Category: Carlinhos Cachoeira

Relatório da CPMI do Cachoeira é luz no fim do túnel

Depois de algumas conflitantes versões divulgadas pela imprensa, sai hoje o relatório final da CPMI do Cachoeira, elaborado pelo relator Odair Cunha (PT/MG), que deve indiciar o governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB), o Prefeito de Palmas Raul Filho (expulso do PT em 2011), o jornalista Policarpo Junior, diretor de redação da sucursal do DF da revista VEJA, o contraventor Carlinhos Cachoeira, o ex-senador (desfiliado por conta própria do DEM) Demóstenes Torres, entre outros.

O relatório vai pedir ainda a investigação pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) do Procurador Geral da República, Roberto Gurgel por cometer prevaricação ao suspender o inquérito da operação Vegas, que também investigou a quadrilha que Carlinhos Cachoeira montou com tentáculos no poder público estadual de Goiás e na imprensa.

O relatório é uma mudança radical de estratégia do PT, que vinha mantendo uma apatia frente aos ataques que incomodava muito a sua aguerrida militância. O PT percebeu que pode e deve fazer política como todos os seus adversários vem fazendo sem reação.

Por mais que a mídia esperneie, e nós garantimos esse sacro direito, e diga que tudo não passa de vingança do PT (antes a alegação era cortina de fumaça pro mensalão), a verdade incontestável que consta da tonelada de provas contidas nas investigações Vegas e Monte Carlo é que os indiciamentos e pedidos de investigação estão mais do que embasados em provas, não em suposições ou tese de domínio do fato. Existe comprovação da participação e/ou omissão de todos os envolvidos para a prática de crimes.

É certo que os indiciamentos e pedidos de investigação não tenham efetividade porque vão ser avaliados pelo judiciário, que tem assumido posicionamento político recentemente. A ministra Rosa Weber do STF arquivou pedido recente, feito pelo senador Fernando Collor, para que o CNMP investigue o PGR, alegando que o conselho não tem essa atribuição como o CNJ não pode investigar ministros do STF. O judiciário se julga inimputável e ininvestigável. E mesmo que passasse o CNMP é presidido pelo próprio Gurgel, alguém em sã consciência vê o conselho processando e punindo seu presidente?

O indiciamento de Policarpo passa pela mão do PGR, que com muita má vontade deve encaminhar para a primeira instancia (se não sentar em cima), onde será bem direcionado para alguma vara onde exista um juiz simpático à libertinagem de imprensa, doido para usar a sentença para aparecer nos jornais. Perillo já está no STJ, o indiciamento não muda sua situação. Demóstenes agora não tem mais foro privilegiado, era isso que Gurgel esperava.

Independente do pessimismo desse blogueiro em relação às não consequências legais dos indiciamentos e pedido de investigação, o confronto tem seus inegáveis aspectos positivos. Embora não sejam punidos, os personagens sofrerão um desgaste muito grande e quem permanece em cargo importante (Perillo e Gurgel) se torna pato manco, com a sombra das acusações não esclarecidas.

A Veja sofre mais um arranhão de credibilidade, o que se somando aos recentes episódios onde a revista se enrolou com versões cabalmente desmentidas, vai se transformando em uma pecha que dificilmente poderá ser revertida. Depois que vira chacota, é só ladeira abaixo.

No entanto, o que considero um marco nessa apresentação de relatório é um sinal que existe luz no fim do túnel, que a militância pode entender com um sopro de reação e início de novos tempos. E tira essa sensação horrorosa que sentíamos de impunidade.

Editado às 13:32 hs: Ficou definido que a leitura do relatório ficou para a sessão extraordinária a ser realizada amanhã, dia 22/11/2012.

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PGR já tem elementos para enquadrar quadrilha VEJA/Cachoeira

Se honrasse o cargo que ocupa, o Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, já teria encaminhado denúncia à Justiça Federal de Goiás contra Carlinhos Cachoeira, Policarpo Junior, Demóstenes Torres, Claudio Abreu, Idalberto Matias e Jairo Martins por crime de quadrilha ou bando, tipificada no Artigo 288 do código Penal que prevê pena de 1 a 3 anos de reclusão.

