O PSDB cometeu nessas últimas semanas uma série de equívocos que aqui tratamos popularmente como “micos”, em relação à pesquisa Sensus divulgada na primeira quinzena de Abril que dava empate numérico entre Dilma e Serra no cenário com cio disputando e empate técnico no cenário sem Ciro.
A reação exagerada e inédita que teve claro viés autoritário e a participação da Folha de São Paulo que se transformou em apenso do PSDB, além de soar como esperneio, tinha a clara intenção de intimidar institutos que não topavam fabricar resultados favoráveis ao Serra.
O espetáculo que parecia de circo teve direito a “batida” na porta do instituto às 8 horas da manhã, antes da empresa sequer ser notificada pela justiça eleitoral. Funcionários do instituto foram intimidados por advogados que estão bem no nível rasteiro do Serra e do PSDB. A Folha cobria com a voracidade para conseguir eliminar um concorrente do instituto de pesquisas do grupo: o Datafolha.
No afã de conseguir encontrar algo para acusar o instituto de fraude, os advogados do PSDB cometeram erro primário e anunciaram como prova cabal. O desmentido foi instantâneo, mas a cara pau permaneceu e sem se fazer de rogados anunciaram que iriam refazer a “denúncia”. Como o factóide foi desmascarado o assunto sumiu do noticiário.
Hoje li no Nassif que a representação do PSDB contra o Sensus se baseou apenas na mudança do nome do contratante, o que faria na opinião do partido, com que o Instituto tivesse descumprido o prazo entre o registro e a divulgação, apenas em relação a essa informação.
O Procurador do Ministério Público Eleitoral opinou que a lei se aplica ao registro do edital e não de alguns dos itens, e mesmo entendendo que em relação esse item o prazo não foi respeitado, não cabe penalização para o descumprimento desse prazo para itens do edital por atipicidade da conduta atribuída ao denunciado, portanto aconselhando o não acolhimento da denúncia por improcedência do pedido.
Clique aqui para ler o parecer do procurador do MPE.
Fechou com chave de ouro a sucessão de equívocos cometidos pelo PSDB. Armaram o circo e saíram com o nariz de palhaço no final.
PS.: a série de artigos usa fotos de chimpanzés deliberadamente. Em nenhum momento confundimos chimpanzés com micos, apenas são mais fáceis de encontrar fotos dos primeiros com expressões faciais para ilustrar os posts.
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