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Serra, o amiguinho que cai na pilha!

Na gíria carioca (creio que outros Estados se use também essa expressão), a pessoa que “cai na pilha” é aquela que não aguenta brincadeiras e já parte pra discussão, ou para agressão física.

Serra caiu na pilha e baixou o nível.

O fato de ser, atualmente, o político que mais se envolve em confusões e situações inusitadas/constrangedora coincidiu com o aumento do número e participação do usuário na internet e a disseminação das peripécias do “Serra do bem”.

Só que Serra, outrora grande tuiteiro e “entusiasta da internet”, tem revelado resistência ao fenômeno da difusão e da diversidade de informação na rede. Isso desde de 2010, quando no auge das eleições atacou o que classificou de “blogueiros sujos”. Agora, mal iniciadas as eleições municipais, decidiu investir contra Luis Nassif e Paulo Henrique Amorim. Mas isso não interessa nesse post, o que interessa é o fenômeno Serra.

Eleições 2010 - Serra de fofinho a grande religioso de direita

Nem Jânio Quadros chega aos pés (trocados) de Serra. De pula-pula a skate, ele é imbatível. E isso é uma síntese do que incomoda o eterno candidato à presidência: na internet tudo é captado. Desde piti com jornalista até a farsa da bolinha de papel.

Estão vendo só? Serra é um craque das situações inusitadas. E é isso que o povo gosta.

A elite brasileira sempre quis (e ainda quer) desqualificar Lula a todo custo. Serra, Merval, Tio Rei, Jabor (o grupo do Instituto Millenium), mas a elite não tem humor, só ódio, nojo. Humor é com o “povão”. E enquanto Lula não sai da boca espumada da zelite, Serra não escapa do olhar bem-humorado do povo.

Ao invés de mostrar propostas, prefere atacar jornalistas e blogs. Curiosamente Serra e o PSDB batem agora na mesma tecla que Gilmar Mendes, no auge de seu ataque de nervos pós-denúncia contra Lula, bateu: financiamento de blogueiros por empresas estatais. Mais uma vez, não entrarei nesse assunto.

Pensemos: quantos políticos foram objeto de brincadeiras tanto quanto Serra nas últimas eleições. Bateu até o Tiririca! É o nosso fenômeno!

E quantos somam 37% de rejeição nas pesquisas? É isso! Um craque!

Serra e o Skate: A foto original e as derivações

Quando estamos no ensino fundamental existe uma regra que minimiza a “zoação” por parte daquele amiguinho popular (para toda regra há exceções, claro): Se você não é popular e revida com agressividade, vai se dar mal. Muitas vezes quando entra na brincadeira e leva numa boa, corre o risco de se enturmar com o grupinho ameaçador.

Serra quis revidar, e ficou mais divertido fazer troça dele. Como não quer revelar que a divulgação de fatos (como o livro “Privataria Tucana”) e fotos/vídeos (pula-pula, kimono e skate) o incomodam, tenta desarticular quem (na cabeça dele) estaria por trás da disseminação desses fatos. E processa desafetos, com aval do PSDB e coro de alguns “jornalistas” comprometidos com a liberdade de opinião e de (ou da) imprensa.

A brincadeira com políticos e pessoas públicas não é de hoje. Mesmo Lula e Dilma sofrem brincadeiras, algumas até de extremo mal gosto e de raiz preconceituosa. Mas Serra se sente “O” injustiçado, “O” perseguido… quase um messias mal compreendido pelas ovelhas desgarradas. Culpa do Lulo-petismo, nas palavras do nosso imortal.

O tal “Lulo-petismo”, acusado de anti-democrático por 1552 representantes da elite com espaço em colunas de jornais e revistas, nunca demonstrou tanto incômodo com a internet e a diversidade de ideias. Inclusive a ameaça do “lulo-petismo” é exatamente essa, aumentar a diversidade de ideias.

Para a sociedade fica cada vez mais claro quem se incomoda com a democracia e a pluralidade de informação e ideias. São os mesmos que se incomodam com o PROUNI, que deixa entrar preto e pobre nas universidades, com o Bolsa-Família, com as cotas nas universidade públicas… e que declaram apoio à golpistas do Paraguai e mandam representante até lá para apertar a mão do presidente que tomou o poder.

