Está ainda muito recente em nossa memória o bombardeio midiático que o senador renan calheiros recebeu recentemente, em função de ter emitido notas frias para prestação de contas da fonte de recursos que pagaram as pensões e demais pagamentos feitos à jornalista que com ele teve um filho.Na ocasião em que esse tipo de expediente era tratado pelo PIG como um crime, a rede globo enviou a Alagoas, equipes de reportagem que fuçou pessoas jurídicas que teriam emitido as notas frias ao Renan, pela venda de gado para abate. Cabe ressaltar que eu em nenhum momento vou criticar o direito da imprensa em denunciar tais fatos, e pelo contrário, eu saúdo sempre que a imprensa procura fazer um papel fiscalizatorio em relação as ações de agentes do executivo, legislativo e judiciário, seja em que esfera de governo for, e eu condeno renan desde que foi da tropa de choque do Collor e depois ministro da justiça do FHC, mas achei a ação do PIG meio desproporcional, até porque infelizmente é muito comum esse expediente partindo de políticos, estando os nossos tribunais com muitos casos semelhantes, porém com nenhum interesse do PIG. Mas até aí tudo bem porque vale o argumento de que o Renan era presidente do congresso, portanto o terceiro da linha sucessória.
Acontece que há poucos dias vazou um relatório da PF, dando conta do uso de notas frias da campanha presidencial de 2002 do atual governador de São Paulo, José Serra. As notas frias que foram rastreadas pela receita foram emitidas por empresas fechadas e/ou inidôneas, tendo o agravante sério de que uma das empresas, a Marka tinha sido de propriedade de um articulador tucano carioca, o ex-deputado Márcio Fortes.
Pergunto a quem interessar possa responder, qual seria a diferença do caso Serra/Marka/Fortes do caso Renan? se ambos tratam de assuntos que envolvem crimes siameses
A resposta está na coloração partidária…de todas as “co-irmãs” do PIG, a única que se prestou a comentar o assunto, e mesmo assim muito timidamente foi a FSP, e por quebrar a regra do silêncio recebeu em troca uma solene indiferença. Tudo bem, você vai dizer: “LEN, não seja tão ingênuo, você esperava que eles dessem o mesmo espaço?”, daí eu respondo que óbvio que não, mas o fato do JN nem mencionar o assunto chega a ser um acinte contra a nossa inteligência, uma afronta ao direito inalienável das pessoas de se informarem, pelo qual tais empresas receberam a concessão pública para funcionar. Eu só posso dizer que a política do “Bate em Chico e Alivia Francisco” está com toda a força. Eles já deram de ombros para a credibilidade mesmo, e faz tempo.

