abr 212012
 

Passado o baque inicial que causou completa desorientação devido a cachoeira de revelações criminosas envolvendo políticos aliados e jornalistas, a velha mídia conseguiu reagrupar forças e, como ninguém duvidava, resolveu traçar uma estratégia de ação para evitar que o clamor causado com a revelação das gravações divulgadas ( e as que ainda vão ser), devastasse os partidos que apoiam, além de abalar profundamente a credibilidade dos seus veículos.

Na expectativa de conseguir evitar que a CPMI fosse criada, a imprensa tentou desqualificar a sua instalação dizendo que o PT queria abafar o julgamento do “Mensalão”, como não deu certo, passou a dizer que o PT queria atrasar a comissão, em seguida ameaçou o Governo Federal, passando a sugerir que Dilma não queria CPMI. Como as ameaças não surtiram efeito e a comissão seria instalada, passou a constranger seus membros com histórico de denúncias sobre eles.

Depois de todas as tentativas frustradas, os grandes veículos de comunicação já mostram como vão se portar durante a CPMI: tentando pautar a comissão para que os assuntos que lhes são incômodos sejam ignorados. A ação é semelhante à utilizada pelos mesmos veículos em outras ocasiões: elege-se um assunto ou alvo, e todos os veículos passam a falar exclusivamente desse assunto, fazendo rodízio de denúncias novas e requentadas, de forma ininterrupta, para que o tema cause comoção pública e force os congressistas  a dar prioridade no que eles querem.

O alvo eleito, e que já está na linha de tiro, é a Construtora Delta, que teve diretores pegos nos grampos recentemente divulgados, e que apesar de ter negócios com governo municipais, estaduais e federal, obviamente todo o foco desses veículos vão ser nos contratos do governo federal e estados e municípios administrados por seus adversários políticos.

O plano já está em vigor, nota-se que há uma atitude agressiva de afirmar que o foco da CPMI será a Delta, “esquecendo” que a investigação da Polícia Federal é em cima do contraventor Cachoeira e suas ramificações de poder no estado de Goiás, suas relações com políticos da oposição e jornalistas, na influência no poder judiciário, na rede de poder utilizada para publicar matérias favoráveis aos seus interesses e uso da polícia para inibir a concorrência.

Não quero ser o chato pessimista, mas nós sabemos muito bem da capacidade que esses veículos ainda têm de manipular a opinião pública, portanto todo o cuidado é pouco para garantir que as investigações alcancem o verdadeiro motivo para a comissão ser instalada: a infiltração do crime organizado no poder público e a formação de associações criminosas com a presença de jornalistas.

Vai ser uma guerra de foice, em vez de Perillo, Demóstenes e Cachoeira a velha mídia vai gritar uníssona: Peguem a Delta, mesmo que para isso tenham que expor aliados que tem negócios com a construtora, afinal nesse caso é a sua sobrevivência que está em jogo.

Eu só vou comemorar se a sociedade conseguir tomar conhecimento desse tipo de relação espúria crime/velha mídia, porque em diversas outras ocasiões em que achamos que, enfim, seriam desmascarados, conseguiram se safar.  Eles vão fazer de tudo para evitar que as acusações contra eles sejam repercutidas e não vão medir esforços. Se as pessoas não querem mais uma pizza dos crimes da imprensa, é bom ajudar a fazer pressão no sentido inverso ao que eles fazem.

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abr 142012
 
Desde a descoberta da relação fraterna entre Demóstenes Torres (Ex-DEM) e o bicheiro Carlinhos Cachoeira – mais tarde envolvendo também o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) – as denúncias de corrupção desapareceram das capas da revista da editora Abril. Os destaques abordavam a maravilha do mundo, incluindo uma entrevista amistosa com a presidenta Dilma.
No auge das acusações contra Demóstenes, a revista trouxe na capa um assunto importantíssimo para a sociedade: “Afinal, o Santo Sudário é ou não falso?”
O caso Demóstenes-Cachoeira foi tratado como um assunto secundário naquela semana semana.

