Archive for: agosto 2011

Absolvição de Jaqueline Roriz: a canalha desconhece a força de um bambu…

Por DiAfonso

Detalhe do vídeo em que Jaqueline Roriz recebe dinheiro do 'mensalão do DEM'

“Ou o Brasil acaba com as saúvas, ou as saúvas acabam com o Brasil”. Era o que diziam. A velha arrogância do homem diante da natureza não deixava margem à ideia de quem é que mandava no pedaço [e quem ainda insiste em mandar de forma desrespeitosa com a mãe-terra].

Há a velha arrogância, mas existe também a velha e malandra “reflexão”" dos que desejavam se locupletar, em benefício próprio e sem um planejamento sustentável, do espaço dos aludidos insetos e de toda a biodiversidade que nos cerca: “É nóis na fita, mano…”! Quem manda na natureza somos nós [Eles, os mandões... Que fique claro!] e ponto final.

As saúvas, definitivamente, não são uma praga!

Praga, por analogia, é o espírito de corpo de certos parlamentares eleitos pelo povo e que agem contra o povo. Agem de forma acintosa contra aquele cidadão ou cidadã que os elegeram para que viessem a ser a voz e os anseios numa eleição.

As saúvas, definitivamente, não são uma praga!

Praga, analogamente, é o esforço de certos parlamentares [a busca da sobrevivência?!] para “perdoar” os delitos [crimes, na verdade!] da deputada federal Jaqueline Roriz [PMN-DF]. Foi um esforço… Um esforço exitoso, porquanto a deputada ganhou, de seus pares, a absolvição na Câmara dos Deputados.

Na Câmara dos Deputados [na verdade,  a Casa da Vergonha... Nacional!], o crime de Jaqueline Roriz é premiado… A honestidade de milhares de cidadãos e cidadãs, não.

Na Câmara dos Deputados [na verdade,  a Casa da Vergonha... Nacional! - volto a insistir!], o desvio de conduta e o procedimento antiético da parlamentar são “honrados” pela corporativa absolvição… Já o dever cumprido de cidadãos e cidadãs e a busca deles por uma conduta que não fira o ordenamento jurídico e a convivência em uma sociedade democrática, não. Leia mais no Terra Brasilis.

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A Conexão Hippolito

Alertado pelo companheiro comentarista do Blog Luis Nassif Online, Alberto Porem Junior, resolvi enviar e-mail à cientista política, apresentadora da CBN Rio e comentarista da TV por assinatura GloboNews, Lucia Hippolito, sobre a nota que publicou no seu blog da CBN, em que anuncia a chegada do ministro Fernando Pimentel ao Naoum Plaza Hotel em Brasília, onde estava hospedado José Dirceu.

Segundo o Alberto apurou, a nota foi publicada exatamente no dia e com horário próximo, ao registrado pela câmera espiã, instalada de forma clandestina pelo repórter da Revista Veja. Instada a esclarecer se sabia que a informação que tinha recebido e divulgado viria de um esquema ilegal de espionagem de ministros de estado e congressistas orquestrado pela revista, Lucia ignorou nossos apelos para que esclarecesse nossas dúvidas.

Logo Lucia Hippolito, que em passado recente condenou tão veementemente um suposto risco ao estado democrático de direito quando se investigava o grampo sem áudio da VEJA ( Gilmar Mendes e Demóstenes Torres) e o “grupo de inteligência” da campanha de Dilma. Não sei se ela se esquivou de responder por se achar importante demais para responder aos nossos leitores ou porque não quer revelar algo muito grave.

A nota da Hippolito, que vocês podem ler aqui, e comparar com a imagem da câmera clandestina da Veja aqui (foto 2 de 10), prova que ela obtinha informações de pessoas que participavam da operação de vigilância de José Dirceu, o que possibilita imaginar que não só a Veja sabia do que estava acontecendo, como contava com a conivência de outros jornalistas e veículos de comunicação. Afinal, CBN e GloboNews sabiam que Lucia Hippolito mantinha contato e recebia informações de arapongas mantidos pela Veja?