Mas hoje é dia de alegria, hoje é dia de Serra! De roupinha fashion a medo de skate. De fundamentalista religioso de direita, em 2010, a Censor em 2012. O que seria de nossa política sem figuras tão inusitadas como estas?

Algo bem melhor do que temos hoje, certamente!

Serra Fashion: SerraInova lançou o modelo queridinho da zelite!

 

 

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O Historiador, o Imortal e o Panfleto

Hoje a coluna do historiador Marco Antonio Villa vem falando sobre o tão comentado vulto “fascista” do “petismo”. Isso é o que o título sugere, mas os alvos verdadeiros de Villa são Amaury Ribeiro e o livro “A Privataria Tucana”.

Na coluna, o historiador queridinho da velha mídia chama o livro de panfleto e o autor é rebaixado a um jornalista qualquer, desconsiderando seu histórico profissional. Covarde, Villa ataca a Rede Record e as vozes que repercutiram o lançamento do livro nas redes sociais como a “rede onde o jornalista dá expediente” e as “centenas vozes de aluguel” que repercutiram o lançamento. A tática adotada por Merval e Serra: ataques genéricos a alvos específicos.

O democrata-historiador-millenar, Villa, mostra a que veio:

Diz no último parágrafo: “O panfleto deveria ser ignorado. Porém, o Ministério da Verdade petista, digno de George Orwell, construiu um verdadeiro rolo compressor.”

Normal para os membros do clubinho de que participa. Foi no mesmo Millenium que Arnaldo Jabor declarou que adoraria impedir “o pensamento de uma velha esquerda” que, para ele, “não deveria mais existir no mundo”.

Villa – neste texto, que tenta maquiar como se fosse uma defesa da pluralidade de opinião – mostra o mesmo: quer silenciar um livro-reportagem.

Ele se mostra indignado em várias partes: acusa o autor e partidariza a obra (como panfleto petista) – na tentativa de desqualificar o trabalho e enterrar uma possível CPI?

A tentativa de partidarizar o trabalho de Amaury é um “evento” interessante. Tanto membros do PSDB, quanto o imortal Merval Pereira e, agora, Marco Antonio Villa repetem exageradamente. Parece até que combinaram.

Ainda como Merval (e Serra), o texto de Villa se mostra incomodado com a blogosfera, que fica sugerido em “centenas vozes de aluguel”. Afinal, que vozes são essas?

Twitter, Facebook, Orkut, Google+…. BLOGS!! O grande terror da atualidade, que dessa vez mostrou a força e surpreendeu os mais céticos, impedindo que um fato relevante fosse abafado pela velha mídia.

Por isso somos “Blogs Sujos”, “Blogueiros Chapa Branca” e “Vozes de aluguel” segundo a trindade Serra-Merval-Villa. Pura coincidência, claro!

Villa, no sexto parágrafo, só falta dizer “Serra, eu te amo”, tamanha a tentativa de defender o ex-governador.

Enquanto Villa nos entope com o “fascismo petista”, eu lembro uma frase nazista de Joseph Goebbels “Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”. As tentativas de partidarizar a obra e desqualificar o autor se enquadrariam nesta frase?

Villa tenta atribuir ao PT um perfil fascista, poderoso e quase sobrenatural que lembra bastante a tática Americana com a decrépita União Soviética durante a guerra-fria. E tem gente que compra a ideia.

Junto ao pacote, o historiador cita o ministério da verdade (do romance 1984, de George Orwell) para atacar o livro e os governos petistas que, segundo sua teoria, no auge do seu autoritarismo, passa por cima de fatos com informações impostas.

Villa deve estar longe do país.

Não deve ler a revista Veja, assistir TV, ou mesmo ler os jornais que publicam suas colunas. Villa poderia largar o clube de leitura do Orwell que deve ocorrer no Millenium e olhar para o Brasil. Se há incômodo com a pluralidade de pensamento e opinião, é lá que ele terá exemplos claros. Nem precisará perder tempo para criar teorias conspiratórias.

Villa ataca todos os governos petistas, democraticamente eleitos (goste ou não) comparando a um grande espectro fascistoide que ameaça o país – “O PT não terá dúvida em rasgar a Constituição”, diz a certa altura. Mas o historiador-democrata passa uma imagem autoritária ao desejar que o livro nunca tivesse chegado aos leitores e classificando a obra como panfleto, sugerindo que seria um dossiê encomendado pelo PT. Fica parecendo aquela frase de Goebbels .