Fim dos Denuncismos: Pelas capas, a Corrupção tirou férias por seis semanas.

Foram seis semanas sem denuncismo, como se o Brasil – da noite para o dia – tivesse extirpado a mazela da corrupção.

Mas levantem-se, homens de bem! Ela voltou esta semana!
Na semana em que foi aprovada a instauração da CPI para investigar as relações promíscuas do mafioso Carlinhos Cachoeira, a revista “Veja” decide abordar o assunto. Mas quebra o silêncio de forma bem estranha que acaba comprometendo o que lhe resta (??!!!?) de credibilidade (?).
A revista afirma que a CPI a ser instaurada é um plano maquiavélico do PT para tirar o foco do Mensalão! Precisaria de muito malabarismo para nos levar a crer nisso. O problema maior é que a CPI mista correrá na câmara e no senado. O processo do mensalão pelo que eu, a imprensa e a torcida do flamengo saibam, está no STF. Independente da Câmara e do Senado.
Além disso, a revista paladina dos homens de bem parece ser mesmo indignada com esse monstro chamado corrupção. Mas de forma seletiva. Enquanto esconde o escândalo Cachoeira que lavou o heróis Demóstenes, clama pela aceleração no julgamento dos envolvidos no “Mensalão”.
A CPI do Cachoeira é de interesse nacional, como também é o chamado Mensalão. Ainda mais agora, quando aparecem ligações entre os dois – Dadá, araponga e parceiro de Cachoeira, foi quem filmou (e vazou?) as fitas que a “Veja” denunciou o escândalo dentro do governo Lula.

Quebrando o silêncio... para tentar se salvar!

O esperneio de “Veja” talvez esteja no fato de que, na semana em que surgiram as denúncias e as conversas do senador Demóstenes Torres com Cachoeira, também apareceram 200 ligações do diretor da sucursal da “Veja” em Brasilia, Policarpo Júnior com Carlinhos Cachoeira e Dadá (veja aqui). As suspeitas são de que Cachoeira seria fonte de diversas matérias da “Veja”, inclusive da matéria onde se divulgaram imagens do Hotel Nahoum, onde apareciam diversos políticos visitando a suite onde estava hospedado José Dirceu.
A ligação da “Veja” com Demóstenes também levanta outras dúvidas sobre seus métodos. Foi a mesma revista que publicou com estardalhaço a denúncia (falsa, segundo investigação da PF), de que conversas entre o então presidente do STF Gilmar Mendes e senador Demóstenes teriam sido grampeadas a mando do governo Lula. O caso ficou conhecido como “Grampo sem áudio”, pois o áudio nunca apareceu, mesmo “Veja” tendo afirmado que existia, e resultou na demissão da Abin Paulo Lacerda e o enterro definitivo da operação Satiagraha.
A relação da revista com o esquema Cachoeira levanta tanta suspeita, que a CPI prevê o depoimento também do dono da editora Abril, Roberto Civita para explicar a relação promíscua com Carlinhos Cachoeira e sua quadrilha.
Por essas e outras é de se suspeitar dos reais “interesses republicanos” da publicação do grupo Abril.
A relação Imprensa-Criminosos não é particularidade do Brasil. Na Inglaterra recentemente o grupo do magnata das comunicações Rupert Murdoch esteve envolvido em uma série de escândalos que levou no fechamento do News of the World e abalou o seu império.

O caso resultou em processos e prisões de diversos jornalistas do tabloide ”The Sun”, envolvidos nas violações realizadas pelo grupo.
Acusações: arapongagem de políticos, artistas e “cidadãos comuns”, chantagens a políticos, suborno a policiais, etc.
Aqui no Brasil, suspeita-se que o grupo de Cachoeira esteja por trás de crimes parecidos e que cediam, de acordo com seus interesses, suas gravações ilegais a grupos de mídia. Neste caso, no fim das contas, a capa da revista “Veja” desta semana parece ser a verdadeira cortina de fumaça que a própria denuncia.
  • Por que o interesse no Mensalão na semana em que a implantação de uma importante CPI foi aprovada?
  • Por que confundir a CPI do Cachoeira, que ocorre no Congresso, com o Mensalão, que está no STF?
  • Por que a revista se silenciou sobre o escândalo Cachoeira durante várias semanas?
Policarpo Júnior ou Roberto Civita poderiam nos responder!