Com a confirmação da gerência do Naoum Plaza Hotel que as imagens publicadas pela revista não foram geradas pelo circuito interno de segurança, como tínhamos dado em primeira mão, com a reação descabelada de jornalistas da Veja, com o silêncio de cumplicidade de vários veículos de comunicação e o aparecimento da conexão Hippolito, as peças do quebra-cabeça vão se juntando e aparecendo o que pode ser a ponta de iceberg do maior escândalo da história do jornalismo brasileiro e, quiçá mundial. As garantia das liberdades individuais estão sob ameaça.

É realmente uma pena a cientista política não nos responder, as perguntas foram feitas com todo o respeito e sem nenhuma ilação, mas a falta de resposta nos autoriza a tirar nossas conclusões de acordo com as informações que temos até agora, o direito ao contraditório foi oferecido.

É muito estranho o silêncio dos veículos de comunicação ligados às organizações globo, Folha e Estadão a respeito da arapongagem de autoridades brasileiras, e como disse José Dirceu, em que país no mundo a imprensa deixaria de noticiar uma ação como essa? O corporativismo profissional e empresarial por si só não justificaria a operação abafa e provavelmente a Conexão Hippolito é o fio da meada para uma investigação muito mais abrangente.

Se a Polícia Federal aceitar a denúncia do hotel e resolver investigar com profissionalismo e sem medo de intimidações poderemos nos ver diante de algo que vai fazer Murdoch corar de vergonha, afinal como diz a própria Lucia em sua nota, a coisa promete.

Imagem Ilustrativa: Capa da Veja modificada por editor de imagens.

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VEJA passou recibo do crime

Antes de publicar a edição dessa semana, a revista VEJA já tinha se complicado com a  denúncia de José Dirceu. Foi aberto boletim de ocorrência no 5º distrito policial de Brasília, que conta com o depoimento da camareira e do chefe de segurança do hotel. Na edição dessa semana, por burrice ou amadorismo, a revista produz prova robusta contra si mesma.

Com a denúncia de tentativa de invasão e falsidade ideológica pesava contra a revista apenas o fato do jornalista estar a seu serviço, o que poderia ser justificado com a alegação que o seu contratado agiu por conta própria, sem o aval da direção, mas ao usar as imagens obtidas pelo repórter, a VEJA assume cumplicidade e beneficiamento com os crimes conhecidos.

Na reportagem que fez com acusações contra José Dirceu, a VEJA afirma que “obteve” imagens de circulação do hotel, dando a entender que se tratava de imagens da câmera de segurança, só não admitiu que obteve imagens ilegalmente através de equipamento instalado pelo seu jornalista.

Vamos aos fatos: quando me deparei com as imagens, vi na hora que não se tratava de imagem de câmera de segurança interna, pois estas não apresentam data e horário, tem resolução baixa para câmeras normalmente usadas para esse fim e o posicionamento e foco que não privilegiam a tomada de todo o corredor, mas apenas de quem passava por ela.

A câmera que foi usada pelo repórter da Veja provavelmente é uma mini-câmera espiã wi-fi ( imagem abaixo) que pode ser instalada facilmente pois não precisa de fios ligando ao monitor que recebe as imagens. Ela tem uma fonte que pode ser facilmente instalada na fiação de um suporte de luz por algum funcionário da manutenção do hotel, regiamente pago para a função.

A câmera infravermelho acima ( à esquerda), por ter tamanho reduzido, é específica para espionagem e não possui leds IV, e diferente de câmeras usadas em segurança ( acima à direita) que tem uma quantidade desses leds para fornecer a iluminação que vai ser usada para captar as imagens, ela não “enxerga” no escuro como as câmeras comuns e precisam de alguma luz branca para captação de imagens.

Analisando as imagens da VEJA, percebe-se com facilidade se tratar de uma mini-câmera para espionagem. Câmeras de segurança, por ter fonte de luz IV própria, não são instaladas próximas à anteparos de iluminação, pois o reflexo da luz branca atrapalha. As imagens divulgadas pela VEJA identificam que a câmera usada para captá-las estava instalada junto ao anteparo de luz. Eles usam normalmente esse artifício para ocultar o equipamento, ter uma fonte de luz e energia para ligar a câmera. Perceba na imagem abaixo, os reflexos nas cabeças de José Dirceu e Fernando Pimentel que estão mais próximos a câmera, demonstrando que foi ocultada em um anteparo de luz.