Falta de elementos para tipificar a formação de quadrilha não é, pois mesmo com a divulgação apenas parcial da Operação Monte Carlo da Polícia Federal já restaram provadas as acusações de que o jornalista Policarpo Junior, intimamente chamado pelo bicheiro de “POLI”, tinha conhecimento de práticas criminosas que não denunciou, se aproveitou deliberadamente de ato criminoso (o uso de imagens privativas obtidas ilegalmente no hotel Nahoum) e mantinha uma relação de troca ao atender demandas do crime organizado na publicação de notas e denúncias contra desafetos políticos que interferiam nos seus negócios.

 “Art. 288 – Associarem-se mais de três pessoas, em quadrilha ou bando, para o fim de cometer crimes:

Pena – reclusão, de um a três anos.

Parágrafo único – A pena aplica-se em dobro, se a quadrilha ou bando é armado.”

 Os requisitos para o enquadramento no artigo 288 estão todos preenchidos: mais de três pessoas envolvidas, com caráter de estabilidade, permanência, e a finalidade de praticar um indeterminado número de crimes, mas o que falta mesmo para a nova versão de Geraldo Brindeiro, é vontade e coragem.

A defesa de VEJA, e seus “advogados” na mídia, se apoia na tese do suposto interesse jornalístico, e compara a associação que participa com o bicheiro com a delação premiada, benefício ao réu usado pela justiça para que crimes sejam revelados em seus detalhes, mas em nenhum momento a VEJA denúncia algum crime que Carlinhos Cachoeira tenha participado para justificar se tratar de delação premiada.

Mesmo que Policarpo não tenha metido pessoalmente a mão na merda ou, que não seja obtida gravação em que ele seja flagrado orientando Cachoeira ou seus arapongas para a prática de crimes, ele pode ser enquadrado como integrante da quadrilha. Segundo o que apurei em análises jurídicas do Art. 288 CP, este tipo de crime é de consumação antecipada, mais precisamente no momento de adesão do quarto membro ao grupo, não sendo necessária a participação de todos no ato criminoso em si, podendo a participação se consumar até por omissão imprópria.

Se eu fosse diretor jurídico da Revista VEJA, já estaria movimentando os advogados da empresa para tratar da possível defesa de Policarpo Junior e Roberto Civita, porque o buraco parece ser bem abaixo do que imagina os “Pitbulls” ligados à revista.

Por mais que se repita a cantilena já desgastada da vitimização da “imprensa livre”, no mundo real não existem grupos inalcançáveis pelo Código Penal. Crime é crime, não importa se cometido pelo lixeiro ou pelo Presidente da República. A lei é igual para todos.

O PGR sentou no processo da operação Las Vegas, só se manifesta em denúncia de interesse da imprensa, mas um dado novo cria um foco de esperança. O barulho nas redes sociais e o furo de bloqueio da Record e Brasil 247 começam a pressionar o sistema desse status quo, que até hoje era garantia de impunidade para uma casta que mesmo sem ganhar as eleições, insiste em governar o país.

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Diversionismo para pautar a CPMI

Passado o baque inicial que causou completa desorientação devido a cachoeira de revelações criminosas envolvendo políticos aliados e jornalistas, a velha mídia conseguiu reagrupar forças e, como ninguém duvidava, resolveu traçar uma estratégia de ação para evitar que o clamor causado com a revelação das gravações divulgadas ( e as que ainda vão ser), devastasse os partidos que apoiam, além de abalar profundamente a credibilidade dos seus veículos.

Na expectativa de conseguir evitar que a CPMI fosse criada, a imprensa tentou desqualificar a sua instalação dizendo que o PT queria abafar o julgamento do “Mensalão”, como não deu certo, passou a dizer que o PT queria atrasar a comissão, em seguida ameaçou o Governo Federal, passando a sugerir que Dilma não queria CPMI. Como as ameaças não surtiram efeito e a comissão seria instalada, passou a constranger seus membros com histórico de denúncias sobre eles.