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abr 082012
 

A situação do Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, se tornou insustentável após as revelações contidas no vazamento do inquérito da Operação Monte Carlo, quando o Brasil ficou sabendo que ele sentou em cima da investigação contra Cachoeira e Demóstenes desde 2009.

O Procurador Geral, que já está sendo chamado de a nova versão do Engavetador Geral da República (apelido anteriormente dado ao ex-PGR Geraldo Brindeiro, que no governo FHC abortou qualquer iniciativa de investivar os escândalos de corrupção), só encaminhou denúncia contra Demóstenes e demais parlamentares envolvidos em uma organização criminosa chefiada pelo contraventor Carlinhos Cachoeira, apenas após ser cobrado publicamente por parlamentares, mesmo tendo todas as informações sobre a quadrilha há quase três anos.

Roberto Gurgel desde que assumiu o cargo a que foi reconduzido recentemente, tem como costume agir apenas quando provocado pelo consórcio midiático composto pelos principais meios de comunicação do país, cujos participantes tem atuação político-partidária conhecida porém não assumida de aliança com os partidos de oposição ao governo federal: PSDB, DEM e PPS.

Com a manipulação do noticiário no sentido de direcionar as baterias apenas contra determinados grupos políticos, a proteção da sociedade fica sujeita a coloração partidária dos envolvidos.

Enquanto denúncias, na maioria das vezes inconsistentes, de ministros de Lula e Dilma recebiam atenção especial por parte do Procurador que batia recordes na velocidade de apresentação de denúncias, outros crimes que não frequentaram as páginas dos jornalões foram simplesmente ignorados por aquele que deveria ser o guardião da moralidade dos agentes públicos dos três poderes.

Foi assim com os envolvidos na Operação Monte Carlo, mas também em diversas ocasiões onde os denunciantes não foram jornalistas do consórcio mediático, como no recente caso das denuncias contidas no livro do jornalista (renegado) Amaury Ribeiro Junior, A Privataria Tucana, que revelou as entranhas dos processos de privatização no Governo Fernando Henrique Cardoso e o enriquecimento dos seus operadores, como o atual candidato a Prefeitura de São Paulo pelo PSDB, José Serra.

Os fatos, baseados em documentos que podem ser facilmente rastreados, narrados pelo jornalista, envolvem os denunciados em crimes de peculato, formação de quadrilha, enriquecimento ilícito, improbidade administrativa e lavagem de dinheiro, mas não provocaram nenhum tipo de reação por parte do P.G.R., que também em nenhum momento se manifestou nas manobras adotadas pela banqueiro Daniel Dantas, e seus prepostos na imprensa, para anular o inquérito e os efeitos da Operação Satiagraha, responsável pela prisão do mesmo.

O banqueiro, que tivera sido preso por duas vezes para não atrapalhar as investigações e pressionar testemunhas, recebeu dois Habeas Corpus do então presidente do STF, e pode exercer plenamente sua estratégia para inviabilizar as provas contra ele mesmo.

Enquanto abafa e engaveta casos envolvendo organizações criminosas com integrantes da oposição, podemos lembrar que o mesmo Procurador Geral carregou nas tintas no processo que a imprensa denomina como “Mensalão” que agora vamos descobrindo mais detalhes que apontam para uma estratégia para derrubar o presidente Lula, eleito democraticamente.

Diante dos fatos, e por não demonstrar em nenhum momento a isenção, imparcialidade e moralidade para desempenhar função de tamanha responsabilidade, o Conselho Nacional do Ministério Público precisa urgentemente apresentar denúncia de, no mínimo, prevaricação e abrir processo de perda do cargo, e só resta ao P.G.R renunciar ao cargo, correndo, para não destruir qualquer resquício de reputação da instituição que representa, já abalada por um histórico de proteção aos poderosos.

