de domínio do fato. Existe comprovação da participação e/ou omissão de todos os envolvidos para a prática de crimes.

É certo que os indiciamentos e pedidos de investigação não tenham efetividade porque vão ser avaliados pelo judiciário, que tem assumido posicionamento político recentemente. A ministra Rosa Weber do STF arquivou pedido recente, feito pelo senador Fernando Collor, para que o CNMP investigue o PGR, alegando que o conselho não tem essa atribuição como o CNJ não pode investigar ministros do STF. O judiciário se julga inimputável e ininvestigável. E mesmo que passasse o CNMP é presidido pelo próprio Gurgel, alguém em sã consciência vê o conselho processando e punindo seu presidente?

O indiciamento de Policarpo passa pela mão do PGR, que com muita má vontade deve encaminhar para a primeira instancia (se não sentar em cima), onde será bem direcionado para alguma vara onde exista um juiz simpático à libertinagem de imprensa, doido para usar a sentença para aparecer nos jornais. Perillo já está no STJ, o indiciamento não muda sua situação. Demóstenes agora não tem mais foro privilegiado, era isso que Gurgel esperava.

Independente do pessimismo desse blogueiro em relação às não consequências legais dos indiciamentos e pedido de investigação, o confronto tem seus inegáveis aspectos positivos. Embora não sejam punidos, os personagens sofrerão um desgaste muito grande e quem permanece em cargo importante (Perillo e Gurgel) se torna pato manco, com a sombra das acusações não esclarecidas.

A Veja sofre mais um arranhão de credibilidade, o que se somando aos recentes episódios onde a revista se enrolou com versões cabalmente desmentidas, vai se transformando em uma pecha que dificilmente poderá ser revertida. Depois que vira chacota, é só ladeira abaixo.

No entanto, o que considero um marco nessa apresentação de relatório é um sinal que existe luz no fim do túnel, que a militância pode entender com um sopro de reação e início de novos tempos. E tira essa sensação horrorosa que sentíamos de impunidade.

Editado às 13:32 hs: Ficou definido que a leitura do relatório ficou para a sessão extraordinária a ser realizada amanhã, dia 22/11/2012.

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set 242012
 

O diversionismo não é uma novidade em termos de estratégia na batalha política. Concebida inicialmente para fins militares, estas táticas são utilizadas desde os primórdios das civilizações modernas. Para ganhar uma guerra contra Tróia, o comandante grego criou uma ilusão ao oferecer um cavalo de madeira de presente que fez o inimigo afrouxar a segurança. Para ganhar a guerra da comunicação hoje em dia é necessário decidir o que está na pauta de discussões.

A esquerda tem uma militância aguerrida, que se reflete nesses novos tempos de manifestações no âmbito digital. A militância, junto com os blogs progressistas, tem vital importância na formação do contraditório sonegado pelos principais meios de comunicação. Mas se por um lado se tem muita vontade e garra, do outro as características principais são a pernosticidade, a malandragem da má fé e uma capacidade incontestável de pautar as discussões.

No quesito estratégia, a parcela mais conservadora do país, que odeia Lula e o PT e cuja voz se faz representar através dos grandes veículos de comunicação, está há alguns anos-luz adiante da militância de esquerda.

Enquanto a mídia, de forma ensaiada, escapa dos assuntos que causam desconforto aos seus interesses, minimizando qualquer tipo de exposição, a militância é capaz de embarcar em provocações de sectários, prolongando a discussão de acusações com credibilidade zero, e dando a desculpa necessária para a imprensa manter o assunto em pauta.

Essa questão da “fita” da VEJA, por exemplo, não importa se existe ou não existe gravação porque mesmo que exista nem o entrevistado nem o entrevistador tem credibilidade alguma, e incentivando esse embate, é como se estivéssemos concordando com a tese, e se um dia uma gravação dessa aparecer, vão dizer que é prova definitiva. Por isso, ficam os pseudo-jornalistas se descabelando para as pessoas pedirem a fita, para o ex-presidente responder a eles. O nome disso é diversionismo, uma tática que eles dominam como ninguém.

Na prática, nem com a super cobertura intensiva do mensalão, o tema chegou a empolgar a opinião pública. O mensalão não é fato novo, as pessoas já julgaram o PT e Lula em momento anterior, e estes já colheram os consequentes revezes políticos, e isso aconteceu justamente pela imprensa ter julgado por antecipação.

Por não ver concretizado o desejo de ver o tema sensibilizar a opinião pública, o povo não foi às ruas, e por perceber que a morna repercussão evitaria uma última chance de causar desgaste a ambos com esse assunto, a única forma de aquecer a discussão e influenciar as eleições seria da forma que eles sabem ser a provocação infalível: ataques rasteiros à Lula, que todo mundo quer defender.

