fev 262008
 
Está ainda muito recente em nossa memória o bombardeio midiático que o senador renan calheiros recebeu recentemente, em função de ter emitido notas frias para prestação de contas da fonte de recursos que pagaram as pensões e demais pagamentos feitos à jornalista que com ele teve um filho.

Na ocasião em que esse tipo de expediente era tratado pelo PIG como um crime, a rede globo enviou a Alagoas, equipes de reportagem que fuçou pessoas jurídicas que teriam emitido as notas frias ao Renan, pela venda de gado para abate. Cabe ressaltar que eu em nenhum momento vou criticar o direito da imprensa em denunciar tais fatos, e pelo contrário, eu saúdo sempre que a imprensa procura fazer um papel fiscalizatorio em relação as ações de agentes do executivo, legislativo e judiciário, seja em que esfera de governo for, e eu condeno renan desde que foi da tropa de choque do Collor e depois ministro da justiça do FHC, mas achei a ação do PIG meio desproporcional, até porque infelizmente é muito comum esse expediente partindo de políticos, estando os nossos tribunais com muitos casos semelhantes, porém com nenhum interesse do PIG. Mas até aí tudo bem porque vale o argumento de que o Renan era presidente do congresso, portanto o terceiro da linha sucessória.

Acontece que há poucos dias vazou um relatório da PF, dando conta do uso de notas frias da campanha presidencial de 2002 do atual governador de São Paulo, José Serra. As notas frias que foram rastreadas pela receita foram emitidas por empresas fechadas e/ou inidôneas, tendo o agravante sério de que uma das empresas, a Marka tinha sido de propriedade de um articulador tucano carioca, o ex-deputado Márcio Fortes.

Pergunto a quem interessar possa responder, qual seria a diferença do caso Serra/Marka/Fortes do caso Renan? se ambos tratam de assuntos que envolvem crimes siameses

A resposta está na coloração partidária…de todas as “co-irmãs” do PIG, a única que se prestou a comentar o assunto, e mesmo assim muito timidamente foi a FSP, e por quebrar a regra do silêncio recebeu em troca uma solene indiferença. Tudo bem, você vai dizer: “LEN, não seja tão ingênuo, você esperava que eles dessem o mesmo espaço?”, daí eu respondo que óbvio que não, mas o fato do JN nem mencionar o assunto chega a ser um acinte contra a nossa inteligência, uma afronta ao direito inalienável das pessoas de se informarem, pelo qual tais empresas receberam a concessão pública para funcionar. Eu só posso dizer que a política do “Bate em Chico e Alivia Francisco” está com toda a força. Eles já deram de ombros para a credibilidade mesmo, e faz tempo.

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fev 042008
 
Em 2001, o país enfrentou uma grave crise energética causada por anos de descaso do governo FHC com o setor. No auge do problema, evidenciado por uma estiagem que acontece no país de tempos em tempos, o Brasil assistiu perplexo o governo fracassado confessar que não tinha como fornecer a quantidade de energia que o pais precisava, e não era muito porque o país naquela época vivenciava uma crise econômica com crescimento pífio e sem uma demanda crescente que justificasse aquela crise. Foi por pura incompetencia dos tucanos que o país passou por tudo aquilo, que quem vivia no país sabe do que estou falando, com racionamento de energia e o pior de tudo, sobretaxa sobre a conta de luz, ou seja, os Brasileiros pagaram a conta da incompetência e irresponsabilidade do governo FHC. Irresponsabilidade e incompetência sim, pois o Brasil enfrentou aquele problema porque o governo não achou por bem investir em linhas de transmissão (passar cabo não tem inaugurção, como em hidrelétricas) e o país tinhas ilhas de energia, sem poder baldear para as áreas onde os reservatórios estavam baixos…não adianta colocar a culpa em São Pedro que não pode se defender, aliás é uma rotina os tucanos transferirem a responsabilidade pelos seus insucessos, assim foi com a economia, onde se culpou as crises internacionais pela fragilidade da nossa economia, que foi fruto de incompetencia administrativa.

Desde que iniciou o primeiro mandato do governo Lula, a nossa brava imprensa “isenta e imparcial” procurou de todas as formas conseguir marcar o governo lula com um carimbo de apagão porque senão em todas as eleições viriam as comparações e eles também teriam um motivo para criticar o governo atual. Só que faltou combinar com a população, que tem marcado na sua memória as contas de luz mais caras que tiveram que pagar pela incompetência do governo FHC, e as empresas que fecharam pela recessão da economia que acompanhou o apagão. É no mínimo achar que somos todos idiotas e vaquinhas de presépio achar que as pessoas poderiam fazer a comparação com o que aconteceu recentemente nos aeroportos, fruto de ascenção social de parte da população, que pôde finalmente viajar de avião, com o caos que o país viveu. Meio que no desespero, a imprensa fez uma campanha digna de marqueteiros políticos, e o governo tratou de trabalhar para resolver o problema que vinha do descaso das administrações anteriores do setor. A diferença, senhores jornalistas “isentos”, é que a população não pagou taxas extras como no verdadeiro apagão, nem ninguem da família perdeu o emprego por causa da recessão, pelo contrário nunca na história desse país, como gosta de dizer o presidente, se criou tantos empregos como agora. Percebem agora como é inglória a luta de vocês de tentar marcar nesse governo a pecha de incompetente deixada pelos antecessores, e que vossas senhorias querem a todo custo trazer de volta ao poder.

