O lançamento em clima de euforia e por aclamação da pré candidatura de Dilma Roussef a Presidência da República, hoje no Congreesso Nacional do Partido dos Trabalhadores, foi uma resposta firme e dura dos militantes do partido à cantilena da velha mídia, que já não esconde suas preferências partidárias, que se baseia no pressuposto que a candidatura da ministra Dilma seria uma imposição do presidente Lula ao partido, que teria sido “enfiada goela abaixo” do partido por vaidade do presidente e que sofria fortes restrições internas.
Como todas as mentiras que eles estão acostumados a contar a teoria é iniciada por um jornalista desses mercenários que não tem nada a perder e se submetem a esse papel sujo de plantar boatos usando os já desmoralizados argumentos dos depoimentos em off (já mostramos aqui como funciona o modus operandis para plantar mentiras atribuindo à declaração de supostas fontes anônimas) e depois sendo massificamente repercutidos pelos outros mercenários até que seja considerado verdade absoluta e incontestável, em uma estratégia que deixaria orgulhoso o famoso misnistro da propaganda de Hitler, Joseph Goebbels.
A criação dessa tese teve a intenção inescrupulosa de tentar enganar o leitor/telespectador/ouvinte para criar uma falsa sensação de que o presidente é absolutista e impõe ao seu partido suas vontades pessoais em detrimento dos interesses da maioria dos partidários, atribuindo a Lula uma atitude não democrática e ao PT uma de subserviência.
Como sempre eles vão fazer cara de paisagem e por serem absolutamente previsíveis e desapegados pela credibilidade vão ter uma das duas atitudes: alguns vão simplesmente fingir que nada disseram e seguir em frente, mas sem fazer qualquer tipo de mea culpa ou reconhecer publicamente que avaliou de forma incorreta, outros ( a maioria) vão ignorar a aclamação e simplesmente daqui há dois dias voltam com a cantilena que Lula impôs Dilma como se nada tivesse acontecido. Exatamente como eles vem se comportando de uns tempos para cá em uma escalada de deterioração do padrão de jornalismo, que nunca foi lá essa coisas, mas que agora flerta com o fundo do poço.
Ah e nem pense em criticá-los por essa postura antiética, porque aí vai começar outra cantilena, vão te chamar de tirano que quer calar a imprensa ou dizer que você está postando a serviço do governo ou do PT e aqueles chavões que de tão estúpidos se aproximam daqueles que eu ouvia quando era criança que “Comunista comia criancinha” e outras idiotices desse tipo de quem não tem argumento para discutir. Se fazer de vítima e clamar por liberdade de imprensa são os álibis preferidos para fugir de uma discussão que não tem como eles adiarem por muito tempo e que a sociedade exige. Afinal:
Imprensa é um vestal acima das leis ou pode e deve ser criticada como qualquer instituição em uma democracia?
Pode uma empresa usar uma concessão pública para mentir deliberadamente e regularmente para beneficiar partidos e outros grupos empresariais?
O jornalismo é superior à engenharia, medicina e direito para não se submeter a um código de ética e um regime de fiscalização profissional feita por conselhos autônomos como todas as profissões decentes desse país?
As respostas para estas e outras questões podem até ser adiadas por um tempo, mas não pra sempre, uma hora vão ter que mexer nessa ferida, e espero que não demore porque já está infeccionada e purulenta.
Por enquanto eles vão ter que engolir a aclamação de Dilma Roussef e perceber que nesse ano e mais do que nunca a militância está mais motivada para eleger sua primeira presidente mulher da história desse páís.
Só deixando um exemplo desse anti-jornalimo de opinião , em que o que mais importa são as estratégias e não os fatos, nessa peça mista de cinismo e falsa confiança que pode ser lida nesse link, cujo título é “Estou com peninha de Lula, confesso…”, Para quem não tem acesso eu cito um trecho desse exemplo de esgoto opinativo:
Quem mandou Lula adotar o antigo modelo mexicano de escolha de candidatos a presidente da República?
No país onde a febre suína deu seu primeiro sinal de vida, o presidente da República, consultada a cúpula do seu partido, costumava indicar o seu sucessor.
E como ali, de 1929 até 2000, mandou o Partido Revolucionário Institucional (PRI), quem o presidente indicava estava eleito de véspera – ou antevéspera.
Nem o Brasil é o México nem o PT é o PRI.
Para impor sua vontade de eleger uma candidata que nunca disputou eleição, que até outro dia era inteiramente desconhecida pela quase totalidade dos brasileiros, Lula precisou empurrar o nome dela goela abaixo do PT – e conseguiu.
Agora, precisa empurrar goela abaixo dos demais partidos que apóiam o seu governo. É aqui que a porca torce o rabo (nada ver com a febre suína, please).
Como sempre deixo para vocês as conclusões finais.

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