As provas que a VEJA produziu contra si mesma agravaram a sua situação, agora além de tentativa de invasão de domicílio e falsidade ideológica, existe a confissão de invasão de privacidade, não só de José Dirceu e os políticos mostrados, mas de todos os hóspedes desse andar e dos funcionários do hotel.

Apesar da vergonhosa operação abafa ( Omertá tupiniquim) movida pelos principais veículos de comunicação, que demonstra um corporativismo criminoso ( se não for rabo preso por culpa no cartório), ainda restam aos atingidos, como o PT, acionar a Polícia Federal e o Procurador Geral da República por se tratar de um crime ainda mais grave quando atinge ministros de estado e põe em risco o estado democrático de direito.

Não sei quanto a vocês amigos, mas esse que vos escreve já está cheio desses abusos, é hora de dar um basta. A minha esperança se renova quando presencio manifestação do deputado Paulo Pimenta no twitter, que apesar de não ser do grupo do ex-ministro José Dirceu, exigiu do presidente José Eduardo Dutra Rui Falcão, que o partido tome providências drásticas. Nem tudo está perdido, o deputado mostra que ainda restou algo da velha combatividade do PT.

Por Alberto Porem Junior:

Oi Len, vou te repassar um comentário que fiz lá no Blog do Luis. Com seu maior conhecimento pode falar melhor sobre isto.

Trata-se exatamente de uma camera de espionagem eletrônica monitorada a distância?

Esta mini camera foi instalada ilegalmente e era acionada quando um espião de campana percebia alguma autoridade ou pessoa influente adentrava o hotel Naoum. Como cheguei a esta conclusão?

Bom, vamos primeiro ao que disse em seu blog a jornalista Lúcia Hipólito em 08/06/2011

A coisa promete (http://colunas.cbn.globoradio.globo.com/platb/blogdalucia/2011/06/08/a-coisa-promete/#comments)

qua, 08/06/11 por lucia | categoria Política

Às 8,25h de hoje, o ministro Fernando Pimentel foi visto subindo no elevador do Hotel Nahoum em Brasília, dirigindo-se à cobertura, onde fica a suíte do comissário José Dirceu.

Aí tem.

________________

Bom agora vamos a “foto” em que aparece Fernando Pimental e José Dirceu deixando o hotel na mesma data ( :

Ela marca: Ministro Fernando Pimentel, PT, 08/06/2011, 8:58:12 duração 28 minutos (http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/files/2011/08/dirceu-pimentel-e-senadores.jpg)

Se somarmos 8:25 mais 28 minutos teriamos 8:53, tirando os tempos de entrada e subida do elevador e acionamento da mini camera chegamos a 8:58:12, ou seja, a camera foi acionada por controle remoto para filmar exatamente o encontro entre Pimentel e Dirceu. Houve um erro de Lúcia em chamar de cobertura pois onde estava Dirceu é no 16 º andar, este erro parece proposital para despistar futuros questionamentos.

Por este post de Lúcia podemos ver que a teia de informações ilegais em Brasília vai além do que se imagina. Provavelmente quem estava de campana e acionou a camera também repassou esta informação a Lúcia Hipólito. Não é de se espantar o descobrimento de escutas e filmagens ilegais e as mesmas estiverem ocorrendo em maior número e locais do que se imagina e com o envolvimento de mais orgãos de imprensa.

Colaboração Nilva Sader e @DeniseSQ.

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Os métodos criminosos no jornalismo da Revista VEJA

O político José Dirceu fez uma denúncia no seu blog em que acusa o jornalista Gustavo Nogueira Ribeiro, que trabalha para a Revista Veja, de tentativa de invasão de quarto em que ocupava no Naoum Plaza Hotel, na quarta-feira última, dia 24/08.