Por enquanto ele está sendo acusado apenas de prevaricação, mas devido a revelação da existência dos tentáculos de Cachoeira também no poder judiciário, eu não duvido de mais nada e não me surpreenderia se o ilustríssimo estivesse envolvido com a organização criminosa desmontada pela Polícia Federal, afinal o mesmo Cachoeira que desencadeou (e se beneficiou) do “mensalão” que revoltou o P.G.R é também um dos favorecidos pela falta de empenho e vontade de Roberto Gurgel em encaminhar denúncia ao S.T.F.

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abr 062012
 

As suspeitas levantadas nos últimos anos sobre a revista VEJA pela imprensa independente e blogs, estão sendo confirmadas pelas revelações feitas no vazamento das informações da operação Monte Carlo. Da fabricação de factóides políticos à espionagem ilegal, a revista esteve todo o tempo representando interesses de uma organização criminosa da qual faz parte.

Seja com o intuito de livrar criminosos da condenação, como aconteceu na cruzada para inviabilizar juridicamente a operação Satiagraha e desmoralizar os responsáveis por ela, seja para criar crises institucionais no governo federal, ou para defender interesses financeiros do consórcio que faz parte, a revista e seus prepostos cometeram crimes e atentaram gravemente contra o estado de direito democrático.

Confirmada a relação próxima do diretor da Sucursal de Brasília da revista, Policarpo Junior, com o conhecido contraventor Carlinhos Cachoeira e seus arapongas, começam a aparecer os indícios que a VEJA usava com frequência os serviços de espionagem de políticos, ministros e personalidades públicas para servir de base as suas reportagens.

Essa semana o Correio Braziliense publicou uma matéria que aponta que as imagens publicadas pela revista do Hotel onde se hospedava José Dirceu teriam sido obtidas pela equipe de arapongas do contraventor. Até hoje a VEJA jurava que as imagens tinham sido obtidas pelo circuito interno do Hotel. Na época, nós analisamos as imagens e afirmamos, em primeira mão, que pelas suas características tinham sido obtidas através de câmeras espiãs (Clique aqui para ler o artigo VEJA passou recibo do crime).

Diálogos captados pela Polícia Federal mostram que Carlinhos Cachoeira gabava-se por ser a maior fonte da revista. Foram registradas mais de duzentas ligações entre o contraventor e Policarpo Junior, além de encontros pessoais. A revista, por sua vez, utilizava o material obtido ilegalmente por Cachoeira, imagens, vídeos, áudios e e-mails interceptados, e atribuía a “fontes” na ABIN, com o intuito de acusar o governo federal de tentar atacar adversários políticos utilizando os métodos que a própria revista praticava, e ao mesmo tempo tentando enfraquecer a agência de inteligência e a Polícia Federal.

O conhecido episódio do suposto grampo da conversa entre o Senador preferido do Contraventor, Demóstenes Torres, e o Presidente do STF à época, Gilmar Mendes, cujo áudio nunca foi mostrado pela revista, e que investigações recentemente concluídas pela PF afirmaram que nunca existiu, foi motivo de grande estardalhaço no país, com o governo Lula sendo acusado de estado policialesco, gerando grande desconforto quando Mendes declarou publicamente que “chamaria o Presidente às falas”, e culminando com a demissão de Paulo Lacerda da ABIN, um profissional qualificado que vinha se dedicando a desmontar o crime organizado no país.

A grave farsa que colocou em risco a estabilidade política do país e o equilíbrio entre os poderes, tramada por personagens que as investigações da operação Monte Carlo revelaram serem sócios (Demóstenes, A VEJA e provavelmente Gilmar Mendes) apesar de ter sido completamente desmontada por investigação séria, não motivou qualquer retratação da revista ou dos outros personagens envolvidos que cobraram explicações do governo federal à época.

Em um país com uma imprensa e judiciários sérios, esses episódios seriam suficientes para levar a revista a encerrar suas atividades e levar seus responsáveis ao banco dos réus, mas os tentáculos da organização criminosa alcança o poder judiciário e outros veículos de comunicação ( com raras exceções como no caso da revista Carta Capital).