Além disso, eles lucram com suas audiências e respostas quando criam polêmicas, pois não conseguiriam viver apenas da audiência de quem aplaude o jornalismo partidário. Jornalistas medianos alcançam notoriedade provocando a esquerda. Será que todos estes valem a pena ser contestados?

Conseguir desviar das iscas para não ser pautado, saber ignorar a velha mídia quando não for muito importante responder e saber incentivar suas próprias discussões em detrimento dos adversários são um necessário upgrade da militância digital 2.0 para os próximos anos.

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jun 012012
 

Fato 1: Gilmar Mendes aparenta estar desesperado.

Fato 2: Gilmar Mendes desesperado lembra o desespero de Serra na reta final das eleições em 2010.

Ele está descontrolado

O que aflige o coração do supremo ministro (ou seria o ministro do supremo)?

Por que atirar para tantos lados?

Já foram: Ex-presidente Lula, o ex-delegado da PF Paulo Lacerda, Hugo Chávez, Petistas (ou petralhas) em geral e, o mais recente, “blogueiros sujos”.

Uma pessoa que entrou em coma durante as eleições em 2010 e acordou ontem, vai se espantar com a mudança radical na fisionomia de José Serra. Até explicar que não se trata dele, mas sim do ex-presidente do STF… melhor deixar quieto!

Além disso, os ataques aos “Blogueiros Sujos” surgem alguns dias depois de matéria da Folha tentando desqualificar grupo de blogueiros que tentam furar o bloqueio pensamento único imposto pela velha mídia.

Os delírios do ministro do STF parecem não ter fim, se iniciaram com a matéria da “Veja” mas ainda perduram. E Gilmar Mendes parece estar gostando disso.

Foi ele que levou para a velha mídia a informação da suposta relação com Cachoeira, antes as histórias de viagens suspeitas para Alemanha e para Goiás se restringiam à internet e às pessoas que apareciam com mais informações retiradas diretamente do relatório das investigações da PF que levaram à prisão de Carlinhos Cachoeira.

Mas parece que para Gilmar a melhor defesa é o ataque. E a bola da vez são os blogueiros, na verdade ele fala no plural, mas é um blogueiro específico. É o mesmo que incomodou Daniel Dantas, tanto que foi alvo de vários processos do banqueiro preso na operação Satiagraha.

Preso na operação e solto por quem? Pelo ministro!

Tudo bem, se o Habeas Corpus não fosse tão suspeito.

Ele ficaria de plantão no STF para dar dois HC seguidos ao Zé das Couves que roubou uma galinha?

O blogueiro sujo incomoda muita gente. E o ministro Gilmar se declarou no ataque aos “blogs sujos” como uma instituição a ser defendida. Isso porque não se vê o tal blogueiro sujo atacando uma instituição, mas podemos ver (e inúmeras vezes) o mesmo blogueiro revelando fatos comprometedores sobre Gilmar Mendes (e também outros ministros, como já fez) e emitindo opiniões críticas.

Ataque é uma coisa, crítica é outra.

Pergunta inocente: Ora, ora, a revista que Gilmar estrelou (e estrela) não se auto-intitula defensora das liberdades de expressão e imprensa? Ou será que estas liberdades são privadas, pertencentes a um setor da mídia?

Será que a mesma revista vai se manifestar quanto à declaração de Mendes, querendo calar o blogueiro? (e para isso usando tática de corte na arrecadação do “blog sujo”).

Será que a instituição Gilmar Mendes vai também pedir para a Procuradoria Geral da República o substrato das empresas estatais que usam o dinheiro público para financiar revistas e jornais que atacam as instituições?

Afinal, a história do grampo sem áudio não teve um objetivo de atacar uma instituição (o executivo, a Presidência da República)?

Os apoios sistemáticos de meios de comunicação a manifestações contra grupos e instituições que os desagradavam, inclusive usando vassourinhas compradas pelo senador Demóstenes Torres também não pode ser considerado ataque à instituição?

Quem seria mais nocivo à uma instituição: blogueiros sujos, exercendo um direito garantido na Constituição de expor e manifestar suas opiniões, ou um ministro da mais alta corte do país que anda atacando a torto e a direito todos que passam pela sua frente, inclusive com acusações sem provas?

Nocivo à instituição é um presidente que joga o respeito pelo STF a níveis impensados. O período de Gilmar Mendes à frente da presidência do STF foi um dos mais polêmicos, patéticos e vergonhosos.

Sensacionalismo com a questão das algemas em criminosos de colarinho branco.

Grampo sem áudio no supremo.

