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Desabafo!!!!
Gostaria de uma publicação sobre o assunto…
No dia 05 de junho passado, completou 46 anos em que o 20° Contingente do Batalhão SUEZ envolveu-se involuntariamente no conflito armado entre o Estado de Israel e a República Árabe Unida (RAU), denominada Guerra dos Seis Dias.
Minha intenção é divulgar o total descaso da União com os 427 praças que lá estiveram e que até o presente momento não houve um reconhecimento federal, tanto no conceito de condecorações como acesso a tratamento de saúde e hospitalização, transportes inter-estaduais, facilidades no atendimento em órgão públicos e (principalmente) uma indenização digna para aqueles que com orgulho estavam representando a Nação Brasileira.
Éramos jovens cheios de saúde e patriotismo, todos predispostos a uma missão de Paz, e totalmente despreparados para o fato ocorrido, uma guerra sangrenta em que tivemos baixas alguns feridos e um morto, bem como parte da tropa que ficou prisioneira do exército de Israel, sofrendo saques em seus pertences e agressões morais, juntamente com os prisioneiros do exército árabe.
A região é endêmica, inóspita com um povo hostil pela ocupação de seu território, uma língua difícil, mesmo assim lá estávamos em nossos postos para cumprir o que nos foi confiado pela Nação.
Quando eclodiu a guerra, nosso exército estava previamente avisado que a Missão UNEF tinha sido extinta aproximadamente vinte dias e deveríamos nos retirar dos campos de ação o que só foi feito desordenadamente após a guerra, com o apoio da Iuguslávia que cedeu um local em seu navio (Liburgnia) para evacuar parte de nosso efetivo até a ilha de Chipre onde a ONU mantinha uma Força de Paz. O restante da tropa seguiu mal instalados em um navio da Marinha Brasileira que estava carregado de café, estávamos no Ntr. Soares Dutra, literalmente jogados no porão com péssima alimentação, mal comparando e relembrando, parecíamos escravos nos navios negreiros da época da escravidão.
A Itália se prontificou a fazer nossa evacuação da área, o que não foi aceito pelas Forças Armadas Brasileiras.
No nosso retorno a Porto Alegre, a tropa foi dispensada sem uma avaliação médica e liberado todo o efetivo de cabos e soldados, após onze dias do desembarque. Um soldado que estava durante a viagem, enfermo, afetado pisicológicamente, também foi dispensado, estava o mesmo com lapso de memória, ficando dormindo pelos bancos da Estação Rodoviária, tendo sido encontrado casualmente pelo seu pai quatro anos após sua baixa.
Temos diversos documentos comprobatórios, depoimentos de autoridades e um processo que se arrasta nas gavetas dos ministérios sem que seja dada uma definição ao fato.
Sem mais
Norberto Soares Paiva
Estrada Real do Poço – Bloco “F” – Casa 02
Fone (81) 3441.6670
(51) 9571.2763 e/ou 81877651
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Uma História esquecida…
Sob esse título, a Professora Rosa Godoy presenteou colunista e leitores deste espaço com o belíssimo artigo que vai adiante. Ela nos mostra algo fantástico: nós temos, sim, Prêmio Nobel. E da Paz, o que é melhor.
São os nossos Boinas Azuis, que participaram de missões de paz no Oriente Médio entre os anos cinquenta e sessenta do século passado. Melhor ainda, no meio dos agraciados, mais de 70 representam a Paraíba.
Mas eles, tanto quanto a sua história, estão realmente esquecidos por brasileiros em geral e paraibanos em particular. Em especial por autoridades que poderiam render-lhes as devidas homenagens, reeditando-lhes justo e merecido reconhecimento.
Confesso que não sabia dessa história. Fiquei surpreso e maravilhado com as informações contidas no texto de Rosa Godoy, ícone da nossa melhor Academia, sobretudo do ensino e da pesquisa em História.
Devo registrar e lamentar, contudo, que ela está nos deixando para voltar às origens, no interior de São Paulo, de onde veio há mais de quarenta anos para ajudar a transformar a UFPB em uma das mais importantes universidades do Brasil.
Deixo vocês com a Rosa, a partir deste ponto:
***
Que a história do Brasil e da Paraíba é plena de silêncios e ocultações, não é novidade.
Novidade é um desses silêncios: as missões integrantes da Força de Emergência da Organização das Nações Unidas – UNEF1, enviadas ao Oriente Médio pelo Brasil, juntamente com outros nove países, desde 1956, diante dos conflitos entre Egito e Israel na Faixa de Gaza, para patrulharem as fronteiras entre os dois países e garantirem o cessar-fogo e a paz entre as partes conflitantes, após a guerra ocorrida naquele ano.
As missões tinham, cada uma, a duração de dezoito meses e aconteceram até 1967. Durante o período em que as forças pacificadoras da ONU permaneceram na Faixa de Gaza, os conflitos cessaram.