Segundo a denúncia de Dirceu, o jornalista se passou por hóspede do quarto dele para a camareira do hotel, com a intenção de invadir o seu quarto com intenções ainda não reveladas nem pelo repórter nem pela revista. O mesmo jornalista, que fugiu do hotel sem fazer “check out” e dando calote na sua diária após perceber que tinha sido descoberto, ainda tentou se passar por assessor da prefeitura de Varginha, para tentar novamente entrar no quarto de Dirceu, alegando que tinha que deixar lá dentro “documentos importantes”. O hotel registrou queixa no 5º distrito policial de Brasília.

Instada a se manifestar através da resposta de perguntas que esse blogueiro formulou e enviou à redação da revista, com o intuito de ceder à publicação espaço para o contraditório, a revista não respondeu até o fechamento dessa matéria as perguntas que reproduzo abaixo:

1) O jornalista Gustavo Nogueira Ribeiro estava a serviço da revista ao se hospedar no Naoum Plaza Hotel e tentar invadir ilegalmente o quarto de José Dirceu em duas oportunidades, conforme conta no boletim de ocorrência registrado no 5º distrito policial de Brasília?

 2) Em caso positivo para a primeira resposta, a revista tinha conhecimento das práticas criminosas utilizadas por um jornalista contratado para tentar investigar, ou seja lá o que queria o Gustavo quando tentou invadir o quarto?

 3) Em caso positivo para a segunda resposta, a revista incentiva a prática criminosa como parte da obtenção de insumos jornalísticos, como a invasão ilegal e falsidade ideológica?

 4) Tomando conhecimento do fato, qual vai ser a postura da revista em relação ao crime cometido pelo jornalista que emprega?

 5) A revista publicará uma explicação ou ignorará o ocorrido contando com a conivência de outros meios de comunicação?

 A revista não se preocupou em responder ao blog, mas deve explicações à sociedade civil. São graves as acusações que pesam sobre o jornalista que estava a serviço da revista: Tentativa de invasão e de privacidade, falsidade ideológica e fraude. Se calar e atacar seus acusadores não vai arrefecer a exigência de explicações convincentes para a escandalosa ação que remete às práticas criminosas cometidas pelos jornais ingleses de Rudolf Murdoch, que recentemente assombrou o mundo inteiro.

 Essa revelação chega ao mesmo tempo em que o Wikileaks revela que nem a diplomacia americana acreditou na matéria em que acusa em 2006, o PT de ter relações com as FARC. A revista não conseguiu comprovar suas acusações.

 A revista VEJA sofre anualmente com vários processos de calúnia e difamação em conseqüência de um jornalismo que preza pela tentativa de destruição de reputações, onde se baseia em informações inventadas pela revista. A revista ainda é beneficiada pelo vácuo causado pela queda da lei de imprensa, o que dá argumento para que alguns juízes que temem por represálias da revista e alegam que não existe regulamentação no setor. O que se comenta é que a revista possui verba reservada para pagamento de indenizações, incentivando a prática do jornalismo mentiroso e de calúnias pelos jornalistas que trabalham para a empresa.

É preocupante a revelação em relação à manutenção do estado democrático de direito, a gente lembra que a revista publicou em anos anteriores uma transcrição da conversa entre um ministro do STF e um senador da República. Na época, a revista disse que a gravação foi obtida através de um agente da ABIN que não revelou a identidade. Também não divulgou o áudio da gravação para ser periciado pela PF. Não seria demais concluir que diante das revelações das práticas criminosas da revista, e pela confirmação dos envolvidos da autenticidade do diálogo, que a própria revista pode ter grampeado o telefone do senador e/ou do ministro e culpado a ABIN.

 Com a palavra o Procurador Geral da República porque o assunto é de extrema gravidade e merece respostas rápidas e duras das nossas instituições sob pena de retrocesso no processo democrático. Lugar de criminoso é na cadeia e por eventos semelhantes Murdoch teve que fechar seu jornal. É claro que não esperamos vergonha e decência dos proprietários da revista Veja e do grupo Abril a ponto de fechar a revista, mas o ministério público e a polícia federal têm a obrigação de investigar e levar a denúncia aos tribunais. Chega de máfia travestida de veículo de comunicação, o jornalismo do país precisa de uma FAXINA ÉTICA urgente.

