mai 312010
 

O estado criminoso de Israel dá mais uma prova ao mundo que é um país fora da lei, que continua afrontando a ONU e todos os tratados internacionais.

Hoje de madrugada, cometeu mais um crime contra humanidade atacando militarmente um comboio de navios que trazia ajuda humanitária aos palestinos que vivem na Faixa de Gaza, vítimas de um bloqueio criminoso de Israel que já dura três anos.

Foram mais de 15 ativistas assassinados por uma intervenção covarde e ilegal ainda em águas internacionais. O mundo ainda está atônito em descobrir até onde pode chegar à ousadia de um estado que não se acha no dever de respeitar nem organizações de ajuda humanitária.

Em Gaza, Israel já tinha cometido crimes bárbaros como atacar escolas de crianças palestinas, usar armas químicas proibidas para áreas residenciais como o fósforo branco e de se recusar a deixar passar equipes da cruz vermelha levando medicamentos e comida aos feridos.

Antes que os mal-intencionados me chamem de anti-semita, gostaria de dizer que tenho repulsa ao nazismo e aos horrores que foram cometidos por seus seguidores, mas sinceramente, o sionismo é tão repulsivo quanto. As atrocidades que Israel comete contra os palestinos não são menos ultrajantes que as atrocidades que os nazistas cometeram contra os judeus.

O Hipócrita

Por desconhecimento eu cheguei um dia a nutrir algum respeito pelo neocon Alon Feuerwerker, tinha lido alguns de seus textos que fugiam um pouco do mais do mesmo da opinião única. Não sei se por conhecer melhor seus textos ou por ele ter mudado, agora posso ver que é mais um que não merece respeito ou que se perca tendo lendo os seus textos.

Não sei se Alon é judeu e coloca suas convicções religiosas à frente das suas opiniões. Nada contra ser Judeu, sou agnóstico, o problema é quando o dogma arrasta consciências.

Alon se especializou em escrever sobre política internacional, pelo menos tem sido o tema principal do seu blog. Cultiva a tendência da velha mídia em vilanizar inimigos de Israel e EUA, e de sobra desancar a diplomacia Brasileira do Governo Lula, daí sobra para os nossos vizinhos.

Hoje em seu blog, depois de toda repercussão do massacre cometido por Israel, ele escreve um post sobre o Irã, os inimigos de Serra na América do Sul e a Coréia do Norte e aquele bla bla bla de sempre do risco do Brasil em não fazer o papel de colonizado obediente que sempre fez frente aos EUA. O blog que só fala em política internacional ignora um fato noticiado incessantemente em todas as agências internacionais de notícias.

Quando o PT justamente condenou o massacre de Israel em Gaza, assim como fizeram várias organizações no mundo todo, Alon correu para chamar o PT de anti-semita – O antissemitismo, o pragmatismo e o horror da guerra. O que? Que Horror! Denunciar os crimes bárbaros de Israel só pode ser coisa dos adoradores de Hitler.

São por essas e outras que o jornalismo tupiniquim se transformou em lugar comum a todo tipo de hipócrita, que condenam os outros pelos crimes da sua própria consciência.

Ahmadinejad é maluco, comete arroubos verbais que fazem com que perca a razão perante o mundo, mas o Irã nunca atacou comboios humanitários. O Irã não provoca vizinhos atacando fora de suas fronteiras. O Irã não massacra populações indefesas de outros países. Os mesmos que demonizam o Irã agora estão de bico calado.

Por Paulo Roberto Stockler:

O pior que esse cara se anuncia como de esquerda, no blog…

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mai 312010
 

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton tem revelado uma postura de busca de confronto e demonização de países considerados adversários às pretensões americanas que deixaria com inveja do ex-presidente americano George Bush ao republicano mais conservador.

Obama e Hillary fazem uma política conhecida no Brasil, muito corriqueira na polícia corrompida, que é chamada de “policial bom e policial mau”. Na prática, o policial mal assusta e ameaça e o policial bom minimiza e dá a saída mais fácil para a vítima e conveniente para os policiais.

Hillary morde e Obama assopra. Para sustentar a pose de estadista que prometeu mudanças, mas que não tem vontade nem força política para realizar, Obama usa Hillary para fazer o trabalho sujo utilizado para acalmar os conservadores reacionários sedentos por sangue e o lobby da industria de material bélico, que precisa de guerras para desovar suas produções.

Enquanto posa de líder que quer mudar o mundo, Obama autoriza Hillary a demonizar o Irã e a Coréia do norte, a meter o bedelho na Venezuela, a enviar frotas de navios de guerra para criar mais tensões em áreas que historicamente já são explosivas, a  boicotar negociações que evitem conflitos maiores, a desrespeitar a diplomacia de países que não se alinhem automaticamente aos interesses americanos.

Obama é uma fraude, uma peça de propaganda enganosa que criou falsas esperanças no mundo todo. Acabou se saindo não muito diferente do seu antecessor que conseguiu a proeza de aumentar o ódio contra americanos no mundo inteiro, algo que não se imaginava ser possível.

Hillary é uma mulher perigosa, muito mais que Condoleezza Rice porque em suas feições podemos perceber uma fisionomia tensa, maquiavélica, cheia de ódio e ressentimento, de quem parece prestes a perder o controle emocional, diferente da Mrs. Rice, que apesar das maldades do Bush, sempre aparecia sorrindo.

