Archive for: fevereiro 2010

Datafolha: Números começam a projetar realidade

Acabo de ler, alertado que fui pelo amigo Francisco Ávner, os números que o Datafolha divulgou, através do UOL, sobre a mais recente pesquisa de intenções de voto para presidente da república. Não sou assinante porisso peço para quem tenha acesso aos números completos que nos traga as informações. Pelo que foi divulgado (apenas os números de Serra e Dilma sem citar os outros candidatos) apesar de precárias as informações, podemos notar que esses números (32 x 28) estão bem mais próximos dos que foram apurados no início do mês pelos Instituos Sensus e Vox Populi, se distanciando dos números divulgados há poucos dias pelo IBOPE, deixando ainda mais suspeitas sobre aqueles nebulosos resultados. Os resultados suspeitos do IBOPE serviram para várias manipulações onde os analistas Serristas comparavam pesquisas de instituto diferentes para dizer que Dilma tinha parado de crescer e que Serra se recuperava, como comentamos e mostramos exemplos no post Os animadores de torcida. A suspeição sobre a pesquisa IBOPE foi registrada no post Montenegro dá sobrevida à candidatura Serra.

Os números do Datafolha explicam ainda o aumento do desespero visto nas hostes tucanas nos últimos dias que cuminou com um lançamento humilhante de um manifesto onde os tucanos imploram pela caridade do Aécio em abdicar do seu projetos pessoais para aceitar ser vice de Serra, o que é uma “bandeira” que nem eles acreditam mais que o Serra sózinho possa vencer Dilma, ou na tentativa atabalhoada da Folha em tentar arrumar um escândalo com a ELETRONET e associá-lo à ministra Dilma, ou com a revista Isto é  que tentou envolver o Fernando Pimentel no valerioduto, só porque ele é coordenador de campanha da ministra.

Essas informações que nos chegam apenas através dessas pesquisas divulgadas são constantemente monitoradas pelos partidos, que possuem seus métodos de aferição que são realizadas com bastante frequência, os chamados “trackings”, porisso que deerminadas reações só são explicadas depois que as pesquisas vem à tona, portanto conforme eles vão percebendo que a diferença Serra – Dilma vai diminuindo, os ataques se intensificam.

Esses números só confirmam a posição do Blog de que o Serra vai amarelar e desistir de disputar a presidência até o final de março. Ele pode até nos contrariar e não desistir, o que não acredito, mas até lá a Dilma já vai ter ultrapassado, se já não o ultrapassou.

O “X” nas pesquisas está mais perto do que nunca.

Atualizando às 22:00 horas

Outros números importantes:

Sem Ciro, vantagem de Serra para Dilma cai para 7 pontos (38 a 31) e acaba de vez com o discurso que se Ciro sair da disputa é pior para Dilma pois Serra ganharia no primeiro turno. Premissa desmentida pelos fatos.

A rejeição de Serra já ultrapassou a da ministra (25 a 23), o que se aproxima mais da realidade.

Vantagem de Serra no segundo turno é igual a do primeiro turno: 4 pontos (45 a 41).

A coisa tá feia para o lado do Serra. Até a ficha do blogueiro, que é seu cabo eleitoral número 1, já caiu como pode ser verificado aqui.

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Jabor faz o jogo sujo da Globo

Prova viva que Globo não é imparcial

O “editorial” diário do telejornalismo da Rede Globo, Arnaldo Jabor faz um tipo de vale-tudo eleitoral da emissora. Em artigo eletrônico diário exibido diariamente pelo Jornal da Globo, Jabor defende, sem nenhum pudor de ser acusado de sectário, todos os ideários dogmáticos e atrasados de uma elite carcomida que se debate por não mais eleger seus preferidos. Jabor usa um sarcasmo que ele mesmo acha engraçado, mas no fundo um brilho de ódio no olhar mostra que o espírito ali não é de critica bem-humorada, mas uma apologia ao preconceito com o uso de ofensas, insinuações e chavões pre-históricos. A Rede Globo que faz propaganda enganosa afirmando ser isenta e imparcial, finge que não percebe o fla-flu partidário que Jabor alimenta todos os dias.

Ontem ao comentar a morte de um opositor ao governo de Cuba, Jabor dirige ofensas gratuitas ao presidente da república sem nenhuma cerimônia. Esse é o jornalismo isento e imparcial da Rede Globo, permitir que um de seus analistas políticos agrida o presidente da república como se fosse um político da oposição? Isso é exercer imprensa livre para essas pessoas?

No site da globo.com, eles ainda tiveram a cara de pau de dizer que Jabor só criticou o Raul Castro. Confira aqui.

