Archive for: junho 2011

Cala a boca, deputado Wolney Queiroz! [Minhas desculpas aos campina-grandenses e ao povo paraibano]

Por DiAfonso

Quando determinadas atitudes idiotas irrompem publicamente, o resultado quase sempre é catastrófico, sobretudo, para quem não compactua com tais ou quais atitudes idiotas. Ao “autor intelectual” da idiotice resta, quase sempre, a sensação do ego inflado e o gozo de ter a melancia na cabeça exposta. Raramente se nota, nos idiotas da hora, a percepção de que seu gesto não foi bem recebido pelo “público leitor” [aqui, a expressão é usada no sentido amplo de quem lê ou vê]. Desculpas por tais ações são ínfimas, beirando um dígito percentual.

O resultado de pontuais idiotices parece ser mais sério quando o idiota é um homem público, representante do povo que o elegeu. A sabedoria que este homem público deveria ter não o autoriza a abrir a boca para falar asneiras e disseminar a intolerância e o desrespeito ao que não é do seu umbigo, ainda que seja para cortejar seus eleitores e sedimentar um bairrismo fora de propósito.

O nobre [?] deputado federal Wolney Queiroz [PDT-PE] assumiu o risco de ser tachado de intolerante e bairrista ao insultar, via twitter [aqui], um dos fenomenais polos juninos do Nordeste: o de Campina Grande – PB. Com essa atitude idiota e irresponsável [estava ele precisando expor a melancia em sua cabeça?], o deputado pernambucano atingiu o brio dos campina-grandenses e deixou entrever sua miópica opção paroquial, manifestando desprezo pelo fazer cultural de outros povos em outras regiões.

Embora a manifestação cultural em questão seja idêntica [o São João], o gesto do deputado se revestiu de um caráter político desprezível, pois o argumento para elevar Caruaru – PE ao maior São João do Mundo se baseou na visita da presidenta Dilma Rousseff à cidade pernambucana [Será que sua excelência - o deputado Wolney Queiroz - pensa que movimentos culturais se medem pela presença de ilustres nas cercanias em que tais movimentos ocorrem?].

Tirando o aspecto econômico [o turismo é importante para qualquer cidade ou estado, mas não pode suplantar a avaliação eminentemente cultural], parece-me imbecilizante a pública e notória rivalidade entre Campina Grande e Caruaru no quesito “maior” e “melhor” São João do Mundo. Imbecilizante porque o turista faz suas incursões em ambientes que o satisfaçam e tanto Campina Grande quanto Caruaru apresentam atrativos para o fluxo de turistas neste período junino. Eu, por exemplo, já estive em Campina Grande e fui diversas vezes a Caruaru e tenho em conta que a animação não é “maior” ou “melhor” em ambos os polos. Ela se equipara.

Assim, penso cá comigo, que esta busca por unanimidade não contribui para solidificar essa manifestação genuinamente nordestina, mas cria uma dissensão gratuita e desproposital… Ainda mais veiculada da maneira como foi por um deputado federal que deveria dar explicações sobre o vergonhoso aumento de salário que ele votou para si e para seus pares na Câmara dos Deputados [aqui].

A mim pouco importa se o portal oficial do São João de Campina Grande informe ser lá o maior São João do Mundo. Como pernambucano, sinto-me constrangido pela idiotice do deputado da bancada federal pernambucana e pelo insulto, por ele proferido, aos campina-grandenses e aos paraibanos de um modo geral. Aqui, minhas sinceras desculpas em nome dos que lutam arduamente pelo respeito às diversas manifestações culturais, ocorram elas onde ocorrere

VIVA O SÃO JOÃO DE CAMPINA GRANDE-PB!!!

VIVA O SÃO JOÃO DE CARUARU-PE!!!

VIVA O SÃO JOÃO DE CARUARU-PE!!!

VIVA O SÃO JOÃO DE CAMPINA GRANDE-PB!!!

VIVA O SÃO JOÃO DO NORDESTE!!!

VIVA O SÃO JOÃO DO BRASIL!!!

