Há muito não leio a Veja, acho que desde as acusações sem punição de Diogo Mainardi.
Não perdi nada nesse meio tempo, hoje li uma edição… lá de janeiro, sobre o Haiti, PNDH, etc. As coisas ali só pioraram.
A Veja hoje é clara, é como um guia prático para reacionários… não há uma matéria com perfil jornalístico, equilibrada. Só o que se lê são opiniões, seja ela travestida de adjetivo ou advérbio.
Por exemplo: “O terrorista Marighella”, “Prestes, felizmente, não conseguiu o golpe esquerdista”.
A revista (?) é um Oasis conservador quando as coisas vão bem.
Tudo está em paz? Abra a Veja:
“PNDH é um golpe esquerdista”
“Tesoureiro do PT enfiado na Lama”
“FHC é nosso Rei”
É estranho! A Carta Capital, que sempre sofreu com o título de Chapa Branca e Revista do PT, hoje é a mais imparcial.
A diferença está entre orientação política e partidarização, a Carta tem um claro perfil de esquerda, a Veja tem um claro perfil Demo-Tucano.
A única coisa que me surpreendeu na Veja foi quando tratou de Roger Waters, ex-líder do Pink Floyd. A omissão do adjetivo Socialista ao citar o músico foi o fim. Já é sabido em todo o meio reaça que a banda se dissolveu por sua face ”esquerdista-ditatorial” (como Hugo Chavez , amigo do Lula, diga-se)… coisa típica dessa raça. Lamentável!
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