Category: Dilma

Chavéz: Direita burra torce pela sua morte. Vai virar mito imbatível

vodu_chavezO que se passa tanto com a direita venezuelana, quanto com a brasileira, a espanhola e de vários outros países? Estão emburrecendo com o tempo? Onde estão os incensados homens preparados, perspicazes e estudados que seriam os “eleitos pelo DNA” para comandar os povos?

Há alguns anos atrás, jornais americanos declararam a morte do Cubano Fidel Castro. Segundo os paspalhos, Cuba estaria escondendo que Fidel estaria morto. O velhinho segue tão vivo que agora no final desse ano foi indicado para concorrer a uma das vagas de deputado em Cuba.

A torcida de simpatizantes da direita, e meios de comunicação com linha editorial direitista, pela sua morte foi maior que a prudência em confirmar fontes. Por aqui, os vira-latas trataram de repercutir as especulações, afinal tinham pouco compromisso com os fatos, e o que importava era alimentar o desejo doentio pela morte de um ícone da ideologia que eles desprezavam. E daí que fossem desmentidos? a maioria dos seus leitores eram (são) desprovidos mesmo de senso crítico.

Depois a situação se repetiu primeiro com Dilma e depois com Lula, que enfrentaram patologias de tratamento complicado. Nenhum tipo de pudor existiu em expor as famílias de quem atravessava período tão conturbado, e até boletim médico protegido pelo sigilo do paciente foi vazado pela sanha do sadismo. Nesse período, qualquer não notícia servia de propósito para escrever algo com a única intenção de levantar a bola para uma horda de degenerados encherem suas páginas de comentários repulsivos.

Agora, os necrófilos secam Hugo Chavéz, que realmente enfrenta problemas graves de saúde. As favas a dignidade humana, se eles pudessem vendiam a própria mãe pela chave do cofre da viúva. Mas se Chávez morre, o que os idiotas vão fazer além de satisfazer seus instintos desumanos? O homem sempre se vai, mas o seu trabalho fica. Venezuelanos não votam em Chávez pelo que ele é, mas pelo que ele representa, os seus projetos, a sua obra é o seu legado. Aqui também cometeram o mesmo erro e acharam que sem Lula na cédula poderiam vencer. Não aprendem.

Um encurralado Getúlio Vargas virou lenda após seu suicídio. Um contestado Kennedy depois que foi assassinado virou quase unanimidade nos EUA. Aqui nós temos um exemplo tupiniquim: O quase obscuro Tancredo quase virou santo depois da sua morte, virou herói da democracia.

Se Chávez morre agora, sob intensa comoção nacional, ele se tranforma em um oponente invencível nas próximas eleições, e nas seguintes, e depois e depois. A possível morte de Chávez pode ter a consequência de pulverizar a oposição ao Bolivarianismo do presidente Venezuelano. Seus seguidores se elegerão com facilidade, vão ter como principal cabo eleitoral nada menos que um mito.

Siga o autor no Twitter!

Passo a passo do golpe (tutorial do Millenium)

A cada dia que passa fica mais clara a intenção dos veículos de comunicação de golpear a democracia. Trata-se de um golpe branco, pois, em vez de destituir o governo do poder pela mão pesada da força bruta como em outros tempos, promovem campanha insistente de desestabilização visando jogar a população contra, enfraquecendo o suficiente para não resistir a manobras legais de destituição ou não ter mais votos para se eleger.

A novidade é a exposição despudorada da forma como operam em conjunto, revelando estratégia coordenada e sincronizada, com os atores desempenhando religiosamente funções previamente definidas. Abaixo descrevemos os passos seguidos que poderemos chamar de “Tutorial do Millenium”:

1-      Não publicar denúncia de imediato, o ideal é reunir o maior número possível delas para serem usadas em sequência, para conseguir o efeito mar de lama;

2-      Todos os veículos associados devem participar simultaneamente dos ataques, para que não pareça perseguição de um deles em especial, pois, com todos participando, as suspeitas são diluídas;

3-      Com o acúmulo de notícias negativas, é preciso elaborar um cronograma de ataque, distribuindo as denúncias pelos veículos e a ordem que cada um vai publicar;

4-      Em relação ao conteúdo, mesmo que não tenha provas, diga que tem e que vai mostrar a qualquer momento. O importante é criar o “mar de lama” e o barulho inicial que vai ser retroalimentado. Se insistirem na apresentação de provas se faça de desentendido;