Com a retirada de tais forças, a pedido do governo egípcio de Nasser a beligerância na região voltou, com a eclosão da Guerra dos Seis Dias, e não se deteve até hoje. O contingente brasileiro foi o último a sair.
Considerada por decreto do Governo Kubitscheck como Serviço Nacional Relevante, a atuação dos chamados Boinas Azuis jaz no mais completo esquecimento.
Pois bem: em 1988, todos os participantes da UNEF1, entre os quais 6.226 militares brasileiros, receberam o Prêmio Nobel da Paz e outras condecorações, a saber: The International Veteran Millenium Medal 2000, The International Volunteers Foreign Service Medal e The United Nations’s 50th Anniversary Medal. Todos os países participantes da UNEF1 concederam aos membros de suas missões a réplica e o Diploma do Prêmio Nobel de Paz. Exceto qual país? O Brasil.
Das missões, participaram militares de todos os estados. A Paraíba esteve presente em todas elas, com 72 Boinas Azuis, entre soldados e oficiais. Atualmente, estão ainda vivos 64 desses participantes paraibanos, de que não se tem memória.
Em 27 de maio de 2001, foi constituída a Associação dos Integrantes do Batalhão Suez-Paraíba, considerada de utilidade pública municipal em João Pessoa, tendo, desde então, realizado inúmeras atividades, a exemplo de palestras, cursos, debates, junto à juventude das escolas de Educação Básica e na própria UFPB, não apenas sobre a atuação dos Boinas Azuis, mas sobre outros temas relevantes, a exemplo de ações anti-drogas, ajudas humanitárias, apoio em situações de calamidades públicas.
Os membros do Batalhão de Suez-Paraíba foram agraciados com a Honra ao Mérito do Estado da Paraíba e Menção Honrosa da Academia Paraibana de Letras.
Em 2009, foi aprovada pela Prefeitura Municipal de João Pessoa a Lei nº 11.656, de 12 de janeiro daquele ano, dispondo sobre a criação e aposição, em um logradouro da cidade, de um Monumento ao Pazeador, em memória e homenagem aos participantes do Batalhão de Suez.
O monumento continua pendente.
E, mais grave, os sucessivos governos brasileiros vêm se mostrando omissos em relação ao Prêmio Nobel de Paz recebido pelos Boinas Azuis.
Aliás, a sociedade brasileira e paraibana, de modo abrangente, ignora essa láurea e não confere o devido reconhecimento a seus compatriotas que prestaram um relevante serviço aos processos internacionais de paz.
No próximo dia 29 de maio comemora-se o Dia do Pazeador.
Em um tempo como este em que vivemos, de globalização, de intensificação das relações interculturais, e em que tanto se fala de paz e de direitos humanos, mas em que o horizonte internacional continua a apresentar um anuviado mundo beligerante, estas experiências de inserção internacional do Brasil, no tocante a tais questões, constituem um duplo repto: aos governantes, para que concretizem ações já aprovadas ou aprovem ações, de reconhecimento de tais esforços já realizados; aos historiadores , para que reflitam sobre tais questões.
Afinal, a Paraíba se situa no mundo.
Parece óbvio. Mas, com a globalização, cada peça do xadrez internacional do poder nos afeta. E daríamos uma bela resposta se, daqui do nosso lugar, da “pequenina Paraíba”, oferecêssemos ações, reflexões e simbologias sinalizadoras de caminhos de paz.
Rosa Maria Godoy Silveira
Universidade Federal da Paraíba
Texto do jornalista Rubens Nóbrega
Publicado no Jornal da Paraíba – Coluna: Blogs & Colunas – Em 25 de março de 2012
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Câmara Municipal de Porto Alegre
Seção de Taquigrafia
053ª Sessão Ordinária 11 JUN 2012
053ª SESSÃO ORDINÁRIA – 11JUN2012
(Texto sujeito a alterações, devido à revisão do orador.)
(Sem revisão final.)
Fragmento da 053ª Sessão Ordinária – Comunicação de Líder do Ver, João Bosco Vaz.
O SR. PRESIDENTE (Mauro Zacher): O Ver. João Bosco Vaz está com a palavra para uma Comunicação de Líder.
