A recente operação da polícia federal denominada “Caixa de Pandora” provocou um tsunami que vai muito alem das fronteiras do Distrito Federal. Já considerado o caso de corrupção mais documentado com vídeos e gravações de todos os tempos no Brasil envolvendo um governador e seu vice, o escândalo de distribuição de dinheiro de propina pagas a integrantes do governo do Distrito Federal, e repassados a políticos, não abala apenas a cúpula do Governo local, nem se restringe ao DEM, ele atinge o projeto de volta ao poder do consórcio formado pelo PSDB e os satélites DEM e PPS.
A oposição já atordoada pela popularidade inabalável do presidente da república, mesmo depois do desgaste de 7 anos de governo e com imprensa jogando contra o tempo todo, ainda enfrenta a dificuldade da falta de discurso e propostas para o país, alem dos prognósticos de crecimento e otimismo na população, que dificulta o convencimento da necessidade da mudança do grupo político que está governando. Sendo assim, passaram a se agarrar na criação de factóides para tentar colocar a pecha de corrupto no governo atual, em uma tentativa desesperada que mostra a falta de confiança nos seus candidatos.
Mas aí o que acontece? além do fracasso de seus factóides, que diferente dos casos de corrupção desvendados pela PF repletos de provas, se baseiam em depoimentos não confiáveis de pessoas que alimentam os mais diversos rancores e recalques do governo e seus membros, ainda tem, de forma ienquívoca e regular, vários escândalos de corrupção e cassação em governos e prefeituras governados por políticos e senadores do PSDB e DEM, como foi no caso Yeda Crusius, Beto Richa, Cássio Cunha Lima, Expedito Júnior, e agora o Arruda.
Pela disposição inicial do Arruda de resisitir ao inevitavel, até porque não há como contestar as imagens, esse assunto vai se arrastar por meses, entrando em ano eleitoral e a chaga do DEM vai estar exposta a sociedade. Como uma chapa do PSDB e DEM, que não tem como usar outro discurso, vai falar sobre corrupção, com uma ficha corrida de escândalos sucessivos como os que aconteceram com seus políticos. Esse dois partidos, mesmo reduzidos a poucos governos estaduais distritais, conseguiram ter escândalos graves em quatro: Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Paraíba, Alagoas, fora os que são abafados em Minas Gerais e São Paulo.
Essa é mais uma cruz que a oposição vai ter que carregar nas eleições do ano que vem, mesmo que a imprensa tenha apetite moderado no caso, acaba de vez com os planos de se tornarem paladinos da ética para a população, como diz o PHA: “bye bye Serra 2010″
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