Depois de todas as tentativas frustradas, os grandes veículos de comunicação já mostram como vão se portar durante a CPMI: tentando pautar a comissão para que os assuntos que lhes são incômodos sejam ignorados. A ação é semelhante à utilizada pelos mesmos veículos em outras ocasiões: elege-se um assunto ou alvo, e todos os veículos passam a falar exclusivamente desse assunto, fazendo rodízio de denúncias novas e requentadas, de forma ininterrupta, para que o tema cause comoção pública e force os congressistas  a dar prioridade no que eles querem.

O alvo eleito, e que já está na linha de tiro, é a Construtora Delta, que teve diretores pegos nos grampos recentemente divulgados, e que apesar de ter negócios com governo municipais, estaduais e federal, obviamente todo o foco desses veículos vão ser nos contratos do governo federal e estados e municípios administrados por seus adversários políticos.

O plano já está em vigor, nota-se que há uma atitude agressiva de afirmar que o foco da CPMI será a Delta, “esquecendo” que a investigação da Polícia Federal é em cima do contraventor Cachoeira e suas ramificações de poder no estado de Goiás, suas relações com políticos da oposição e jornalistas, na influência no poder judiciário, na rede de poder utilizada para publicar matérias favoráveis aos seus interesses e uso da polícia para inibir a concorrência.

Não quero ser o chato pessimista, mas nós sabemos muito bem da capacidade que esses veículos ainda têm de manipular a opinião pública, portanto todo o cuidado é pouco para garantir que as investigações alcancem o verdadeiro motivo para a comissão ser instalada: a infiltração do crime organizado no poder público e a formação de associações criminosas com a presença de jornalistas.

Vai ser uma guerra de foice, em vez de Perillo, Demóstenes e Cachoeira a velha mídia vai gritar uníssona: Peguem a Delta, mesmo que para isso tenham que expor aliados que tem negócios com a construtora, afinal nesse caso é a sua sobrevivência que está em jogo.

Eu só vou comemorar se a sociedade conseguir tomar conhecimento desse tipo de relação espúria crime/velha mídia, porque em diversas outras ocasiões em que achamos que, enfim, seriam desmascarados, conseguiram se safar.  Eles vão fazer de tudo para evitar que as acusações contra eles sejam repercutidas e não vão medir esforços. Se as pessoas não querem mais uma pizza dos crimes da imprensa, é bom ajudar a fazer pressão no sentido inverso ao que eles fazem.

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Veja: Abafar a CPI do Cachoeira é o objetivo!

Desde a descoberta da relação fraterna entre Demóstenes Torres (Ex-DEM) e o bicheiro Carlinhos Cachoeira – mais tarde envolvendo também o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) – as denúncias de corrupção desapareceram das capas da revista da editora Abril. Os destaques abordavam a maravilha do mundo, incluindo uma entrevista amistosa com a presidenta Dilma.
No auge das acusações contra Demóstenes, a revista trouxe na capa um assunto importantíssimo para a sociedade: “Afinal, o Santo Sudário é ou não falso?”
O caso Demóstenes-Cachoeira foi tratado como um assunto secundário naquela semana semana.

Fim dos Denuncismos: Pelas capas, a Corrupção tirou férias por seis semanas.

Foram seis semanas sem denuncismo, como se o Brasil – da noite para o dia – tivesse extirpado a mazela da corrupção.