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ABEN se Manifesta Contra Matéria do Jornal O Globo

No último dia 20, a colunista Miriam Leitão publicou no jornal O Globo nota afirmando que “os números mostram que a tendência da energia nuclear é de baixa”. O presidente da Associação Brasileira de Energia Nuclear (ABEN), Edson Kuramoto, refutou a afirmativa em documento enviado ao jornal. Leia abaixo:

Miss Piggy e Miss PIG

Prezada Miriam Leitão,

A Associação Brasileira de Energia Nuclear (Aben) gostaria de refutar a afirmação, feita em sua coluna publicada hoje (20) em O Globo, de que “os números mostram que a tendência da energia nuclear é de baixa”. Em maio, Estados Unidos e Inglaterra terminaram suas primeiras revisões após o acidente na usina de Fukushima, provocado pelo terremoto e pelo tsunami que atingiram o Japão em março, e concluíram pela continuidade de operação de suas usinas; também em maio, o próprio Japão anunciou que continuará com a energia nuclear em sua matriz, aprimorando a segurança das usinas localizadas em áreas sujeitas a tsunamis. França, Rússia, Índia e República Tcheca também anunciaram publicamente, logo após Fukushima, que não alterariam seus programas nucleares. Holanda, Polônia, Arábia Saudita, Egito, Austrália, África do Sul e Paquistão anunciaram sua disposição em começar ou dar continuidade à construção de usinas nucleares também depois do acidente de Fukushima. No final deste e-mail, seguem alguns links e reproduções de reportagens internacionais que embasam essas informações. Se precisarem de mais dados, a Aben pode fornecer.

O argumento de que as 65 (e não 64; o número pode ser consultado no site da Agência Internacional de Energia Atômica) usinas nucleares em construção no mundo formam um contingente “bem menor” do que projetos listados nos anos 1980 não é cabível. Como é de conhecimento geral, ao longo das décadas de 1970 e 1980 a França, os EUA e o Japão – que fazem parte do rol dos países com maior número de usinas nucleares no mundo – deram início à expansão de seus parques nucleares. Seria como dizer que, atualmente, a energia hidrelétrica está “em baixa” no Brasil, comparando os números atuais de megawatts em construção com os dos anos 1970, quando o país começou seus grandes projetos de usinas hídricas.

É bom lembrar que os recentes anúncios feitos pela Alemanha, Itália e Suíça sobre a interrupção de seus programas nucleares dizem respeito a decisões tomadas muito antes do acidente de Fukushima e que têm mais a ver com processos políticos internos desses países do que com a questão nuclear em si. Sobre esse tema, é interessante ver matéria publicada em 30 de maio pelo jornal americano The New York Times.

Cabe também refutar a declaração dada à coluna pelo professor José Goldemberg de « que o mundo está trocando um risco imediato por um risco futuro », na comparação entre o fechamento de usinas nucleares e o investimento em fontes que provocam o aumento da emissão de gases de efeito estufa. A Aben afirma que o aquecimento global provocado pela emissão de gases já é uma realidade – e que as usinas nucleares são seguras, não oferecendo maiores riscos imediatos ou futuros do que qualquer outra instalação industrial. Mesmo no excepcional caso de Fukushima, não há constatação até o presente de níveis de contaminação radioativa irreversíveis ou incontroláveis a ponto de ameaçar a saúde da população japonesa. O terremoto no Japão provocou, por exemplo, também em Fukushima, o rompimento de uma barragem que inundou toda uma área, alagando casas e provocando o desaparecimento de um número não divulgado de pessoas. Nem por isso há uma campanha mundial para que não se construam mais barragens no mundo. O que se pede, e o que a indústria nuclear deseja, é que todos os procedimentos de segurança sejam aprimorados para que nenhum setor industrial contribua para piorar o quadro de tragédias naturais como a que aconteceu no Japão.

Edson Kuramoto, presidente da Associação Brasileira de Energia Nuclear

 

Confissão de um Terrorista

Imagine sendo sua filha…

CONFISSÃO DE UM TERRORISTA

por Mahmoud Darwish

Ocuparam minha pátria

Expulsaram meu povo

Anularam minha identidade

E me chamaram de terrorista

Confiscaram minha propriedade

Arrancaram meu pomar

Demoliram minha casa

E me chamaram de terrorista

Legislaram leis fascistas

Praticaram odiada apartheid

Destruíram, dividiram, humilharam

E me chamaram de terrorista

Assassinaram minhas alegrias,

Seqüestraram minhas esperanças,

Algemaram meus sonhos,

Quando recusei todas as barbáries

Eles… mataram um terrorista!