Quarta-feira, 24/02/2010

O comentarista Arnaldo Jabor criticou a afirmação de Raúl Castro, que disse que o dissidente cubano morreu por causa dos EUA. Para ele, só as versões mentirosas ou demagógicas são verdadeiras.

No comentário visto no vídeo acima Jabor parecia ser um ferrenho defensor das liberdades democráticas contra a sofrida oposição Cubana. Tudo muito lindo para se mostrar, mas veja o malabarismo intelectual desse senhor para defender o golpe em Honduras. Aí pouco importa se foram fechadas rádios e TV, dane-se a liberdade de imprensa se ela se voltar contra golpes militares. Ditadura? Não, Honduras foi golpe branco, ditadura é quando a esquerda chega ao poder pelas urnas, enfrentando poder de grupos pequenos que dominam por muito tempo como cartéis as empresas de comunicação desses países. O interessante é mostrar assim a forma escrachada das incoerências desse pessoal, o quanto eles são maleáveis no conceito de democracia, conceito esse que para eles está associado com a coloração ideológica do governo, se for de esquerda é ditadura, se for de direita é democrata, inclusive se forem oriundos de golpes militares. Reparem no vídeo abaixo que em um exercício de elasticidade moral Jabor alega que Zelaya não é democrata por….mexer na constituição para se reeleger…assim como o seu amigo FHC fez aqui no Brasil, mas Jabor se esquece de FHC e cita quem? Chavez…

Peço desculpa aos  nossos amigos, mas eu vou me esquivar de emitir opiniões pessoais sobre esse senhor, apesar de ter tantos brios como vocês eu não quero ser acusado de apelar para desqualificações, mas não poupo a Rede Globo de Televisão que mente aos seus telespectadores ao alegar isenção no jornalismo. Entendo ser jogo sujo estimular a baixaria, essas agressões não são criticas de um imprensa livre, isso não é o tipo de debate que o país quer, e não é só o Jabor, os editoriais insistentes se assemelham a panfletos partidários. E ainda tem o agravante de dar espaço a alguém que moralmente deveria se sentir impedido de comentar política porque segundo denúncias veiculadas pelos blogs independentes, sua mulher presta serviços de consultoria para José Serra, caracterizando no mínimo falta de ética, como pode ser lido nesse post do Azenha. Os dois vídeos falam por si. Esse é o tipo de malabarismo e apelação que vamos ver muito ainda nesse ano.

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O Discurso limonada sem limão (resposta ao @AlonFe)

O blogueiro Alon Feuerwerker, cujo trabalho nutro respeito por tentar fazer uma linha imparcial do tipo bate em Chico e em Francisco, no melhor estilo Gaspari de ser, escreveu um artigo chamado Limões, discursos e limonadas em que afirma em resumo não reconhecer qualquer vitória da diplomacia brasileira nos últimos sete anos e que tudo que esse governo tem a apresentar em matéria de vitória na política externa são segundo suas próprias palavras, os prêmios recebidos por Lula, as reportagens favoráveis, e os salamaleques a ele dispensados. Respeitando a opinião do jornalista, escrevo um texto questionando a sua análise e argumentos.

Para justificar seus argumentos, Alon questiona seus leitores perguntando qual seria a vitória material, concreta da diplomacia brasileira no governo Lula. Confesso que é a primeira vez que ouço falar em materialidade em questões diplomáticas. O que seria isso? Não, o jornalista não cita disputas bilaterais na OMC, porque poderíamos imaginar que uma decisão da corte da Organização Mundial do Comércio poderia ser vista como uma concretude de vitória diplomática. Não o blogueiro não citou as vitórias na escolha da sede olímpica e da Copa do Mundo. Então, o que diabos seria uma vitória material em assuntos diplomáticos?

No corpo do texto o jornalista cita o que para ele seriam vitórias “concretas”, sendo que todas elas são inequívocas questões de interpretação, não tendo nada de materiais, e tomamos como exemplo os casos  que ele citou de Russia e China. Eu que acompanhei com certo interesse a discussão dos escudos antimísseis na Europa não entendi qualquer vitória Russa, e nem percebi essa versão no noticiário internacional. No caso, o ato de agressão contra os países da região foi americano e mesmo tendo razão a Rússia teve que negociar apoio para pressionar o Irã, parceiro estratégico russo contra o expansionismo americano travestido de guerra ao terror, mas o jornalista viu como uma vitória russa, do seu direito. Quanto à China, Alon faz a maior salada, cita dois casos antagônicos como acordos comerciais sino-americanos com o encontro de Dalai Lama com Obama (?????). Como o Alon é inteligente eu presumo que ele citou o encontro não como uma vitória da China, mas como uma resposta do Governo americano ao público interno que o estava criticando pelo acordo (?!?!?!?!) afff…O Governo americano cedeu em questões comerciais simplesmente porque depende do comércio com a China, não está em situação confortável para dispor dessa relação comercial, a China nesse caso vence por ter cacife, e não por ter estratégia diplomática correta, e isso sem querer desmerecer a diplomacia dos chineses.