Parece vir de alguém que se incomoda com a democracia.

o texto referido neste post aqui

adendo 28/12 – 15:33:

Meus gnominhos me sopram no ouvido:

- Então, pela lógica do historiador-democrata, os livros “Lula é minha Anta”, “O Lulismo no poder”, “O dicionário de Lula”, “O País dos Petralhas” e “Nunca antes na história deste país” escaparam heroicamente do rolo compressor do ministério da verdade petista?

e mais:

- Pelo que o ilustríssimo expõe, podemos concluir então que estes livros são também panfletos… da oposição!

Conclusões tardias, gnomos!

 

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1964 ou 2010: Ao Lado de Conservadores, Serra Parte Para o "Tudo ou Nada"

Há alguns meses atrás, Marco Aurélio Garcia disse que Serra estava fadado a um fim de carreira política melancólico com a guinada à direita. Confesso que concordava com essas palavras, mas não esperava que fosse tão extremado esse fim.

Dilma venceu o primeiro turno, por pouco não venceu as eleições logo e pôs fim nessa guerra que demotucanos parecem não impor limites.

Nostalgia: Estaria Serra com saudade de 1964?

O discurso de Serra no dia da definição de que haveria segundo turno me assustou. Ele era o campeão da direita, apelativo, forçadamente nacionalista (sem o ser, todos sabem). Mas não me assustou por isso, mas por seu discurso transparecer duas coisas: uma guinada total para o radicalismo conservador e a decisão do vale-tudo no segundo turno.

Poderia ser impressão, já que eu havia dormido no sofá e acordei no início da fala do candidato demotucano. E, cá entre nós, não é a melhor forma de alguém ser acordado!

Contudo, me parece que não foi uma conclusão comprometida pelo susto que tomei ao acordar com Serra na TV. Dias depois do ocorrido, o tucano discursava como Udenista nato, nem sei se tão udenista, talvez estivesse mais para um membro do Partido Republicano norte-americano em vestimenta tupiniquim.

Serra clamou por valores morais, família, se dizendo temente a Deus, etc. Mas projeto de país que é bom, nada! Até a CNBB lamentou a decisão de desviar o foco principal do debate com temas religiosos.

"Trator sobre a própria mãe": Serra Acorda Fantasmas do Passado

E já que o candidato enveredou-se para um pseudo-moralismo cristão, vale a pena salientar que Serra optou pelo caminho largo, amplo, espaçoso, ao caminho estreito.

É mais fácil espalhar boatos, se aliar com antigos e históricos apoiadores do estado terrorista que governou o país por mais de 20 anos, como o TFP e o Clube Militar. É mais fácil atacar com moralismos que não competem a uma presidenta do que apresentar propostas alternativas para um país.

2010 - Revival!!

Do “caminho estreito”, mas honrado, Serra foge… não debate, ataca pelas costas, terceiriza seus ataques à velha mídia ou outras pessoas para não sujar as mãos e aparece no horário eleitoral como o “Serra do Bem”, “Ficha Limpa”… só ignora que já tenha 5 ações movidas contra si, apenas nessa campanha, por calúnia e difamação, mas isso é irrelevante tamanho é o “amor desse homem pelo Brasil e pela vida!”

Marco Aurélio Garcia estava certo quando falou do fim melancólico, mas acho que nem ele achava que as baixarias poderiam chegar a tal ponto.

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A TÁTICA DE "DEMOCRATAS MILLENARES" PARA IMPOR SUAS VONTADES

Hoje seria um dia marcado por um ato organizado por jornalistas e blogueiros com a participação de sindicatos e movimentos sociais em São Paulo contra a tentativa da imprensa em eleger seu candidato, custe o que custar. Nem que seja atropelando o processo eleitoral e opinião pública.

Mal foi anunciada, pelo Centro de Mídia Alternativa Barão de Itararé, começaram a surgir artigos desqualificando os jornalistas e os movimentos participantes. Chamando-os de Chapa-Branca.