5-      Após a rodada de denúncias, escrevam editoriais culpando o lulopetismo pela criação da corrupção e decretando a impossibilidade da permanência do acusado no cargo;

6-      Após os editoriais, convoque todos os cientistas e analistas políticos de aluguel para fixar as opiniões dos editoriais;

7-      Se o governo resistir, aumentar a pressão e encomendar mais tapiocas, a finalidade agora é somar e o farelo de tubérculo serve para validar a denúncia original e compensar a prova que nunca vai aparecer: “não tem prova, mas são muitas denúncias”. Dizer que Dilma recuou da “Faxina” ajuda na pressão;

8-      Se o governo demitir, o assunto passa a ser a quantidade de ministros demitidos, culpando Lula pelo aumento da corrupção e Dilma por aceitar a “herança maldita” do mesmo.

9-      E por último, se der muito na cara, divulgar princípios editoriais da empresa com todas aquelas lorotas que não se cumprem na prática;

10-   Repita as nove operações anteriores até o governo ser deposto ou perder as eleições, e quando nossos aliados voltarem ao poder, voltamos a ser lenientes e chapas-brancas.

Charge ilustrativa: Bira.

Siga o autor no Twitter!

Mesmo sob ataque incessante, Lula permanece nas alturas

O jornal Valor Econômico divulgou nessa semana uma matéria de Cristian Klein (leia na íntegra aqui) sobre uma pesquisa do Instituto Análise sobre as eleições de 2014. Algumas informações devem ter deixado alguns aquários em redações em estado de total desânimo, afinal elas mostram claramente, que apesar de todos os esforços em contrário, o ex-presidente Lula permanece com seu prestígio intacto e que as chances de emplacarem seus aliados nas próximas eleições presidenciais estão cada vez mais escassas.

Se as eleições fossem hoje, Dilma venceria Aécio facilmente por 57% a 18%. Já se o adversário de Aécio fosse Lula, o primeiro seria massacrado por humilhantes 76% a 11%. Curiosamente, não foram apresentados cenários com outros candidatos tucanos, pois se Aécio que é o mais cotado, perderia com essa vantagem esmagadora, imagino como se sairiam FHC, Serra e Alckmin. Infelizmente o terceiro cenário previsto pela pesquisa é um impossível Dilma X Lula, cujo resultado é irrelevante.

Apesar de Lula reiterar que Dilma será candidata a reeleição e tem o seu apoio, a maioria da população prefere que ele seja o candidato em 2014. Cerca de 57% dos entrevistados gostaria que Dilma desistisse da reeleição em favor da candidatura de Lula. A aprovação do ex-presidente, que era de aproximadamente 80% quando estava no governo, chega agora a fantásticos 82% de bom e ótimo, o dobro do que Dilma tem no momento (41%).

Esses números comparativos são interessantes para a gente entender o motivo da estratégia dos veículos de comunicação no sentido de promover ataques contra Lula e tentar marcar falsas diferenças entre a forma que ele e Dilma enfrentam a corrupção. Naturalmente eles avaliaram que Lula seria imbatível e Dilma uma oponente mais fácil de ser batida. Ao mesmo tempo em que fazem elogios à Dilma para tentar escolher o adversário de 2014, fustigam o seu governo com a campanha do “mar de lama”. Só não contavam com duas coisas: os ataques contra Lula se mostrariam ineficazes e como boa massa fermentada, quanto mais apanha mais ele cresce e, para complicar a situação deles, mesmo o “poste” Dilma venceria tucanos com toda facilidade.

Vida dura essa de imprensa anti-Lula, depois de oito anos vendo suas tentativas de macular a imagem de Lula sendo frustradas e amargar pesquisas sucessivas com recordes de aprovação cada vez maiores, vislumbraram na sua saída do poder uma forma de destruir sua reputação, já que o ex-presidente, exímio comunicador, não teria a sua disposição o acesso ao contraditório, mas eis que depois de praticamente nove meses de ataques ininterruptos, com editoriais e analistas da velha mídia repetindo uníssonos mantras tentando associar a corrupção ao seu período de governo, Lula aparece com aprovação ainda maior e como pule de dez para qualquer eleição nesse país.

Lula é um fenômeno que deveria ser estudado mais profundamente. Com meus parcos conhecimentos, não tenho informação de qualquer outro ser político que tenha sofrido dos principais meios de comunicação do país tamanha perseguição por décadas, e ainda sim mantenha faixas de aprovação e popularidade tão impressionantes. Lula desafia as leis de Murdoch, seguidas como mandamentos pelas principais redações. Ele apavora os barões da mídia porque não precisa de intermediários para se comunicar com o povo, por não ter medo de bater de frente, por não precisar se curvar.