Hillary convenceu Obama que estimulasse o Brasil a tentar negociar com o Irã. Acostumados a negociação na base da faca entre os dentes, onde o outro lado sempre tem que sair com o rabo entre as pernas, nunca passou pela cabeça dela que o presidente Lula, sem ter um arsenal bélico para intimidar, pudesse ter argumentos para convencer o Irã a caminhar pela trilha da negociação diplomática.

Acharam que fechadas as portas para o Brasil eles poderiam dizer que a única saída seria atravé de sanções, o primeiro passo para a invasão. Sim, porque nem o presidente nem a população iraniana vão aceitar negociar com a faca no peito. Com o sucesso da negociação que contou ainda com a ajuda da Turquia, os americanos viram sua estratégia principal ir para o espaço.

Ao perceber que perdeu, em vez de simplesmente se resignar a uma decisão do qual não tem ascendência e apoiar o óbvio, Hillary passou a se portar agressivamente, com arroubos diplomáticos contra  países que só entraram na discussão para ajudar a encontrar uma saída pacífica, e que a princípio foi estimulada pelos próprios EUA, o que evidencia ao mundo que a opção pela solução negociada nunca foi desejada pelos americanos.

Nem Bush sustentou essa política de destruição de opiniões divergentes como faz Hillary, tanto que mesmo com a posição brasileira contra a invasão do Iraque, Bush e Condoleezza jamais se dirigiram desrespitosamente à diplomacia brasileira, pelo contrário, seu relacionamento com o Brasil sempre foi considerado muito bom.

Freud deve explicar essa agressividade irracional de Hillary. Talvez essa postura de exterminador do futuro possa ter sido estimulada por um trauma que atende pelo nome de Monica Lewinski. Monica é um “fantasma” que não se apaga. A paz mundial é quem vai pagar pelas escapadelas de Bill Clinton enquanto era presidente.

Em “homenagem” a nova senhora da guerra, Legião Urbana interpretando a Canção do Senhor da Guerra.

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mai 302010
 

A candidatura Serra aderna a olhos vistos. Depois que foi ultrapassado por Dilma Roussef nas intenções de voto, os tucanos entraram em colapso.

A velha mídia se cala e é incapaz de fazer uma análise decente com medo de aumentar ainda mais o desânimo, mas com isso demonstram mais uma vez o quanto eles não estão comprometidos com a verdade, mas apenas com a versão que se não puder ajudar Serra que pelo menos não o atrapalhe.

Esse comportamento fica mais evidente porque recentemente, quando Dilma Roussef deixou o governo e passou a dar as primeiras entrevistas como pré-candidata, foi iniciada uma campanha coordenada para chamar de gafe qualquer manifestação da ex-ministra, insistindo na tese que a campanha de Dilma estaria inconformada com seu desempenho, usaram “offs” falsos até do presidente, que segundo eles teria sugerido mudanças na postura de Dilma diante dos microfones e em sua roupa.

Apesar da campanha de Dilma desmentir toda aquela insinuação, nós sabemos que esse pessoal leva a tese de Goebbels ao extremo e não importa o desmentido, a versão fantasiosa foi defendida até o final. Resultado: as pesquisas mostraram que, apesar da cantilena diária que seu desempenho ia mal, Dilma continuou a crescer.

Do outro lado, desde que anunciou que se candidataria, Serra vem tropeçando várias vezes em entrevistas, sugeriu a criação de ministério em uma área que já existe no governo, demonstrou mau humor e respondeu bruscamente a alguns jornalistas, inclusive os aliados, mas procurava fazer a linha do paz e amor, sem confrontar com o presidente Lula, procurando se passar como alguém que pudesse dar continuidade ao governo atual.

A imprensa tucana festiva ignorou os tropeços e festejou a estratégia “matadora” de Serra de não bater de frente com o presidente, que segundo eles era o objetivo de Lula, e de passar a impressão de pós-Lula. Não teve um analista sequer para criticar a estratégia, era “mais uma sacada do genial Serra”. Resultado: Pesquisas apontam Dilma ultrapassando Serra. O jacaré volta a abrir a boca só que com ele ficando pra trás.

A candidatura Serra está em crise. Ninguém quer ser candidato a vice na sua chapa, três já recusaram o convite: Aécio Neves, Tasso Jereissati e Dornelles. Serra vem perdendo o controle, criando incidentes diplomáticos com os governos do Irã, Venezuela e Bolívia, além dos países que compõem o MERCOSUL, demonstrando despreparo para a função que deseja alcançar.

Se não bastassem todos esses problemas e equívocos, a estratégia inicial foi radicalmente modificada e a campanha de Serra deu um cavalo de pau, passando do “Serra paz e amor” para “Serra exterminador do Futuro”. Dos elogios ao presidente, passou diretamente para a crítica virulenta e agressiva.

Ora, se houve uma mudança radical na estratégia é porque eles chegaram à conclusão que a inicial estava equivocada. Apesar da obviedade, segundo a velha mídia não existe crise na campanha tucana, sequer houve crítica interna, a estratégia mudou por quê? Porque mudou, ora bolas.

O pior: os mesmos analistas que festejaram e elogiaram a “excelente” estratégia que não deu certo, agora, sem nenhuma cerimônia, passam a festejar e elogiar a nova, que é o inverso da primeira. Além de não saberem o significado da palavra coerência, eles vivem debochando da inteligência dos seus leitores.

A candidatura Serra vai afundar devagarzinho, mas a velha mídia vai continuar dizendo que está tudo bem até o fim, não tem jeito.

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