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O mecanismo do grupo do Millenium

Sucessivas vitórias em eleições presidenciais, a despeito de ter a grande imprensa como oposição, serviram para criar uma falsa impressão de que os grandes veículos de comunicação teriam perdido definitivamente o poder de persuasão, de formar opinião, de decidir eleições e de influir na estabilidade do governo. Na verdade, essas vitórias nunca foram tranqüilas, foram verdadeiras batalhas travadas em vários níveis, e dependeram de um grande esforço do ex-presidente Lula, governo e militância no sentido de estabelecer o contraditório.

Tenho ouvido com freqüência alegações como “o povo não pode ser mais enganado”, “o PIG está em decadência”, e outras expressões da vontade que as derrotas da velha mídia se tornem irreversíveis. Vejo essas manifestações com preocupação, pois não se pode abaixar a guarda nem menosprezar o poder de convencimento dos ditos “formadores de opinião”.

Os principais veículos de comunicação não desistiram de entregar o poder aos seus aliados conservadores e, enquanto a militância comemorava e festejava, o embrião criado durante as eleições do ano passado, no famigerado congresso do Instituto Millenium, se desenvolvia, planejando na surdina os próximos ataques.

Cronograma, repercussão e coordenação de movimentos

A estratégia do grupo do Millenium parece óbvia: emparedamento do governo através de uma sessão de denúncias, intercaladas por intervalos de intensa repercussão das notícias, para criar a percepção de mar de lama no governo.

Para obter o efeito de manter o governo nas cordas, os atores reúnem munição contra ministros, em áreas críticas onde existe uma suscetibilidade histórica de maior nível de  corrupção. Como denúncias esparsas não provocariam a comoção que tentam gerar na população, foi criado um cronograma para o ataque. Durante o tempo em que se imaginava uma lua de mel da imprensa com o governo, a equipe de campo procurava pontos fracos, que eram armazenados para o momento do ataque.

As denúncias não se concentram mais em um veículo, para não criar a impressão de perseguição, portanto, um veículo apresenta uma denúncia que é repercutida pelos outros, que por sua vez adicionam novas denúncias referentes ao mesmo caso para mantê-lo em evidência. Quando sugam tudo que podem de uma denúncia, vem nova investida e o ciclo se repete. Nessa frente coordenada e bem ensaiada, já se passam mais de 90 dias de ataque ininterrupto contra o governo Dilma.

Vocês acreditam em coincidência? Que calhou dos casos acontecerem em seqüência temporal? Se vocês repararem bem, vão perceber que esse tipo de ataque já tinha sido usado antes, e com a prática se aproximam da eficiência que buscam.

Objetivos

Os objetivos principais do grupo do Millenium são: minar a popularidade de Lula para inviabilizar que ele seja uma opção eleitoral futura (a “herança maldita” repetida à exaustão) e destruir o governo Dilma, fazendo pegar uma imagem de corrupção desenfreada, como nunca vista antes. Há um discurso muito bem ensaiado no sentido de tentar responsabilizar Lula pelos casos recentes, com uma persistência notável. Julgam que sua tarefa mais difícil é derrubar Lula do seu patamar de aprovação, meta que não conseguiram durante os seus dois mandatos, até porque, diferente de agora, o presidente tinha espaço para se defender.

Infelizmente o governo está sem um canal de comunicação direta com a sociedade, falha ao deixar seus adversários acusarem sem contraditório e, até pouco tempo se orgulhava de uma suposta estratégia vencedora em que só apanhou no período. Felizmente, nas últimas declarações da Presidenta Dilma, ela deu sinais que “não se deixaria pautar”, o que mostra que alguns ajustes foram feitos.

O governo pode ser republicano e Dilma estadista sem precisar abrir mão da combatividade na luta política. Espera-se em uma democracia que o governo respeite seus adversários e exija que seja respeitado, mas não se esqueça que existem profundas diferenças ideológicas e programáticas entre o grupo que está governando e a oposição composta dos veículos de comunicação e seus partidos satélites. Adversário deve ser tratado como adversário, que o governo não demore a perceber isso. Acho que chegou a hora da Presidenta partir com tudo para cima e mandar o Paulo Bernardo desengavetar a lei dos meios.

Fonte da imagem ilustrativa: http://www.uvw.com.br/quem_somos.html

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