Fonte da imagem ilustrativa: http://jornalsportnews.blogspot.com/2010/12/lula-nas-alturas.html Autor: não informado.

Siga o autor no Twitter!

Crimes da VEJA acordam o PT

O que seria apenas mais uma investida da revista VEJA, na cruzada do grupo do Millenium para manter o governo Dilma contra a parede e demonizar Lula, José Dirceu e o PT, pode ter se transformado em um elemento detonador de uma reação do partido contra a partidarização de veículos de comunicação, que a sua militância vem cobrando faz tempo.

O congresso do PT, realizado nesse final de semana em Brasília, aprovou resolução que defende a regulamentação de mídia e o fim dos monopólios de meios de comunicação, que no Brasil é composto por poucas famílias. Embora ninguém fale em represália, os recentes acontecimentos referentes à “reportagem” da revista VEJA, que usou de métodos criminosos para obter imagens com o intuito de transformar José Dirceu em vilão perpétuo, mexeu com os brios dos petistas, que decidiram reafirmar o seu apoio ao projeto que Franklin Martins elaborou no segundo mandato de Lula.

Dilma e Lula foram aclamados como de costume, porém nesse ano foi mais intensa a recepção ao petista José Dirceu, fortalecido que sai do episódio do Naoum Plaza Hotel. Os discursos que se convergiram para a necessidade de regulamentação e as críticas à partidarização dos principais veículos de comunicação foram ouvidos quase em uníssono.

A reação da velha mídia é para lá de previsível, repetem como um mantra a palavra “controle”, como se impedir propriedade cruzada e concentração do mercado fosse modo de censura. Eles se apoiam na crença que, assassinando o contraditório, podem impor suas falácias com maior facilidade, mas não resistem a meia hora de debate. Logo eles que deram sustentação à ditadura militar, e consequentemente à censura, à perseguição política, à prisão injustificada, à tortura, ao assassinato e desaparecimento de brasileiros.

O posicionamento do PT em favor do projeto de regulamentação de mídia é um bom sinal, mas sendo o mais realista possível, não garante que o projeto vá à frente e emplaque. Devemos lembrar que o projeto do Franklin repousa na gaveta de Paulo Bernardo, que tem dado declarações muito vagas a respeito do interesse do governo em levá-lo adiante. Dilma não tem comprado brigas com a imprensa como fez Lula, embora nesse congresso tenha verbalizado algumas críticas mais contundentes. A posição do governo ainda é uma incógnita, no entanto tenho que reconhecer que as declarações mais enfáticas de Gilberto Carvalho, ao defender o projeto, podem sinalizar uma guinada positiva.

Acontece que mesmo com o apoio do PT e com o aval de Dilma, a caminhada para a aprovação no congresso nacional promete ser uma das mais difíceis. Fora o PT, o pequeno PCdoB, parte do PDT e nenhuma certeza do PSB, os demais partidos da base são compostos por políticos profissionais pouco afeitos a confrontos com grupos midiáticos, muitos deles dependem desses veículos para chegar a seus eleitores. A briga é de partidos mais à esquerda que não têm maioria para aprovar projetos mais ousados e precisam convencer moderados. A causa de esquerda não garante a adesão do PSOL, que tem se alinhado em oposição frontal a qualquer proposta do governo.

A alopragem da VEJA, além de arranhar ainda mais a sua desgastada imagem e render-lhes um processo criminal e outro civil que promete desfalcar o orçamento dispensado pela revista para pagar indenizações pelas mentiras que escreve, serviu para aumentar a pressão da militância sobre o governo, sobretudo em relação ao ministro das comunicações, pelo encaminhamento do marco regulatório. A reportagem que a revista produziu não acrescenta nada que possa ser usado contra o Dirceu, é mais uma peça de ficção travestida de jornalismo que só serve para alimentar a sede reacionária de uma minoria despeitada.

A conclusão é que a revista se queimou, cometendo crimes por nada… um tiro no pé. As reações descabeladas de blogueiros da revista dão uma mostra de como sentiram o golpe. Aos papagaios da VEJA espalhados nos outros veículos restou o contorcionismo para justificar a ação da revista e o constrangedor silêncio frente aos crimes contra a democracia. A democracia vira uma palavra suja na boca e no punho dessas pessoas.