Como a situação foi voltando ao normal nos aeroportos e vendo que não conseguiriam colar suas críticas passaram a pegar qualquer mote que encontram pela frente, como os casos de febre amarela, que acontecem todo ano, mas que pela campanha imoral de desinformação na imprensa gerou mortes desnecessárias por revacinação e por pessoas que não visitariam a área de risco, que eu debito na conta das redações. Como viram que passaram dos limites em relação a febre amarela, passaram então a prever racionamento de energia, mesmo com o ministério de minas e energia e técnicos do setor afirmarem que isso não aconteceria.

Infelizmente eu tenho que reconhecer que vivemos um verdadeiro apagão, digno do apagão elétrico fruto da incompetencia administrativa dos tucanos: é o apagão da credibilidade. Hoje, sem nenhum escrúpulo, os maiores orgãos de imprensa usam de concessões públicas para fazer propaganda partidária velada, distorcendo fatos para atacar o governo lula ou escondendo fatos e abafando outros para proteger seus aliados. A nossa imprensa, que bate em chico e alivia francisco, caminha célere para o total descrédito pela população. E não adianta publicar pesquisa feita pelo telefone, porque as pessoas sabem que não é representativa, a maioria absoluta da população já percebeu que simplesmente não dá mais para confiar neles, basta ver que não elegem mais os seus aliados com tanta facilidade, pelo contrário, as redações tem amargado derrotas nas urnas.

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fev 032008
 
duas-carasA nossa imprensa tupiniquim tem apostado todas as suas fichas na radicalização político-partidário e tem arriscado a sua credibilidade, agindo de forma atabalhoada e sem escrúpulos na condução do noticiário, distorcendo alguns fatos e escondendo outros de acordo com seus interesses políticos. Ainda que consigam formar algumas opiniões ou encontrar ecos no meio de alguns poucos que querem muito acreditar no que dizem, cada vez mais pessoas, com discernimento, conseguem perceber que muitos órgãos de imprensa no Brasil abandonaram todo e qualquer compromisso com a verdade, a ponto de sonegar fatos relevantes porque poderiam contradizer suas críticas ou respingar nos seus aliados do PSDB e DEM.
Pois bem, vamos nos referir ao caso das tão comentadas recentemente contas “B” e cartões de crédito corporativo. Criados em 2001 pelo governo dos tucanos e o até então PFL, os cartões corporativos tinham a intenção de facilitar as despesas correntes de funcionários públicos a serviço do governo federal para pequenos gastos e compras dispensadas de licitação pelo valor e pela necessidade de agilidade do fornecimento de fundos para essas despesas. Só que durante os anos do governo antecessor só podiam ser fiscalizados pelo TCU, porque não existia o portal da transparência, criado em 2004 ja no governo lula, para dar mais transparência a esses gastos, colocando a maior parte deles na internet, excetuando-se alguns em que a preservação do sigilo dependia a segurança nacional, como os gastos da abin, PF, etc…sendo assim apenas nesse governo a nossa imprensa pôde ter acesso aos detalhes desses gastos, podendo exercer livremente o seu direito de criticar o governo, afinal presume-se pela democracia que é direito e até dever da imprensa cobrar dos governantes, estejam esses no poder atualmente ou não, pelas suas responsabilidades enquanto agentes do poder público. Foi então que a CGU, atendendo um apelo da Ministra Dilma Roussef, iniciou um levantamento para verificar os gastos do governo federal com cartões corporativos e contas “B” desde 2001, quando foi criado esses expediente. Eis parte do relatório da CGU (que pode ser lido na íntegra no endereço http://www.cgu.gov.br/Imprensa/Noticias/2008/noticia00508.asp):
“Enquanto em 2001 e 2002 os gastos do governo federal com suprimento de fundos (que envolvem o uso dos cartões corporativos e as chamadas contas tipo B) foram de R$ 213,6 milhões e R$ 233,2 milhões respectivamente, a partir de 2003 esse tipo de gasto foi significativamente reduzido, mantendo-se, nos últimos cinco anos, a média anual de R$ 143,5 milhões. Em 2003 as despesas com suprimento de fundos foram de R$ 145,1 milhões; em 2004 de R$ 145,9 milhões: em 2005 de R$ 125,4 milhões; no ano seguinte de R$ 127,1 milhões. No ano passado, em decorrência de algumas excepcionalidades, chegaram a R$ 176,9 milhões, ainda assim muito longe dos gastos registrados em 2001 e 2002. O crescimento dessas despesas em 2007 deveu-se à realização de dois censos pelo IBGE (censo agropecuário e contagem da população nos pequenos e médios municípios), às ações de inteligência da ABIN visando a segurança durante os jogos Pan-americanos e a intensificação das operações especiais da Polícia Federal. “
E não é que com raríssimas exceções o relatório da CGU foi ignorado e mandado as favas pela nossa brava imprensa, nos telejornais da globo o assunto dos cartões corporativos veio sem qualquer citação desses números ou cobrança de alguem que representasse o governo FHC. Chegaram até ao extremo de entrevistar o deputado Carlos Sampaio do PSDB, sem pedir qualquer explicação de como o governo do seu partido gastou tantos fundos em apenas 2 anos, sendo que em 2002 foram gastos quase o montante dos anos de 2005 e 2006 juntos. Todos nós sabemos que existe uma pressão muito forte nas redações para distorcer tudo para atacar o pt e o governo lula e esconder e abafar todo e qualquer fato que cause desgaste aos seus aliados do PSDB e DEM, mas será que não tem mais jornalistas com brios? será que o medo de perder o emprego faz esses profissionais que um dia fizeram o juramento da profissão descerem a um nível tão arriscado de manipulação da informação? eu temo pela nossa democracia.

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