Fonte: Blog 5dias.net

Ativista do Irã que Desafiou Dilma é Patrocinada por EUA e Israel

Em continuação ao trabalho grandioso do nosso amigo LEN.   …E no aguardo de sua volta!

Pose  ”À Madre Teresa de Calcutá”

De passagem por Brasília, a ativista iraniana e Nobel da Paz (2003) Shirin Ebadi, de 63 anos, fracassou em seu intento de obrigar a presidente Dilma Rousseff a recebê-la. Irritada, recusou ser recebida no Palácio do Planalto por Marco Aurélio Garcia, assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais.

Flavio Rassekh, coordenador da visita de Ebadi ao Brasil, afirmou que a ativista “veio a Brasília para encontrar Dilma Rousseff e se sentiu muito mal com a recusa”. Só não explicou por que uma estrangeira deve pautar a agenda da presidente da República, que raramente inclui reuniões com personalidades que não sejam chefes de Estado e de governo.

Ebadi chegou ao Brasil no meio da semana com declarações desafiadoras ao governo brasileiro e afirmações nada diplomáticas. “Ela me receberá se for defensora dos direitos humanos”, declarou, em tom ameaçador – e inútil – contra Dilma.

Direitista convicta, ex-colaboradora do governo do xá Reza Palhevi, do Irã, Sharin Ebadi é hoje a principal porta-voz dos grupos mais conservadores com atuação em todo o mundo, apoiados principalmente pelos governos dos Estados Unidos e Israel. Sua atuação é repudiada por outros dissidentes iranianos, como o jornalista Ali Mechem Derkay, residente em Paris e membro de um grupo que não aceita a interferência dos Estados Unidos nem de Israel nos negócios do Irã.

Além de não falar pela comunidade iraniana de oposição, Ebadi é desqualificada para tal ação devido justamente a suas ligações com os governos imperialistas e por sempre viajar protegida por agentes da CIA e do Mossad. Sajjad Saharhiz, também jornalista iraniano independente, muito respeitado nos meios políticos internacionais, escreveu um artigo especificamente sobre a viagem de Ebadi ao Brasil. Não faltam críticas à ativista.

Sajjad Saharhiz lembra que, no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil mostrou altivez e soberania ao “apoiar o pacífico programa nuclear do Irã, baseado nos princípios de justiça e independência”. Segundo o jornalista, o Brasil também “fez esforços para tentar resolver a disputa sobre o programa nuclear iraniano de forma pacífica, o que resultou na Declaração de Teerã”.

O que Sharin Ebadi deseja – diz o artigo – é “enfraquecer a forte posição adotada pelo Brasil em relação ao programa nuclear iraniano. Talvez a missão dada a ela pelos seus senhores ocidentais seja pressionar o Irã acerca de seu programa nuclear com alegações de violação de direitos humanos. (…) Utilizando sua fama de ganhadora do prêmio Nobel e seguindo sua missão especial, ela tentará convencer as autoridades brasileiras a se distanciarem do Irã”.

Saharhiz lembra que a ativista, “tão leal à sua missão”, chegou a chamar Lula de “traidor”, apesar de o ex-presidente “ser extremamente popular e respeitado pelo povo brasileiro e por tantas outras nações, e embora suas políticas tenham feito do Brasil um país avançado”. O jornalista indaga: “Por que uma figura independente e popular como Lula, que fez grandes esforços para aumentar o desenvolvimento e prosperidade em seu país e em outros países do Sul, deveria ser atacada por uma pessoa tendenciosa como Shirin Ebadi?”.

Do Portal Vermelho

O meu post de despedida

Esse blogueiro a partir de hoje se torna um ex-blogueiro. Eu não poderia deixar de fazer o que venho fazendo nos últimos três anos e meio sem antes me despedir dos amigos que prestigiaram esse blog. A minha militância política tem 30 anos, na internet desde o ano 2000 comentando em blogs de jornalistas, até que em fevereiro de 2008 resolvi criar esse blog.

O que me faz desistir nesse momento é a decepção com os rumos tomados pelo PT e pelo governo federal. Eu entrei na blogosfera para ajudar a engrossar o coro daqueles que defendiam o partido e o governo popular democrático de Lula. Hoje não vejo mais razões para desempenhar esse papel, pois quem eu defendia não quer ser defendido.