Muita informação ainda está por ser revelada, como o conteúdo das conversas entre o contraventor e o representante da VEJA, portanto preparem seus narizes para o mau cheiro que essas informações vão exalar.

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abr 022012
 

O PSDB nasceu com uma proposta de centro-esquerda louvável, necessária ao espectro político da época. Possuía um quadro de fundadores com uma significante parcela de pessoas que de uma forma ou outra sofreram com as consequências da ditadura militar.

Alguns foram deportados por suas posturas críticas (não concordo com a militância mais radical que afirma que eles fugiram), portanto, seria de esperar algum tipo de coerência com o repúdio a qualquer tipo de censura ou perseguição política, por mais intensa que esteja a luta pelo poder.

Ao alcançar o poder em 1995, o partido trocou a social democracia pelo liberalismo econômico se tornando indiferente em relação às condições de vida das pessoas mais miseráveis, no entanto, os tucanos permaneciam com o mesmo discurso de que seriam um tipo de esquerda moderada e inteligente.

Talvez por não aceitar a perda do poder, o partido foi enveredando lenta e gradualmente para um tipo de direita ultra conservadora, renegando tudo que pregavam em um passado não tão distante. Pode-se dizer que o partido foi empurrado nessa direção devido às circunstâncias do jogo político e a polarização com o PT, no entanto, parece que o partido e seus simpatizantes perderam o controle e, se aproximaram de qualquer antítese de esquerda. No início PT e PSDB ocupavam não o mesmo espaço no espectro ideológico, mas áreas próximas.

Ao resolver se aproximar daquelas pessoas que odeiam o PT e qualquer esquerda, o partido foi se deixando influenciar e absorvendo o que existe de pior na sociedade, e por mais que se culpe Serra, e eu também culpo, os demais integrantes do partido não são completos imbecis para serem “hipnotizados” pelo Serra, ou seja, o PSDB teve todas as chances de falar pro Serra algo como: “Espera aí,  Você está destruindo a nossa história, não queremos ser assim”, mas os que não apoiaram preferiram ficar no silencio acumpliciado.

Se a gente analisar as ações de tucanos nos últimos tempos, seja dentro ou fora da administração pública, vamos perceber que não difere muito da antiga ARENA. Do uso da força policial para reprimir manifestações democráticas ou desocupar prédios públicos ou particulares, o partido tentou ( e muitas vezes conseguiu) censurar a imprensa e constranger jornalistas, ameaçou institutos de pesquisa, procuradores do MP e ministros do judiciário e se uniu a banda podre da imprensa para criar factóides para desestabilizar governos legitimamente eleitos, produziu dossiês contra adversários ( e até correligionários).

Os fatos que ocorreram nos últimos dias se revelaram uma síntese do que se transformaram os tucanos: Provocaram a demissão de jornalista e editor da revista que publicou uma resenha favorável ao livro “A Privataria Tucana”, do jornalista Amaury Ribeiro Jr., através de pressão feita pelo seu presidente e, provavelmente estão envolvidos no sumiço dos exemplares da última edição da revista Carta Capital, que revelava o poder do contraventor Carlinhos Cachoeira no estado de Goiás, nomeando funcionários e definindo sua remuneração além da citação direta do Governador Tucano, Marconi Perillo em diálogos do bicheiro, e embora ainda não se possa provar a sua responsabilidade no desaparecimento da revista, ele seria o maior interessado.

O mais curioso é que a própria imprensa que deveria repudiar a atitude de desprezo pela liberdade de expressão dos tucanos vive acusando o PT de ser contra a liberdade de imprensa, mas, de tudo isso o que mais me chamou a atenção aconteceu no último fim de semana, com a manifestação nas redes sociais de algumas pessoas favoráveis ao golpe militar de 1964, era possível perceber que a maioria era simpatizante ou militante do PSDB, a máscara vai caindo aos poucos e as pessoas começam a perceber quem é quem.

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