Para uma imprensa marrom… nada demais.
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Hoje não será o Dia D apenas para esse ato. Em uma jogada estratégica a imprensa escalou para o mesmo dia algumas peripécias.
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A jogada é simples até para leigos, você escala alguns eventos no mesmo dia, um em SP, um no RJ e um outro em âmbito nacional com meia dúzia de pessoas (ou nenhuma, como na internet) para ofuscar um evento, com número considerável de pessoas, contra a tentativa da Velha Imprensa em eleger seu candidato.

As peripécias de hoje serão as seguintes:

1- Entrevista com o “Casseta” Marcelo Madureira (do Instituto Millenium), no site da rede mobiliza atacando a falta de liberdade imposta pelo governo.

2- Lançamento de vinhetas raivosas contra Dilma e o PT pregando o medo de um governo comunista (sem brincadeira, é essa a ideia passada).

Lembram da Regina Duarte em 2002?? Está bem pior.

Tanto que nem querem colocar na TV, apenas espalhar pela internet. Até o Marqueteiro de Serra repudiou tal atitude.

No youtube nem mesmo no canal do partido está, para não vincular o crime eleitoral diretamente à campanha.

3- O “encontro do século”! O Instituto Millenium se reunirá com o Clube Militar para confabularem sobre o risco que a democracia brasileira vem correndo. Déjà Vu de 64?

Vamos aguardar o final desse dia para ver a repercussão de cada um desses eventos.

Adianto o seguinte:

JN e afins – Sindicalistas reclamam da liberdade de imprensa, enquanto “intelectuais” manifestam-se a favor da democracia.

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Brasil não é Honduras!!!

Essa semana parece que a velha mídia começou um ensaio. Ensaio este com a participação especialíssima de figurões da antiga e da “neodireita”.

Não bastassem as acusações (desmentidas e sem provas) da revista-panfleto Veja contra a Casa Civil e a nova ministra, tendo como alvo principal a candidata Dilma Rousseff; a semana começou com alguns outros escândalos. Um seguido de outro, num verdadeiro bombardeio.

Primeiro foi com Lula, quando afirmou que o DEM deveria ser extirpado, por tudo que ele (mal) representa para a política brasileira, pelo seu papel claro de oposição golpista que vem desempenhando desde a eleição de 2002.

Vídeo da fala de Lula: watch?v=oembZhJlkAo

Marcelo Tas alterou a frase e disse que “Lula quer acabar com a oposição”. Foi a deixa! Toda a oposição começou a repetir essa modificação da frase do presidente.

FHC comparou Lula a Mussolini e disse que Lula “virou um militante e um chefe de uma facção”.

O “Mestre” FHC, que Paulo Henrique Amorim chama de Farol de Alexandria, deu a senha:

Acho até que caberia uma consulta ao STF porque, se você não tiver instrumentos para conter essa vontade política, fica perigoso

E mais:

Alguma instância tem de dizer que o presidente está extrapolando e abusando do poder político de maneira contrária aos fundamentos da democracia”.

Rodrigo Maia e Tasso Jereissat foram na onda de FHC e compararam Lula a Hitler. Não basta mais chamá-lo de Chávez, parece que não cola, tem que pegar mais pesado.

“Está sendo feita uma lavagem cerebral. Não vou ligar que Lula é popular, mas Hitler era popular, Mussolini era popular, Stroessner era popular”

Incrivelmente o Grupo Folha decidiu que seu premiado comercial de 1987 deveria voltar a circular, seja lá qual tenha sido o motivo desta decisão, soa muito estranho quando é o mesmo jornal que sua diretora-superintendente assume que os Jornais, hoje, atuam como oposição:

“E, obviamente, esses meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada.”

O comercial, que posto abaixo, cita os índices ótimos na economia e emprego durante o governo Nazista, cita o ditador como um homem normal e amado pelo povo… o comercial foi premiadíssimo, é muito bem feito (como tudo da W/Brasil) e não seria nada demais se não contextualizamos com o momento atual onde a oposição e a velha mídia tenta, de todas as maneiras, colar o autoritarismo no perfil de Lula e de sua candidata, Dilma Rousseff, e a oposição cita com todas as letras o ditador nazista.

Comercial da Folha: watch?v=nd9R7ZxhjJ8

A nova investida da oposição não é tão nova assim, a oposição parece se inspirar no Golpe em Honduras, o encara como um bom exemplo para ser seguido. Segundo o “intelectual” Arnaldo Jabor e seus patrões, um “Golpe Democrático”. Tanto que forçaram uma justificativa constitucional para criticar a condenação da OEA e do governo brasileiro ao Golpe encabeçado por Roberto Micheletti.