O SR. JOÃO BOSCO VAZ: Sr. Presidente, Srs. Vereadores, Sras. Vereadoras, nesta Lei Geral da Copa, que foi aprovada e sancionada pela Presidente Dilma, foi contrabandeado um artigo que indeniza campeões mundiais de 1958, 1962, 1970, cada um deles com R$ 100 mil, e quem tiver mais de 60 anos, com uma aposentadoria vitalícia de R$ 3.800,00. Eu lembro que lá atrás, quando o Brasil foi campeão em 1970, o Maluf deu um fusquinha para cada um e foi condenado pela Justiça. Mas não é uma discussão do mérito que eu quero fazer, eu quero fazer um paralelo com os boinas azuis, do Batalhão Suez, que há mais de 40 anos foram à Faixa de Gaza em busca de paz. E os boinas azuis, do Batalhão Suez, que há mais de 10 anos pediram somente uma indenização de R$ 100 mil para cada um, esse processo dorme nas gavetas do Ministério do Planejamento. A Presidente Dilma, quando Chefe da Casa Civil, foi favorável à indenização aos pracinhas, aos boinas azuis! O atual Ministro da Defesa é favorável à indenização aos boinas azuis que estiveram lá na Faixa de Gaza! O Deputado Vieira da Cunha fez uma emenda a esse Projeto proposto pela então Chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, mas não se sabe por que nem o próprio Governo consegue movimentar esse Projeto dentro do Ministério do Planejamento! Então, está acontecendo aí dois pesos e duas medidas para heróis diferentes! E vejam que eu sou ligado ao esporte! Entre escolher os campeões mundiais e escolher os boinas azuis, que arriscaram a vida, ainda jovem, para ir à Faixa de Gaza, abandonando a família para buscar a paz, eu fico com a indenização aos boinas azuis! Ou será quo o Zagalo precisa de R$ 100 mil e R$ 3.800,00 por mês? Será que o Parreira precisa de R$ 100 mil de indenização e R$ 3.800,00 de aposentadoria por mês? Será que o Nilton Santos precisa? Precisa! Ele está hospitalizado, está mal! Será que o Gilmar dos Santos Neves, o goleiro, precisa? Precisa! Ele está numa cadeira de rodas! Provavelmente, a grande maioria necessite. Não sou contra. Agora, é preciso tratar com igualdade. Por que esse Projeto que prevê a indenização aos boinas azuis do Batalhão Suez dorme nas gavetas do Ministério do Planejamento, quando a Presidente Dilma é favorável , quando o Ministro da Defesa é favorável? Os boinas azuis vivem essa expectativa de também poder receber essa indenização de R$ 100 mil, e o Projeto não prevê aposentadoria para quem tem mais de 60, e muitos deles têm mais de 70 anos!
Quero deixar esse registro da desigualdade, porque são heróis diferentes; heróis do esporte e heróis da vida, que foram lá com sua juventude, deixaram aqui suas famílias. Tem um caso que contam os boinas azuis, que tiveram que jogar um companheiro no mar porque morreu e não podiam trazê-lo no navio.
Deixo aqui esse registro. Muito obrigado.
(Não revisado pelo orador.)
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Campeões das Copas de 1958, 62 e 70 receberão
R$ 100 mil da Previdência
19 de Dezembro de 2012 • 21h54 • atualizado em 20 de Dezembro de 2012 às 14h05
A. Notícia
Campeões de 1962 serão agraciados pela Previdência Social
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Os jogadores que integraram as Seleções Brasileiras campeãs mundiais de 1958, 1962 e 1970 receberão um auxílio especial, de R$ 100 mil cada um, da Previdência Social, conforme portaria que será assinada nesta quinta- feira, às 9h30, pelos ministros do Esporte, Aldo Rebelo, e da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho.
O benefício está previsto na Lei Geral da Copa (Lei nº 12.663), sancionada pela presidência da República em junho deste ano e que dispõe sobre as medidas relativas aos eventos da Copa das Confederações, em 2013, e da Copa do Mundo de 2014.
Um auxílio mensal também será concedido pelo governo no valor do teto pago pela Previdência Social para jogadores sem recursos ou com recursos limitados. A solenidade de assinatura da portaria ocorrerá no auditório do Ministério da Previdência Social, em Brasília.
Os jogadores que participaram das três Copas são:
1958 – Gilmar, Djalma Santos, Bellini, Orlando (morto), Nilton Santos, Zito, Didi (morto), Garrincha (morto), Vavá (morto), Pelé, Zagallo, Castilho (morto), Dino, Moacir, Zózimo (morto), Mauro (morto), De Sordi, Oreco (morto), Joel (morto), Mazzola, Dida (morto) e Pepe.
1962 – Gilmar, Djalma Santos, Mauro (morto), Bellini, Nílton Santos, Zito, Didi (morto), Garrincha (morto), Pelé, Zagallo, Vavá (morto), Amarildo, Castilho (morto), Jair Marinho, Altair, Zózimo (morto), Jurandir (morto), Zequinha (morto), Mengálvio, Jair da Costa, Coutinho e Pepe.
1970 – Félix (morto), Carlos Alberto, Brito, Piazza, Everaldo (morto), Clodoaldo, Gérson, Jairzinho, Tostão, Pelé, Rivelino, Ado, Leão, Zé Maria, Marco Antônio, Baldochi, Fontana (morto), Joel Camargo, Dario, Roberto Miranda, Paulo César e Edu.
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Visite o site: Batalhão Suez
Associação Brasileira de Integrantes do Batalhão Suez. RS
Rua Dos Andradas, 904 conj. 502
Tel: (51) 3224.5382
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