
Enquanto isso, em Martinópolis [SP]…

O Prefeito Waldemir Caetano de Souza, conhecido como “baixinho”, envolveu-se em duas polêmicas que atentam contra o inquestionável direito dos cidadãos daquele município.
Primeira polêmica:
Decretou que é proibido a qualquer servidor público reclamar dos salários que não estão sendo pagos em dia, desde outubro de 2010; expressar-se livremente; e protestar contra a má gestão na prefeitura.
Segunda polêmica:
Já que o dinheiro não é suficiente para pagar a todos os funcionários, definiu, como critério, a “ordem analfabética”. Isso quer dizer que o alfabeto do prefeito Waldemir começa pela letra Z e regride até a letra M. Como o W, de Waldemir, está ali por perto, ele pôde receber – antes de muitos servidores – uma merreca que gira em torno de R$ 11.000,00 [onze mil reais] – o maior salário do município de Martinópolis.
O mau-caratismo dessa decisão inclui a esperteza do prefeito e a cumplicidade da diretora administrativa, Margarete Tomazini [letra M!]. A dita-cuja afirma candidamente que o resultado [na verdade, um jogo de cartas marcadas] se deu em função de um… Sorteio.
Ainda de acordo com o critério adotado, devem ter recebido – além do prefeito e da diretora administrativa – membros do alto escalão municipal. Prestem atenção às iniciais desses “servidores”:
Sônia Cantero de Souza – Presidente do Fundo Social de Solidariedade;
Ricardo Alves de Lima Toledo – Diretor de Agricultura e Abastecimento;
Mireiley Patrícia Marquezi Senteio – Diretora de Arrecadação e Tributação;
Ruberval Fernando de Oliveira – Diretor do CAPS [Centro de Atenção Psicossocial];
Valdecir de Moraes – Diretor de Compras;
Maysa Fachiano Neves – Diretora de Comunicação;
Márcia Carvalho Janini – Encarregada da Cozinha Piloto;
Osvaldo de Lima Siqueira Júnior – Diretor de Cultura;
Samuel Franco – Diretor de Almoxarifado;
Regiane Vágula Ferreira – Diretora de Assistência Social;
Silézia Aparecida Milani – Diretora de Divisão de Esportes e Recreação [DEREM];
Marco Túlio Caldas Ferri – Diretor de Habitação;
Maria Roseli Bovolenta Previato – Diretora de Saúde, Saneamento e Bem-Estar Social;
Mateus Augusto Navarro – Diretor de Tecnologia e Informação;
Paulo Sílvio da Costa Santos – Diretor de Turismo. [Se desejar, acesse aqui e conheça todos os departamentos da Prefeitura de Martinópolis]
O servidor de Martinópolis pode estar se perguntando: Como assim?!?! Ordem alfabética invertida… Sorteio [e que sorteio!]…
Leia mais no Terra Brasilis.
Colóquios com Maria José:
“Agora você vê como são as coisas, Maria José…”
Por DiAfonso

A jornalista Ana Paula Leitão assina matéria no IG com o título “Cristovam defende escola pública, mas colocou filhas na particular” referindo-se ao fato de o senador Cristovam Buarque [PDT-DF] defender Projeto de Lei que obriga filhos de parlamentares, prefeitos e governadores a estudarem em escola pública.
Até aí, nada demais, se o incauto leitor [como muitos do naipe piguiano acham que são os leitores] não atentasse para a forma viperina como Ana Paula titula a matéria, apresenta o corpo do texto e indica a entrevista [ver vídeo abaixo] feita com o senador.
Ai daquele que não sentir o cheiro dos pressupostos e implícitos! Ai daquele que não sentir o odor do que, sibilinamente, se pretende dizer, Maria josé!
E o que pretendeu a jornalista com o título da matéria? Explorar uma possível contradição entre aquilo que o senador propõe [no Projeto de Lei de que é autor] e o que ele deixara de fazer: matricular suas filhas na escola pública.
Com efeito, o próprio Cristovam afirma que não matriculara nenhuma de suas filhas na escola pública. Mas por que não o fez? Isso sequer é indicado no título da matéria, levando o leitor a inferir que o senador propõe algo que ele mesmo não tivera a honestidade de fazer.
Ocorre que, na entrevista, Cristovam deixa claro que a lei obriga apenas parlamentares, prefeitos e governadores – e não professores [como era a condição do senador à época em que suas filhas cursavam a educação básica. Que fique claro: educação básica! Para ter noções elementares de como se organiza o sistema acadêmico brasileiro, clique aqui].
A partir das “insinuações” [os tais pressupostos e implícitos] da jornalista, pode-se perguntar, sibilinamente, para ela: como o professor universitário Cristovam Buarque poderia “cumprir”, por vontade própria, uma lei que não existia e nem existe? Pois, segundo a propria Ana Paula, o tal Projeto de Lei [não é Lei ainda, diga-se de passagem!] encontra-se “engavetado há quase quatro anos”!…
Continue, Maria José, vendo como são as coisas:
A certa altura da entrevista, a jornalista tenta construir uma simbiose entre o professor da UnB e o hoje parlamentar Cristovam Buarque. Ela faz uma cobrança atemporal, insinuando que o então professor Cristovam Buarque [e hoje senador] devesse ter matriculado as filhas na escola pública para valorizar um ensino público de qualidade que não havia e não há, efetivamente, embora alguma coisa – a partir do governo Lula – tenha melhorado nesta sofrível área.
Bom, Maria José… É isso! Assista ao vídeo e visite o link para a matéria do IG. Talvez você, Maria José, possa concordar comigo… Ou não…
Assista ao vídeo, clicando aqui.
01 de Julho de 2011 às 16:57
Fonte: Brasil 247