A coisa é séria, mais séria do que muitos estão encarando. Alguns líderes religiosos conservadores estão pregando em seus cultos que Dilma é ateia, a favor do aborto e contra a liberdade religiosa, coisa que a justiça eleitoral proíbe. Vídeos espalhados no youtube começaram a ser postados na semana passada e o jornalista Rodrigo  Vianna já havia alertado em sua página.

Segundo texto, que me soou um tanto quanto conspiratório, estavam sendo preparados vídeos contra Dilma que iriam se espalhar pela internet e tinham conteúdo difamatório.

Menos de uma semana depois da postagem destes vídeos, a esposa de Serra, Mônica Serra, em passagem pelo Rio de Janeiro deu uma de histérica e praticamente gritou em praça pública que Dilma seria a favor do aborto: “Ela é a favor de matar as criancinhas”, gritou a madame para um vendedor ambulante.

A Senha para o Golpe

Voltando ao FHC, a frase do ex-presidente é fundamental para o que pode estar por vir e que já vem sendo tentado desde o início das eleições, a tentativa de vitória nos tribunais. O golpe branco, a virada de mesa ou tapetão. Como achar melhor.

Começou com a enxurrada de representações no MPE, pedidos de cassação da candidatura da candidata petista e agora com o apelo de FHC para que o supremo “abra o olho” para o que ele considera abusos antidemocráticos.

Tudo isso é confuso, eu sei… mas é isso, a velha mídia está confundindo pra confundir mesmo. A instabilidade é a única esperança, seja para realizar os desejos de FHC ou para levar as eleições para o 2o Turno, pois Serra leva uma surra nas pesquisas realizadas.

Enquanto isso a “esquerda” ou quem sempre se definiu assim, se cala. Nem Plínio, nem Marina, nem ninguém se manifesta a não ser para exibir as relações Freudianas atacando o ex-partido.

Parece que o processo democrático é secundário, ignoram o golpismo da campanha de José Serra que se iniciou na internet com ataques pessoais, publicação da Ficha Falsa de Dilma na primeira página da Folha e os seguidos “escândalos” que começam a estampar todas as capas de Folha, Globo, Estadão e Veja.

A oposição da Mídia não se limita aos jornais, membros do Casseta&Planeta atuam com seu humorismo ativamente em seus blogs e em depoimentos no youtube, Marcelo Tas escreve sistematicamente em seu twitter criticando Dilma, insinuando que Eike Batista comprou terno de Lula para agradecer pelo empréstimo do BNDES, além das capas de revista criticando duramente o governo e tentando tornar Serra O perfeito, mesmo assim vendem a ideia de que o Brasil está sob censura ou na iminência de uma.

Apesar disso os demais partidos só fazem engrossar o coro da direita e falam apenas o que interessa à velha mídia para ter alguns segundinhos nos telejornais.

A única forma que a direita sabe fazer oposição é com golpe. A diferença agora é a maior presença da internet em lares brasileiros possibilitando desmentir quase que em tempo real o que é invenção. A tática é a mesma de 64, de 89, de 2002 e 2006, mas eles não esperavam por este contra-ataque. Por isso essa agressividade, pondo em risco o que resta de credibilidade da mídia.

A venheta de 45 anos da Globo foi uma das primeiras demonstrações da força da internet. A vinheta dizia “mais saúde, mais educação, queremos mais”. O slogan da campanha de Serra era “O Brasil pode Mais”.

Em menos de 24h a Rede Globo decidiu retirar a vinheta do ar após começarem comentários nas redes sociais.

Ainda temos pela frente 3 capas de Veja, 17 edições de Jornais e muita disposição da oposição em criar um fato novo.

Eu não sei tudo que está em jogo, mas deve ser imensurável a ponto de tentarem reverter a vontade popular que, segundo as últimas pesquisas, é de 50% para Dilma contra 26% para Serra.

Ps.: Só para se ter a ideia do nível e do desespero vejam essa matéria que O Globo fez com esotéricos sobre Dilma e Lula. Isso eles chamam de jornalismo.

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