Nesses 30 anos de lágrimas, alegrias e decepções, eu suportei muitas ofensas e agressões, mas sempre achei que valia a pena porque acreditava que apesar dos erros e tropeços cometidos, as qualidades compensavam os defeitos. Hoje não penso mais assim, me tornei órfão de partido e de governo. Quem eu iria defender?

Desde o ano passado eu vinha cobrando o PT a sair das cordas, posição que se mantém desde 2005. A combatividade que era sua marca registrada foi transformada em covardia política. Hoje o PT e o governo não se defendem, abandonam companheiros à própria sorte e rezam para que a imprensa não os moleste, sem esboçar qualquer tipo de reação, pelo contrário o que vemos são políticos do partido e do governo buscando holofotes e engrossando o coro dos golpistas.

Eu não tenho a menor admiração por Palocci, defendi o governo dos ataques nesses primeiros meses porque sei por experiência própria as verdadeiras intenções dos adversários. A decepção com o PT foi muito grande nesse período de fritura de Palocci. Não foi a imprensa nem a oposição que o derrubou, mas o PT, que se transformou em um partido onde a maioria dos políticos estão mais interessados nas nomeações que podem conquistar na máquina administrativa.

Como eu posso defender um partido que não sai em defesa dos seus quadros, mesmo sabendo que um deles estava sofrendo um massacre nos moldes de “julgamento político” que tentou derrubar Lula em 2005 e inviabilizar a candidatura Dilma em 2009? Que possui presidentes regionais capazes de fazer coro com quem quer fragilizar o governo? Que tem um senador que sai em defesa agressiva de Aécio e não é capaz de dizer uma palavra em defesa de um ministro do seu partido? Que teve duas oportunidades de mostrar a unidade do partido e se negou a defender o governo?

A gota d’água foi a decisão da bancada do senado em não publicar nota em defesa do ministro e que motivou o pedido de demissão mesmo após o PGR afirmar que não existia nenhum tipo de irregularidade e a comissão de ética não encontrar nenhum tipo de desvio ético nas atividades do ministro.

O governo não agiu melhor nessa história. Dilma, ao contrário do que Lula cansou de fazer, lavou as mãos desde o início, em nenhuma oportunidade veio a público defender seus ministros, sim porque fez o mesmo com Ana de Hollanda. Mas o maior erro de Dilma foi dar o cargo na casa civil a uma senadora do partido, não que eu tenha algo contra Gleisi Hoffman, a crítica é impessoal, mas com isso ela premiou a trairagem, depois de não ter movido uma palha para intervir no fogo amigo. A senadora tinha sido acusada de pedir a cabeça de Palocci em reunião com Lula, depois o senado se recusa a emitir nota em defesa, daí o ministro pede demissão e os senadores são premiados? Párem o mundo que eu quero descer, não tenho estômago para ver isso no partido que defendi por toda a minha vida. Continuo torcendo para o sucesso de Dilma, mas vou tratar de cuidar da minha vida a partir de hoje.

Só tem uma pessoa que manteve intacto o meu respeito e admiração: Lula. Eu o acompanho desde 1979 e nunca me decepcionou. Esse guerreiro esteve do lado certo o tempo todo e avisou que o governo Dilma iria se arrastar se Palocci saísse. Dilma resolveu pagar para ver deixando que Palocci fosse fritado pelo PT. Não ouviu a o maior responsável por ela ocupar hoje o maior cargo da nação. Para defender Lula eu posso dar a minha vida, mas só por ele a partir de hoje. Quando Lula precisar eu estarei ao seu lado.

Queria poder agradecer e dar um abraço em cada um dos amigos que fiz aqui, mas a amizade é algo que não termina com essa aposentadoria. O meu twitter é @LEN_Brasil e quando quiserem papear vão me encontrar por lá. O Blog não acaba aqui, ele vai continuar, vai ficar sob a responsabilidade do cumpadi Giovani do blog O Cachete, que é um amigo por quem tenho a maior admiração e respeito. Acho que o cumpadi Diafonso está meio chateado com minha decisão e disse que se eu sair ele não vê mais motivo para continuar no blog, mas acho que ele vai reavaliar a decisão, gostaria muito que ele continuasse a publicar seus posts por aqui e colaborasse com o Giovani.

Um grande abraço do sempre amigo LEN.

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