Mas levantem-se, homens de bem! Ela voltou esta semana!
Na semana em que foi aprovada a instauração da CPI para investigar as relações promíscuas do mafioso Carlinhos Cachoeira, a revista “Veja” decide abordar o assunto. Mas quebra o silêncio de forma bem estranha que acaba comprometendo o que lhe resta (??!!!?) de credibilidade (?).
A revista afirma que a CPI a ser instaurada é um plano maquiavélico do PT para tirar o foco do Mensalão! Precisaria de muito malabarismo para nos levar a crer nisso. O problema maior é que a CPI mista correrá na câmara e no senado. O processo do mensalão pelo que eu, a imprensa e a torcida do flamengo saibam, está no STF. Independente da Câmara e do Senado.
Além disso, a revista paladina dos homens de bem parece ser mesmo indignada com esse monstro chamado corrupção. Mas de forma seletiva. Enquanto esconde o escândalo Cachoeira que lavou o heróis Demóstenes, clama pela aceleração no julgamento dos envolvidos no “Mensalão”.
A CPI do Cachoeira é de interesse nacional, como também é o chamado Mensalão. Ainda mais agora, quando aparecem ligações entre os dois – Dadá, araponga e parceiro de Cachoeira, foi quem filmou (e vazou?) as fitas que a “Veja” denunciou o escândalo dentro do governo Lula.

Quebrando o silêncio... para tentar se salvar!

O esperneio de “Veja” talvez esteja no fato de que, na semana em que surgiram as denúncias e as conversas do senador Demóstenes Torres com Cachoeira, também apareceram 200 ligações do diretor da sucursal da “Veja” em Brasilia, Policarpo Júnior com Carlinhos Cachoeira e Dadá (veja aqui). As suspeitas são de que Cachoeira seria fonte de diversas matérias da “Veja”, inclusive da matéria onde se divulgaram imagens do Hotel Nahoum, onde apareciam diversos políticos visitando a suite onde estava hospedado José Dirceu.
A ligação da “Veja” com Demóstenes também levanta outras dúvidas sobre seus métodos. Foi a mesma revista que publicou com estardalhaço a denúncia (falsa, segundo investigação da PF), de que conversas entre o então presidente do STF Gilmar Mendes e senador Demóstenes teriam sido grampeadas a mando do governo Lula. O caso ficou conhecido como “Grampo sem áudio”, pois o áudio nunca apareceu, mesmo “Veja” tendo afirmado que existia, e resultou na demissão da Abin Paulo Lacerda e o enterro definitivo da operação Satiagraha.
A relação da revista com o esquema Cachoeira levanta tanta suspeita, que a CPI prevê o depoimento também do dono da editora Abril, Roberto Civita para explicar a relação promíscua com Carlinhos Cachoeira e sua quadrilha.
Por essas e outras é de se suspeitar dos reais “interesses republicanos” da publicação do grupo Abril.
A relação Imprensa-Criminosos não é particularidade do Brasil. Na Inglaterra recentemente o grupo do magnata das comunicações Rupert Murdoch esteve envolvido em uma série de escândalos que levou no fechamento do News of the World e abalou o seu império.

O caso resultou em processos e prisões de diversos jornalistas do tabloide ”The Sun”, envolvidos nas violações realizadas pelo grupo.
Acusações: arapongagem de políticos, artistas e “cidadãos comuns”, chantagens a políticos, suborno a policiais, etc.
Aqui no Brasil, suspeita-se que o grupo de Cachoeira esteja por trás de crimes parecidos e que cediam, de acordo com seus interesses, suas gravações ilegais a grupos de mídia. Neste caso, no fim das contas, a capa da revista “Veja” desta semana parece ser a verdadeira cortina de fumaça que a própria denuncia.
  • Por que o interesse no Mensalão na semana em que a implantação de uma importante CPI foi aprovada?
  • Por que confundir a CPI do Cachoeira, que ocorre no Congresso, com o Mensalão, que está no STF?
  • Por que a revista se silenciou sobre o escândalo Cachoeira durante várias semanas?
Policarpo Júnior ou Roberto Civita poderiam nos responder!

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Não há saída honrosa para o PGR, Peça para sair Sr. Gurgel.

A situação do Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, se tornou insustentável após as revelações contidas no vazamento do inquérito da Operação Monte Carlo, quando o Brasil ficou sabendo que ele sentou em cima da investigação contra Cachoeira e Demóstenes desde 2009.