Fonte da imagem ilustrativa: http://cmarinsdasilva.com.br/wp/educacao/a-reforma-politica-comeca-pela-midia

Siga o autor no Twitter!

O mecanismo do grupo do Millenium

Sucessivas vitórias em eleições presidenciais, a despeito de ter a grande imprensa como oposição, serviram para criar uma falsa impressão de que os grandes veículos de comunicação teriam perdido definitivamente o poder de persuasão, de formar opinião, de decidir eleições e de influir na estabilidade do governo. Na verdade, essas vitórias nunca foram tranqüilas, foram verdadeiras batalhas travadas em vários níveis, e dependeram de um grande esforço do ex-presidente Lula, governo e militância no sentido de estabelecer o contraditório.

Tenho ouvido com freqüência alegações como “o povo não pode ser mais enganado”, “o PIG está em decadência”, e outras expressões da vontade que as derrotas da velha mídia se tornem irreversíveis. Vejo essas manifestações com preocupação, pois não se pode abaixar a guarda nem menosprezar o poder de convencimento dos ditos “formadores de opinião”.

Os principais veículos de comunicação não desistiram de entregar o poder aos seus aliados conservadores e, enquanto a militância comemorava e festejava, o embrião criado durante as eleições do ano passado, no famigerado congresso do Instituto Millenium, se desenvolvia, planejando na surdina os próximos ataques.

Cronograma, repercussão e coordenação de movimentos

A estratégia do grupo do Millenium parece óbvia: emparedamento do governo através de uma sessão de denúncias, intercaladas por intervalos de intensa repercussão das notícias, para criar a percepção de mar de lama no governo.

Para obter o efeito de manter o governo nas cordas, os atores reúnem munição contra ministros, em áreas críticas onde existe uma suscetibilidade histórica de maior nível de  corrupção. Como denúncias esparsas não provocariam a comoção que tentam gerar na população, foi criado um cronograma para o ataque. Durante o tempo em que se imaginava uma lua de mel da imprensa com o governo, a equipe de campo procurava pontos fracos, que eram armazenados para o momento do ataque.

As denúncias não se concentram mais em um veículo, para não criar a impressão de perseguição, portanto, um veículo apresenta uma denúncia que é repercutida pelos outros, que por sua vez adicionam novas denúncias referentes ao mesmo caso para mantê-lo em evidência. Quando sugam tudo que podem de uma denúncia, vem nova investida e o ciclo se repete. Nessa frente coordenada e bem ensaiada, já se passam mais de 90 dias de ataque ininterrupto contra o governo Dilma.

Vocês acreditam em coincidência? Que calhou dos casos acontecerem em seqüência temporal? Se vocês repararem bem, vão perceber que esse tipo de ataque já tinha sido usado antes, e com a prática se aproximam da eficiência que buscam.

Objetivos

Os objetivos principais do grupo do Millenium são: minar a popularidade de Lula para inviabilizar que ele seja uma opção eleitoral futura (a “herança maldita” repetida à exaustão) e destruir o governo Dilma, fazendo pegar uma imagem de corrupção desenfreada, como nunca vista antes. Há um discurso muito bem ensaiado no sentido de tentar responsabilizar Lula pelos casos recentes, com uma persistência notável. Julgam que sua tarefa mais difícil é derrubar Lula do seu patamar de aprovação, meta que não conseguiram durante os seus dois mandatos, até porque, diferente de agora, o presidente tinha espaço para se defender.

Infelizmente o governo está sem um canal de comunicação direta com a sociedade, falha ao deixar seus adversários acusarem sem contraditório e, até pouco tempo se orgulhava de uma suposta estratégia vencedora em que só apanhou no período. Felizmente, nas últimas declarações da Presidenta Dilma, ela deu sinais que “não se deixaria pautar”, o que mostra que alguns ajustes foram feitos.

O governo pode ser republicano e Dilma estadista sem precisar abrir mão da combatividade na luta política. Espera-se em uma democracia que o governo respeite seus adversários e exija que seja respeitado, mas não se esqueça que existem profundas diferenças ideológicas e programáticas entre o grupo que está governando e a oposição composta dos veículos de comunicação e seus partidos satélites. Adversário deve ser tratado como adversário, que o governo não demore a perceber isso. Acho que chegou a hora da Presidenta partir com tudo para cima e mandar o Paulo Bernardo desengavetar a lei dos meios.

Fonte da imagem ilustrativa: http://www.uvw.com.br/quem_somos.html

Siga o autor no Twitter!

Switch to our mobile site