Pressão sobre o presidente da República

Isso só pra citar algumas…

Fora a paixão pelos holofotes, a quantidade de opinião dada pelo ministro sobre, por exemplo, o Mensalão desautorizaria um ministro que zela pela instituição que representa (representar algo não é ser algo, diga-se) de participar do julgamento do caso.

A instituição que ele (teoricamente) está defendendo está em silêncio. Assistindo excessos do ministro nomeado por FHC. O ministro está só (talvez com a Veja, Globo e cia), mas os demais ministros se distanciam cada vez mais desta situação caótica e aparentemente longe de terminar. Parecem preferir gastar suas energias exercendo o cargo a que lhes foi confiado.

Gilmar Mendes tem andado estranho, parece que está acuado… mas acuado de que? o que aflige o ministro Gilmar Mendes?

Muitos diriam que está no limite da sanidade. Eu não, prefiro não atacar esta instituição de lisura ímpar!

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mai 142012
 

No ano passado, durante investida conjunta contra o governo federal que levou ao pedido de demissão de alguns ministros, as principais empresas de comunicação incentivaram protestos contra a corrupção em todo o país, com o objetivo de atingir o governo Dilma. Para mexer com os brios das pessoas, citaram os eventos da primavera árabe, onde partiram das redes sociais os protestos que culminaram com a queda de alguns governos totalitários.

Um artigo de um jornal estrangeiro que perguntava o porquê dos Brasileiros não protestarem foi intensamente reproduzido e comentado pelos analistas ligados a grande imprensa, que passou a estimular protestos marcados pelo Facebook, fazendo um esforço muito grande para ajudar na divulgação. Os protestos se revelaram absolutos fracassos, e as poucas pessoas que compareceram sequer elegeram o governo federal como seus alvos.

Ao tomar conhecimento do envolvimento direto de um diretor de jornalismo da revista VEJA com criminosos presos pela Polícia Federal, a reação inicial de Folha, Globo, Estadão e da Própria VEJA foi de primeiro ignorar, convencidos que ainda possuíam o poder exclusivo de pautar as discussões. A operação abafa não deu certo a medida que a revista Carta Capital, a rede Record, o site Brasil 247 e blogs, como o de Luis Nassif, furaram o bloqueio que um dia foi possível.

Após a constatação que as pessoas estavam tomando conhecimento das denúncias apesar da omissão daqueles veículos, vieram as teorias da vitimização. Os pedidos de explicação não foram respondidos e para se esquivar de tentar explicar o que não pode ser explicado (a influência de Cachoeira na publicação de matérias e o endeusamento de um parlamentar que sempre souberam fazer parte de uma quadrilha) a revista e seus aliados ajustaram o discurso, as denúncias baseadas em uma investigação da Polícia Federal eram apenas ataques em represália contra a revista que denunciou esquemas de corrupção no governo.

Como era de se esperar para declarar a inocência da VEJA, foram distorcidos depoimentos realizados na CPMI do Cachoeira, sendo retirados trechos do contexto do comentário de depoentes de modo a favorecer a tese que nada existe contra a revista e seu funcionário. Nesse momento já surgiam movimentos nas redes sociais com a intenção de se contrapor a essa iniciativa imoral de auto-absolvição, sobretudo no Twitter onde surgiram duas hashtags1 que lideraram os assuntos mais comentados do dia na rede: a #VejaBandida e #VejaNaCPI.

Acostumada a ser pedra e não vidraça a revista VEJA produziu uma matéria de capa tentando criminalizar as manifestações no Twitter, e usando de um artifício cada vez mais frequente nas suas edições, a mentira, acusando perfis de usuários reais de serem robôs2 e insetos comandados pelo Presidente do PT para atingir a revista. Uma usuária do Twitter, @Lucy_in_Sky que teve o seu nome citado pela VEJA como sendo um robô, foi entrevistada pelo usuário @pagina2 e provou que a revista mentiu mais uma vez, além de poder ser processada. A entrevista pode ser lida aqui.

A incoerência do discurso que prega a “imprensa livre perseguida pelos censores” com a tentativa tosca de controlar e desqualificar protestos contra ela própria. A reação das redes sociais foi imediata, promovendo manifestações bem humoradas, onde usuários do Twitter colocaram avatares3 de robôs e insetos, e colocando no mesmo dia, e praticamente durante todo o dia, as hashtags #VejaComMedo e #VejaTemMedo em 1º lugar dos assuntos mais comentados na rede. Hoje, segunda-feira, mais uma manifestação está em andamento enquanto esse texto é escrito, a hashtag #VejaCensuraInternet está em primeiro nos TTs Brasil4.