Ao relacionar as “derrotas concretas” do Itamaraty, Alon cita casos em que cabem várias interpretações, por exemplo, Honduras, a posição do Brasil foi referendada por quase uma unanimidade, até os EUA que tinham interesse no que aquele golpe representava não questionou. A nossa imprensa tem todo o direito de ter sua própria visão dos fatos, mesmo não tendo fora do país (com exceção da mídia pró golpe de Honduras e de alguns jornais conservadores americanos) qualquer respaldo pelo seu posicionamento exarcebadamente crítico em relação a postura brasileira, o que não pode é simplesmente decretarem, porque se auto-referenciam e se repetem até que eles mesmos acreditem que suas versões são a única e inquestionável verdade, que não há contestação possível ao que eles definem ser um fracasso, não é verdade, o Alon sabe que há contraditório e quem defende as instituições democráticas independente da coloração partidária do governo, tem que reconhecer no mínimo que as intenções foram as melhores e que se o final não foi o desejado, pelo menos o governo brasileiro não fez o papelão sugerido pelos críticos de entregar um presidente deposto a um governo golpista, esse sim seria um motivo de vergonha para ficar na história. Para concluir o blogueiro decreta que Lula e a diplomacia Brasileira foram derrotados no acordo de Doha. O que o Alon não explicou: qual foi o consenso mundial nos últimos tempos que justifique que o fracasso da rodada de Doha possa ser creditado à fraca atuação diplomática brasileira. Em vez de criticar nesse caso, acho que ele acabou evidenciando a protagonização brasileira. Só não chegou ao extremo de dizer que o motivo para não haver acordo na conferência climática foi culpa de Lula.

Sinceramente, acho que a imprensa tem dever de criticar o governo Lula, mas em determinadas situações onde o argumento é fraco geralmente se força a barra. Existem alguns pontos no governo Lula que podem ser motivos de críticas justas e embasadas, como por exemplo, a área da saúde e outros serviços disponibilizados, agora dizer que a diplomacia brasileira não tem uma vitória para mostrar é se recusar a enxergar. Lula e o Itamaraty tiraram o país da irrelevância e adesismo automático para uma posição de contraponto aos EUA, sem os radicalismos de Chávez, apontando um caminho novo a ser seguido sem o confronto verbal e sim com posições firmes que deram a política externa brasileira uma cara que nunca teve.

Não reconhecer o belo trabalho diplomático feito para convencer os membros do comitê olímpico internacional que o Brasil poderia sediar uma olimpíada é desmerecer um belo trabalho. O Alon deveria seguir o conselho do Ministro Joaquim Barbosa e sair às ruas e perguntar ao brasileiro se ele ainda tem aquele complexo de vira-latas do tempo em que autoridade tinha que tirar os sapatos para entrar nos EUA ou do presidente que vestia fardão para agradar a rainha da Inglaterra ou que discursava em língua estrangeira como um colonizado obediente para delírio da elite tupiniquim e desespero de quem tinha ainda alguma vergonha. Talvez ele perceba o que mudou.

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Os rábulas dos DEMos

Por DiAfonso*
(Clique na imagem para ampliá-la)

Em matéria publicada hoje, na página 4 de Política do Jornal do Commercio (Recife) [1], dois senadores do PSDB apareceram como advogados dos DEMos.

O primeiro foi Arthur Virgílio (AM), líder (?) tucano no Senado. Depois de um ostracismo imposto por suas “éticas” ações e pela imbecilidade de sua verborragia, eis que ele volta com a leseira de sempre.

O segundo a se apresentar foi Álvaro Dias (PR), com o “primor” de discurso que o tipifica. Só que, desta vez, o senador pelo Paraná se fantasiou de amnésico ou de um ser propenso à demência voluntária (não lhe avisaram que o carnaval acabou?). Essa amnésia e essa demência têm a ver com o que ele defendera, certa feita, a respeito do PT e que, na recente declaração, fez questão de esquecer. Leiamos as pérolas dos rábulas:

“O DEM tomou atitudes, quem não tomou foi o PT, que absolveu os seus mensaleiros. Acho que a eleição tem um outro jogo que começa agora, que não é favorável à Dilma (Rousseff, pré-candidata do PT)” (Arthur Virgílio, “Defensor” contratado pelo DEM)

Sobre o mensalão do DEM no GDF, a cassação do mandato (suspensa) do prefeito de São Paulo – Gilberto Kassab – e da não-interferência desses episódios na candidatura tucana, disse o outro “Defensor” contratado pelo DEM, Álvaro Dias:

“Só haveria contaminação se não houvesse uma ação vigorosa do partido (DEM). Quando um partido age vigorosamente, elimina a hipótese de contaminação. Condenar a instituição pelos erros de alguns não é honesto.”