O Procurador Geral, que já está sendo chamado de a nova versão do Engavetador Geral da República (apelido anteriormente dado ao ex-PGR Geraldo Brindeiro, que no governo FHC abortou qualquer iniciativa de investivar os escândalos de corrupção), só encaminhou denúncia contra Demóstenes e demais parlamentares envolvidos em uma organização criminosa chefiada pelo contraventor Carlinhos Cachoeira, apenas após ser cobrado publicamente por parlamentares, mesmo tendo todas as informações sobre a quadrilha há quase três anos.

Roberto Gurgel desde que assumiu o cargo a que foi reconduzido recentemente, tem como costume agir apenas quando provocado pelo consórcio midiático composto pelos principais meios de comunicação do país, cujos participantes tem atuação político-partidária conhecida porém não assumida de aliança com os partidos de oposição ao governo federal: PSDB, DEM e PPS.

Com a manipulação do noticiário no sentido de direcionar as baterias apenas contra determinados grupos políticos, a proteção da sociedade fica sujeita a coloração partidária dos envolvidos.

Enquanto denúncias, na maioria das vezes inconsistentes, de ministros de Lula e Dilma recebiam atenção especial por parte do Procurador que batia recordes na velocidade de apresentação de denúncias, outros crimes que não frequentaram as páginas dos jornalões foram simplesmente ignorados por aquele que deveria ser o guardião da moralidade dos agentes públicos dos três poderes.

Foi assim com os envolvidos na Operação Monte Carlo, mas também em diversas ocasiões onde os denunciantes não foram jornalistas do consórcio mediático, como no recente caso das denuncias contidas no livro do jornalista (renegado) Amaury Ribeiro Junior, A Privataria Tucana, que revelou as entranhas dos processos de privatização no Governo Fernando Henrique Cardoso e o enriquecimento dos seus operadores, como o atual candidato a Prefeitura de São Paulo pelo PSDB, José Serra.

Os fatos, baseados em documentos que podem ser facilmente rastreados, narrados pelo jornalista, envolvem os denunciados em crimes de peculato, formação de quadrilha, enriquecimento ilícito, improbidade administrativa e lavagem de dinheiro, mas não provocaram nenhum tipo de reação por parte do P.G.R., que também em nenhum momento se manifestou nas manobras adotadas pela banqueiro Daniel Dantas, e seus prepostos na imprensa, para anular o inquérito e os efeitos da Operação Satiagraha, responsável pela prisão do mesmo.

O banqueiro, que tivera sido preso por duas vezes para não atrapalhar as investigações e pressionar testemunhas, recebeu dois Habeas Corpus do então presidente do STF, e pode exercer plenamente sua estratégia para inviabilizar as provas contra ele mesmo.

Enquanto abafa e engaveta casos envolvendo organizações criminosas com integrantes da oposição, podemos lembrar que o mesmo Procurador Geral carregou nas tintas no processo que a imprensa denomina como “Mensalão” que agora vamos descobrindo mais detalhes que apontam para uma estratégia para derrubar o presidente Lula, eleito democraticamente.

Diante dos fatos, e por não demonstrar em nenhum momento a isenção, imparcialidade e moralidade para desempenhar função de tamanha responsabilidade, o Conselho Nacional do Ministério Público precisa urgentemente apresentar denúncia de, no mínimo, prevaricação e abrir processo de perda do cargo, e só resta ao P.G.R renunciar ao cargo, correndo, para não destruir qualquer resquício de reputação da instituição que representa, já abalada por um histórico de proteção aos poderosos.

Por enquanto ele está sendo acusado apenas de prevaricação, mas devido a revelação da existência dos tentáculos de Cachoeira também no poder judiciário, eu não duvido de mais nada e não me surpreenderia se o ilustríssimo estivesse envolvido com a organização criminosa desmontada pela Polícia Federal, afinal o mesmo Cachoeira que desencadeou (e se beneficiou) do “mensalão” que revoltou o P.G.R é também um dos favorecidos pela falta de empenho e vontade de Roberto Gurgel em encaminhar denúncia ao S.T.F.

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