O ex-presidente Lula causa e causará ainda por muito tempo uma variada gama de sentimentos extremos em muitas pessoas. Amado e idolatrado pela grande maioria dos brasileiros, que reconhecem o grande governo que fez no país, ele ainda é respeitado e elogiado em várias partes do mundo, no entanto gera em parte da imprensa brasileira e em uma minoria preconceituosa um misto de rancor, despeito e frustração com o sucesso que faz.
A tentativa patética de tentar desconstruir a popularidade do ex-presidente através de elogios pontuais a presidenta Dilma, procurando ressaltar diferenças de estilos como se fossem discordâncias programáticas, assumiram contornos esquizofrênicos quando começaram a supor que Lula estivesse com ciúmes dos elogios dirigidos ao governo Dilma, ou que ele estivesse chateado com algumas ações de governo. Não importou o fato que Lula e Dilma tivessem lembrado que existe um canal permanente de contato entre os dois, com reuniões regulares, o mote do Lula invejoso era o que eles precisavam repisar.
O ponto alto da famigerada campanha se deu na recente visita de Barack Obama no Brasil, quando Lula preferiu não comparecer ao almoço oferecido pelo governo brasileiro ao presidente norte-americano. Se Lula fosse, teríamos ao menos duas semanas de uma farta quantidade de editoriais e artigos “constatando” que ele não tinha “desencarnado” da presidência, mas como não foi, o mesmo espaço foi destacado para suposições e interpretações distorcidas, usando o fato para justificar suas teses furadas.
Pelo fato desse blogueiro não ter bola de cristal para adivinhar o que se passa na cabeça de Lula nem na de qualquer outra pessoa, além de não usar o fétido artifício de usar o “off” para plantar noticiais ou se mostrar influente, prefiro acreditar que ele entendeu que em nada acrescentaria a sua presença no evento. Além das autoridades brasileiras: a presidenta, seu vice e os presidentes da Câmara e Senado federais, que precisam seguir o protocolo em visita de chefe de nação estrangeira, os ex-presidentes convidados por gentileza de Dilma deveriam ter recusado o convite assim como fez Lula, pois além de deslocados, se tornaram jogadores de confete e bajuladores de plantão.
As seguidas homenagens que Lula vem recebendo com freqüência e merecidamente mundo afora deixa os seus detratores em estado de depressão. Haja grana para tantas sessões de análise com tanto recalque acumulado durante mais de oito anos. São convites para palestras e homenagens que não chegam ao fim e que se eu fosse relacionar todas, o post ficaria gigantesco.
É incontestável o respeito e admiração conquistados por Lula no mundo árabe, reflexo da política diplomática praticada pelo Brasil em sua gestão, no sentido de apontar um novo caminho para negociação com o ocidente sem ameaças e ultimatos. Infelizmente, Lula não convenceu o ocidente, mas o reconhecimento aos seus esforços pode ser notado recentemente com o convite da Rede de TV Al Jazeera para sua participação como convidado de honra em um congresso patrocinado pela Emissora, e na homenagem oferecida pela comunidade árabe no Brasil, onde foi efusivamente aplaudido.
Lula é um ícone das esquerdas democráticas espalhadas pelo globo, e apontado como modelo de governante em outros países. Na Argentina é o líder estrangeiro mais admirado, e segundo o publicitário Duda Mendonça, se fosse argentino seria eleito presidente naquele país. Na semana passada, o ex-presidente roubou a cena no 40º aniversário da Frente Ampla do Uruguai, mesmo com o evento tendo contado com a presença dos últimos presidentes uruguaios, que possuem popularidade altíssima naquele país.
Nos próximos dias, o sentimento de inferioridade vai ganhar contornos dramáticos porque Lula hoje embarca em direção à Europa para receber uma série de homenagens justíssimas que muito orgulha a maioria dos brasileiros. Acompanhado de Dilma, o que torna essas frustrações mais contundentes, Lula receberá o título de Doutor Honoris Causa da Universidade de Coimbra pela contribuição para difusão da língua portuguesa. Além disso, receberá em Londres o 1º prêmio Gorbachev na categoria Perestróica, que significa reconstrução, pela contribuição ao desenvolvimento da civilização global. E haja antidepressivo e sessões de análise para curar tanta dor de cotovelo aqui no Brasil.
Fonte da imagem ilustrativa: http://www.influx.com.br/Post/228/Como-dizer-dor-de-cotovelo-em-ingles
Me reservo o direito de respeitosamente discordar de alguns pontos. Se homenagens significassem grandeza, FHC seria magnífico. Além disso, quando penso em governo Lula, lembro apenas de escândalos do PT, e sorte de momentos econômicos internacionais extremamente favorável às atividades econômicas do Brasil. Lula teve seus méritos na área social, ainda que não Janaína umidade quanto a isso, mas diversos setores do seu governo foram abandonados. Lula conseguiu destacar sua imagem da imagem do Estado Brasileiro, por isso a popularidade atingida.
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Essa é a sua opinião, Questionador. Aqui ela é respeitada. Abraços.
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Por favor perdoe a correção automática de meu iPhone. Onde vê “Janaína umidade” entenda-se “haja unanimidade”
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