mai 062010
 

O Medo do Acesso à Informação!!!!

com dados do Blog do Sereno

As teles reclamaram, ameaçaram, Míriam Leitão e o PIG dizem ser uma tragédia, um erro, um… ato Comunista! (não chegaram a tanto, mas quase).

Mas desta gritaria toda o que é verdade e o que é factóide movido pelo medo de ter uma população com acesso a fontes diversificadas e plurais quase que em tempo real?

O que aí não passa de um pavor da democratização do acesso à informação?

Eis que encontro os dados das propostas do PNBL, muito didaticamente explicado no blog supracitado.

A proposta para um Plano Nacional de Banda Larga visa implementar, até 2014, a oferta de acessos e promover o crescimento da capacidade da infraestrutura de telecomunicações do país.

Essa expansão da oferta visa:

• Acelerar a entrada da população na moderna Sociedade da Informação;

• Promover maior difusão das aplicações de Governo Eletrônico e facilitar aos cidadãos o uso dos serviços do Estado;

• Contribuir para a evolução das redes de telecomunicações do país em direção aos novos paradigmas de tecnologia e arquitetura que se desenham no horizonte futuro, baseados na comunicação sobre o protocolo IP;

• Contribuir para o desenvolvimento industrial e tecnológico do país, em particular do setor de tecnologias de informação e comunicação (TICs);

• Aumentar a competitividade das empresas brasileiras, em especial daquelas do setor de TICs, assim como das micro, pequenas e médias empresas dos demais setores econômicos;

• Contribuir para o aumento do nível de emprego no país;

• Contribuir para o crescimento do PIB brasileiro.

O número de acessos a banda larga fixa atingiu aproximadamente 9,6 milhões em dezembro de 2008, o que corresponde a aproximadamente 17,8 acessos a cada 100 domicílios e 5,2 acessos a cada 100 brasileiros. Apesar do contínuo crescimento no número de acessos – taxa anual média de crescimento de 49% entre os anos de 2002 e 2008.

Metas do PNBL até 2014

Acesso Fixo Individual (Urbano e Rural): 30 milhões de acessos banda larga fixa (urbanos e rurais), somando-se os acessos em domicílios, propriedades, empresas e cooperativas.

Acesso Fixo Coletivo (Urbano e Rural): Levar acesso banda larga a 100% dos órgãos de Governo, incluindo:

• 100% das unidades da Administração Federal, dos Estados e Municípios.

• 100% das escolas públicas ainda não atendidas (mais de 70.000 rurais).

• 100% das unidades de saúde (mais de 177.000).

• 100% das bibliotecas públicas (mais de 10.000).

• 100% dos órgãos de segurança pública (mais de 14.000).

Implantar 100 mil novos Telecentros Federais até 2014.

Acesso Móvel: 60 milhões de acessos banda larga móvel, entre terminais de voz/dados (com serviço de dados ativo) e modems exclusivamente de dados.

PNDH, PNBL… será que é só falar em “Plano Nacional” que o caos antidemocrático da imprensa vem à tona?

Siga o autor no Twitter!

mai 062010
 

O manual do neoliberalismo pregava um estado fragilizado, onde o Deus mercado dava todas as cartas. Em um governo desastroso para o país em que estatais foram, primeiro sucateadas para depois serem leiloadas por preços vis, FHC e sua turma fizeram o estado perder todo o seu poder de articulação e combate à formação de oligopólios na prestação de serviços essenciais.

Foram criadas agências que não tem muito poder de ação, engessadas que são pela legislação aprovada pela própria base legislativa daquele governo. O resultado disso foi a formação de oligopólios, principalmente no setor de telecomunicações, que fatiaram o país e formaram cartéis que em nada beneficia a população.

A suposta vantagem da privatização do setor de comunicações, segundo seus defensores, é o fato da popularização da telefonia Celular. Ora, não confundam a evolução tecnológica que permitiu o barateamento dos aparelhos de telefonia celular e a exploração de novas tecnologias de transmissão de dados com vantagem da privatização.

Essa popularização aconteceu no mundo todo e nada tem a ver com abrir mão da participação do estado em um serviço. O estado podia quebrar o monopólio estatal, mas nunca abrir mão da participação regulatória que só é possível quando se tem instrumentos para tal.

Os serviços de telefonia e internet no Brasil hoje são de péssima qualidade (as empresas são as campeãs de reclamação) e muito caros. As empresas de telefonia praticam preços similares e atendem apenas as regiões vistas como lucrativas se esquivando de investir para levar os serviços para locais mais distantes dos grandes centros urbanos.

Quando o estado se omite e delega para a iniciativa privada as suas responsabilidades, ele fracassa porque a iniciativa privada não tem obrigações sociais e, mesmo que existam obrigações contratuais nas concessões, eles preferem pagar multas e continuar com o filé e oferecendo serviços caros e de baixa qualidade.

Para garantir que não existam cidadãos de segunda classe, marginalizados por não ter acesso a serviços que hoje são considerados essenciais, é preciso que o estado tenha uma ação direta e efetiva. A presença de uma empresa estatal em alguns setores inibe a cartelização e pressiona e iniciativa privada para a realização de investimentos e por menores preços, que por outro lado não sai prejudicada porque em vez de cobrar caro de poucos, pode ter resultados semelhantes cobrando m de mais barato de muitos e a participação do estado veio para quebrar a acomodação negativa da iniciativa privada, que tinha lucro fácil sem precisar fazer muito esforço.

A reativação da Eletrobras para coordenar o Plano Nacional de Banda Larga, usando a rede de fibras óticas da estatal foi mais um acerto do governo Lula. Especialistas já prevêem que o PNBL vai aquecer o mercado e finalmente conseguir fazer chegar o acesso a banda larga aos lugares mais distantes, e o melhor de tudo, a preços mais acessíveis ao público de mais baixa renda.

O governo Lula vem quebrando paradigmas e mostrando que com boa vontade e uma forcinha do estado é possível conseguir objetivos que pareciam impossíveis há bem pouco tempo atrás.

A participação do estado nesse caso e em outros como no projeto Luz para todos ou nas descobertas de poços no pré-sal  mostram que o caminho trilhado por esse governo é o mais indicado: O estado não pode se omitir e a parceria com a iniciativa privada, sem faca no pescoço de ninguém, deu certo e veio para ficar.

Siga o autor no Twitter!

Switch to our mobile site