A primavera tão sonhada pelos barões da mídia, que seria usada para a tentativa de enfraquecer mais um governo eleito legitimamente, enfim chegou ao Brasil, mas como aqui não vivemos uma ditadura, o que é preciso extirpar são aqueles que conspiram contra a democracia se aliando com criminosos. A Primavera Brasileira chegou para libertar a verdadeira imprensa livre de uma máfia que sobrevive muito em função de dinheiro público.

Por enquanto são apenas manifestações virtuais bem humoradas, mas podem ganhar as ruas, e pior ainda (pra eles), atingir o humor de anunciantes incomodados com as suas marcas estampadas em canal de baixa reputação pública. Estamos presenciando o que pode ser o início de uma revolução que significa o nascimento de uma imprensa séria e não corrompida e a queda do jornalismo a serviço do crime organizado e interesses espúrios.

 Hashtags1 – Assuntos mais comentados no Twiiter

Robôs2 – Usuários do twitter controlados por scripts usados para spam (repetição de mensagens ou expressões com finalidade política ou comercial).

Avatares3 – imagens utilizadas por usuários em seus perfis nas redes sociais

TTs Brasil4  - ou Trending Topics Brasil, estatísitca com os 10 assuntos mais comentados por Brasileiros no Twitter.

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mai 072012
 

Se honrasse o cargo que ocupa, o Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, já teria encaminhado denúncia à Justiça Federal de Goiás contra Carlinhos Cachoeira, Policarpo Junior, Demóstenes Torres, Claudio Abreu, Idalberto Matias e Jairo Martins por crime de quadrilha ou bando, tipificada no Artigo 288 do código Penal que prevê pena de 1 a 3 anos de reclusão.

Falta de elementos para tipificar a formação de quadrilha não é, pois mesmo com a divulgação apenas parcial da Operação Monte Carlo da Polícia Federal já restaram provadas as acusações de que o jornalista Policarpo Junior, intimamente chamado pelo bicheiro de “POLI”, tinha conhecimento de práticas criminosas que não denunciou, se aproveitou deliberadamente de ato criminoso (o uso de imagens privativas obtidas ilegalmente no hotel Nahoum) e mantinha uma relação de troca ao atender demandas do crime organizado na publicação de notas e denúncias contra desafetos políticos que interferiam nos seus negócios.

 “Art. 288 – Associarem-se mais de três pessoas, em quadrilha ou bando, para o fim de cometer crimes:

Pena – reclusão, de um a três anos.

Parágrafo único – A pena aplica-se em dobro, se a quadrilha ou bando é armado.”

 Os requisitos para o enquadramento no artigo 288 estão todos preenchidos: mais de três pessoas envolvidas, com caráter de estabilidade, permanência, e a finalidade de praticar um indeterminado número de crimes, mas o que falta mesmo para a nova versão de Geraldo Brindeiro, é vontade e coragem.

A defesa de VEJA, e seus “advogados” na mídia, se apoia na tese do suposto interesse jornalístico, e compara a associação que participa com o bicheiro com a delação premiada, benefício ao réu usado pela justiça para que crimes sejam revelados em seus detalhes, mas em nenhum momento a VEJA denúncia algum crime que Carlinhos Cachoeira tenha participado para justificar se tratar de delação premiada.

Mesmo que Policarpo não tenha metido pessoalmente a mão na merda ou, que não seja obtida gravação em que ele seja flagrado orientando Cachoeira ou seus arapongas para a prática de crimes, ele pode ser enquadrado como integrante da quadrilha. Segundo o que apurei em análises jurídicas do Art. 288 CP, este tipo de crime é de consumação antecipada, mais precisamente no momento de adesão do quarto membro ao grupo, não sendo necessária a participação de todos no ato criminoso em si, podendo a participação se consumar até por omissão imprópria.

Se eu fosse diretor jurídico da Revista VEJA, já estaria movimentando os advogados da empresa para tratar da possível defesa de Policarpo Junior e Roberto Civita, porque o buraco parece ser bem abaixo do que imagina os “Pitbulls” ligados à revista.

Por mais que se repita a cantilena já desgastada da vitimização da “imprensa livre”, no mundo real não existem grupos inalcançáveis pelo Código Penal. Crime é crime, não importa se cometido pelo lixeiro ou pelo Presidente da República. A lei é igual para todos.

O PGR sentou no processo da operação Las Vegas, só se manifesta em denúncia de interesse da imprensa, mas um dado novo cria um foco de esperança. O barulho nas redes sociais e o furo de bloqueio da Record e Brasil 247 começam a pressionar o sistema desse status quo, que até hoje era garantia de impunidade para uma casta que mesmo sem ganhar as eleições, insiste em governar o país.

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