Mas não fora esse o raciocínio do Senador Álvaro Dias em entrevista publicada no Vote Brasil, em 17/06/2006:

“PT apostou em um projeto de poder de longo prazo e para isso usou a corrupção para se financiar e cooptar parlamentares. Isso ficou comprovado nas investigações feitas pela CPMI dos Correios, pela Polícia Federal e pelo Ministério Público.” [2]

Conforme trecho da entrevista, só temos que concordar com o Senador: “Condenar a instituição pelos erros de alguns NÃO É HONESTO”. Há de se perguntar: porque, na entrevista, há a expressão “PT” e não parlamentar A ou B?

Cabe, aqui, questionar: a “honestidade” a que se refere o parlamentar paranaense é por estação? É de veneta?

Sinto dizer-lhe, senador: o senhor NÃO FOI HONESTO na entrevista…

*Editor-geral do Terra Brasilis

[1] Título da matéria no JC: “PSDB minimiza danos a José Serra”.

[2] Entrevista do Senador Álvaro Dias ao Vote Brasil, AQUI.

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Las Malvinas son argentinas

O professor Marco Aurélio Garcia já tinha dado o tom da posição brasileira em relação aos novos acontecimentos do embate histórico Argentina x Reino Unido em relação às ilhas Malvinas. Em entrevista a um canal de televisão Marco Aurélio reafirmou que o governo brasileiro entende que as Ilhas Malvinas pertencem à Argentina.

Hoje na reunião de cúpula dos países latino-americanos e caribenhos o presidente Lula fez duro discurso defendendo a soberania da Argentina sobre as Malvinas e atacando a falta de posicionamento da ONU e do seu conselho de segurança sobre o assunto, lançando a acusação que agia dessa forma apenas pelo fato da Grã-Bretanha ocupar acento permanente no mesmo conselho. Lula disse ainda que não conseguia entender como a ilha poderia não pertencer à Argentina e perguntou qual a explicação geográfica para as Malvinas pertencerem a um país situado a 14 mil quilômetros de distância. A cúpula aprovou ainda moção de apoio à Argentina por unanimidade, até o Uribe concordou.

A confusão nesse momento não se dá por disputa de soberania, mas pela reclamação da Argentina pelo fato da Grã-Bretanha começar a explorar petróleo nas ilhas sem a autorização da primeira, quebrando resolução da ONU, que foi promulgada em um acordo entre os dois países, e que agora está sendo ignorada pelo Reino Unido. A resolução possui uma cláusula que qualquer decisão referente às ilhas deve ser autorizada pelos dois governos, ou seja, consenso que não houve nesse caso.

Então, se a disputa entre a Argentina e a Grã Bretanha é sobre exploração porque o governo brasileiro fala de soberania e entrega definitiva das Ilhas ao país irmão? Na argentina, essa afronta dos britânicos tem reacendido o nacionalismo e orgulho daquele povo que sofreu muito com os mortos, feridos e a baixa estima pela perda da guerra nos anos 80. Os nossos “hermanos” entendem que é hora de retomar essa discussão.

E o Brasil, o que tem com os problemas argentinos? O Brasil é um líder regional. Interessa ao Brasil, e isso que a imprensa não mostra quando critica a postura brasileira no relacionamento com os vizinhos, fortalecer a região porque um líder de uma região fraca não tem voz. Além disso, recentemente os países do norte têm dado sinais que agora estão nos observando atentamente. A reativação da quarta frota da marinha americana e a ativação de bases americanas na Colômbia são alertas para que os países da região se fortaleçam antes que os outros arranjem um motivo para invadir um país vizinho, porque o real motivo deles é destruir essa unidade porque lhes interessa a fragmentação.

Já está na hora dos países latino-americanos e caribenhos se reunirem de forma efetiva a ativar uma força de defesa única composta das forças armadas de cada um desses países. A intenção não é ser um concorrente ao imperialismo americano, mas se defender de atitudes hostis e fazer um contraponto à OTAN e ao conselho de segurança da ONU, que é claramente influenciado pelos interesses americanos.

Ninguém pode mexer com os argentinos além de nós, seus rivais históricos no futebol. Fora das quatro linhas, nós como irmãos maiores temos o dever de defendê-los e apoiá-los nas questões internacionais, quando não for contra o Brasil é lógico. Fora Grã-Bretanha, as Malvinas são argentinas. Por uma América latina forte.

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