| Maracarthu Virgílio |
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O Brasil vem se sentindo Agredido e ultrajado Em função da pajelança Que se instalou no Senado, Com mil escândalos profundos Onde se vê sugismundos Criticando o mal lavado. 02 Já está passando de um mês De trocas de acusações. Cretinos criticam crápulas, Capos pré-julgam ladrões… Cafajestes e canalhas Vão se enroscando nas malhas Das suas próprias prisões. 03 Longe de mim, defender Sarney, destes Catilinas, Que extirpam os ventres das Suas próprias ‘agripinas’, Já que engatam as próprias rés, E atiram nos próprios pés Pisando as próprias propinas! 04 É o caso de Virgílio, Esse espírito de urubu, Vaca louca de presépio, Bibelô, “Maraca(r)tú” Cadente estrela sem brilho Que, igual ao próprio filho, É um reizinho que anda nu. 05 Esse príncipe do apito, Corneta, chocalho e bombo Quanto mais atira em outros Mais provoca o próprio tombo; Quanto mais fala besteira Mais o cipó de aroeira Volta-se pra o próprio lombo. 06 Ultimamente, por que Não conseguiu um emprego Para a esposa do amigo Fez grande desassossego… ‘Rebucetê’ temerário Fazendo em pleno plenário Mil sessões de descarrego… 07 Ele saiu atirando Contra tudo e contra todos E quanto mais ele expôs Dos outros, lamas e lodos, Mais apareceram as suas Trambiqueiras falcatruas E os seus pecados e engodos. 08 E ninguém venha dizer Que o bizarro senador Faz esse salseiro todo Com fim moralizador, Mas porque Agaciel Tirou a taça de mel Do seu lábio usurpador 09 Na verdade, na verdade Já prevalece outra tese Que diz que todo este ‘auê’ É bom que se meça e pese Que é só porque sua Aspone De nome Vânia Maione Viajou na maionese… 10 Maione, pra quem não sabe, É a esposa de Homero Aquele que Arthur Virgílio Quando solta o lero-lero Diz nas conversas mais tontas Que é ele quem paga as contas Do seu cartão saldo zero! 11 Vânia era quem dirigia Um tal de ILB Instituto Legislativo Brasileiro (não sei quê)… Uma dessas sinecuras Que sempre abrigam figuras Do tal PSDEMB. 12 Como aquela que engordava A Luciana Cardoso, A filha de FHC Que tinha um cheque pomposo Na sombra de Heráclito Fortes Só para cuidar dos cortes Do seu cabelo charmoso. 13 Esse mesmo Arthur que diz Que quer o Brasil nos trilhos Emprega em seu gabinete O maridão e três filhos De Vânia Maione que No tal do ILB Engordava os seus novilhos. 14 E como se não bastasse Ter essa “Grande Família” Mamando nas tetas públicas, Nem todos vivem em Brasília… Um deles vive em Paris Pois pra os dele, já se diz: Virgílio não quer vigília! 15 Carlos Alberto de Andrade Nina Neto é o rapaz Que o senador moralista Liberou tempos atrás Para estudar em Paris E esse crápula infeliz Diz que é direito demais. 16 Nina Neto ficou lá Entre estudo e curtição Quatro mil euros por mês Engordando seu saldão; O pimpolho se formando E a sua conta pesando No erário da nação! 17 E ainda tem outra turma Em Manaus sem trabalhar, Um professor de Jiu-Jitsu Para ao Virgílio ensinar Tudo quanto é golpe baixo Pra ele pensar que é macho E a Lula ameaçar. 18 Pois bem, esse Arthur ‘Vigia’ Que usa estilo trator Condenando o Caixa 02 Que ao PT deu dissabor Recebeu, não se ignora, 40 milhas por fora Pra se eleger senador. 19 Esse mesmo “Errei Arthur” De maneira endiabrada Defendeu lá no Senado, Do seu filho a presepada Que em Euzébio, Ceará, Andou mostrando por lá, O Bumbum pra delegada! 20 Esse filho mal criado Que o paizão joga confete Na praça pública de Euzébio Com arrogância e topete Para um casal virou fera Por não dizer-lhe onde era O Cabaré da Tia Bete. 21 Quando a notícia espalhou-se Como de pólvora um rastilho, Na tribuna do Senado Arthur Rinchou num estribilho: Eu dou uma surra urgente No homem que é presidente Se mexerem com meu filho… 22 Foi o mesmo Arthur Virgílio, Que adora CPIs Que agiu como carrasco, Da dos Pedófilos, pois diz A Wikipédia, e eu li Que arrancou da CPI Seu amigo Omar Aziz. 23 Esse Omar, é seu colega, Foi vice-governador, Prostituía menores Em Manaus, sem ter pudor. E Arthur também fez mutretas Presenteando ninfetas Com jóias de alto valor. 24 Até pra cuidar da mãe Praticou atos nojentos Na conta de trinta mil Deu pra mais de vinte aumentos. Não quer que ninguém estranhe Que pra tratar sua mãe Gastou mais de setecentos! 25 E quando foi o prefeito De Manaus, o senador Foi forçado a devolver À União, o valor De cento e cinqüenta mil… Verba que tomou Doril Segundo o Corregedor! 26 E quando foi Secretário Geral de FHC Em camarotes privados Do Sambódromo fez “auê” Foi pra Comissão de Ética E soltou desculpa patética Mentindo de A a Z. 27 E quanto à grana emprestada Em Paris, tem-se a suspeita De que jamais foi quitada Nem declarada à Receita Com Agaciel foi grosso Mas a grana do seu bolso Foi por Arthur bem aceita. 28 Deu calote em Agaciel Sonegou tributação Parece até o provérbio: Ladrão que rouba ladrão… E foi descoberto agora Que nem a casa onde mora Foi declarada ao Leão! 29 Este falso paladino Continua impunemente Brigando contra a verdade Agredindo a nossa mente Massacrando a própria ética Com ameaça patética De bater no presidente. 30 É por isso que nas urnas Já se tornou rejeitado Só tirou cinco por cento Pra o Governo do Estado. Jamais será reeleito E o filho nu, pra prefeito, Foi o quinto colocado… 31 O engraçado é que a mídia Dá espaço ao que ele diz Não denuncia os trambiques Notórios deste infeliz Nem dessa corja que grassa, Que degrada e que desgraça A moral deste País. 32 Mas na lixeira da História No futuro hei de encontrar Virgílio junto a Gilmar, Agripino e toda a escória Do MaracARTHÚ atômico Esse time tragicômico, Essa carrada de antas Que o PIG pauta e escuta Regidos pela batuta Do capo Daniel Dantas! Crispiniano Neto é poeta |
Fonte: pt.org.br

