Paralisia Supranuclear Progressiva: uma visão geral da doença

Paralisia Supranuclear Progressiva: uma visão geral da doença

A Paralisia Supranuclear Progressiva é uma doença rara com sérias complicações neurológicas. A maior incidência de casos acontece em idosos e exige muita experiência da equipe médica para a realização de um diagnóstico preciso.

Por ter efeitos complexos e que comprometem a qualidade de vida dos pacientes, há muitos estudos sobre o tema. Inclusive, recentemente, descobriu-se que o uso do Canabidiol (CDB) pode ajudar a controlar os sintomas.

Essa descoberta vem chamando a atenção da comunidade científica e de médicos que estão investindo cada vez mais em cursos de Cannabis Medicinal para aprofundar seus conhecimentos e entender como escolher o melhor protocolo terapêutico aos seus pacientes.

Apesar de tudo isso, a doença ainda é pouco conhecida e essa falta de informação gera insegurança e dúvidas em diagnosticados, familiares e profissionais da saúde. Este post traz uma visão geral da enfermidade e esclarece pontos importantes. Acompanhe!

O que é Paralisia Supranuclear Progressiva

A Paralisia Supranuclear Progressiva (PSP) é uma doença cerebral incomum que causa a degeneração das células de regiões específicas do cérebro que controlam nossa capacidade de movimento, coordenação motora, pensamento e outras funções importantes. 

Para entendermos bem como funciona a doença, é interessante aprofundarmos em alguns conceitos:

  • Paralisia — distúrbio causa a fraqueza e paralisia muscular;
  • Supranuclear— faz referência a região do cérebro que é afetada: localizada acima de 2 pequenas áreas chamadas de núcleos.
  • Progressiva — sintomas pioram ao longo do tempo.

A PSP é mais frequente em homens do que mulheres e, na maior parte dos casos, atinge pessoas com idade entre 60 e 80 anos.

 

PSP x Parkinson

É importante mencionar que a Paralisia Supranuclear Progressiva é uma doença rara e pode ser confundida com a Doença de Parkinson — uma condição mais comum e com sintomas parecidos.

Entretanto, na PSP os pacientes têm uma dificuldade muito maior para falar e engolir alimentos. Além disso, eles têm problemas para olhar para baixo e, ao contrário dos portadores de Parkinson, são mais propensos a se desequilibrar e cair para trás. 

Doença não é fatal, mas o agravamento dos sintomas pode levar ao óbito

A Paralisia Supranuclear Progressiva não é uma doença fatal. Apesar disso, o quadro sintomático é progressivo e não podem ser curados. É esse cenário que complica a situação do paciente e aumenta seu risco de morte.

Com isso, é comum o falecimento em decorrência de complicações resultantes desse agravamento, como pneumonia provocada pela aspiração de alimentos durante engasgos — uma vez que há uma clara e séria dificuldade para engolir.

Qual a causa desse distúrbio cerebral

A comunidade científica já evoluiu bastante nos estudos sobre a doença e conseguiu entender como ela se manifesta e evolui ao longo dos anos. Entretanto, não há causas claras para o seu surgimento.

Em outras palavras, sabemos que a PSP ocorre em razão de danos a células de uma região do cérebro, mas não conseguimos definir como e por que isso acontece.

Quais os sintomas da Paralisia Supranuclear Progressiva

Em geral, os sintomas da Paralisia Supranuclear Progressiva surgem de forma sutil e, apenas com o tempo, começam a se tornar perceptíveis e graves. Esse é um dos fatores que prejudicam um diagnóstico precoce.

Na maioria dos pacientes, o primeiro sinal é uma dificuldade moderada para caminhar. Muitos começam a cair mais e sentem como se não soubessem mais andar. Mas há uma lista com diversos sintomas. Veja:

  • esquecimento e falta de atenção;
  • oscilações de humor, com crises de choros e risos repentinas;
  • ataques de raiva sem motivo real;
  • tremores nas mãos;
  • dificuldade para comandar o movimento dos olhos;
  • sensação de visão embaçada;
  • dificuldade para falar e engolir;
  • demência;
  • ansiedade e depressão;
  • problemas para fixar o olhar em alguém.

Como é feito o diagnóstico da doença

Como já mencionamos, o diagnóstico da PSP é complexo e exige muita experiência e conhecimento médico. Em geral, é preciso uma avaliação muito criteriosa dos sintomas.

Ainda assim, nas fases iniciais, é muito comum que o quadro seja confundido com a Doença de Parkinson, já que os sintomas são extremamente parecidos. Desse modo, para fechar o diagnóstico, é preciso avaliar a situação e excluir outras condições. 

Os problemas que mais indicam a possibilidade dessa doença são a falta de equilíbrio e as alterações na marcha, quando estão associados à incapacidade de controlar o movimento dos olhos.

Como é feito o tratamento da Paralisia Supranuclear Progressiva

Infelizmente, a ciência ainda não descobriu nenhum tratamento ou medicamento capaz de curar a doença. Entretanto, existem estratégias e protocolos terapêuticos que ajudam a controlar muitos sintomas. 

Nesse sentido, muitos médicos prescrevem medicamentos para tratar a Doença Parkinson em busca de uma melhoria no controle do equilíbrio e flexibilidade muscular. Além disso, antidepressivos também podem ajudar no tratamento. 

Canabidiol e PSP: saiba mais sobre essa novidade no tratamento

O Canabidiol é uma substância extraída da Cannabis Sativa e tem suas propriedades medicinais comprovadas. Nos últimos anos, diversos pacientes com doenças semelhantes à PSP começaram a receber medicação à base desse composto, como a Doença de Alzheimer e a Doença de Parkinson.

Diante disso, o método terapêutico foi testado com pacientes com Paralisia Supranuclear Progressiva e apresentou resultados positivos. Na prática, estamos falando do controle e melhoria dos sintomas. O uso do medicamento pode, por exemplo: como:

  • melhorar a fala e comunicação;
  • devolver o controle muscular;
  • facilitar o controle dos olhos;
  • melhorar o equilíbrio e evitar quedas;
  • reduzir sinais de irritação e depressão.

Enfim, essa é uma novidade que devolve esperança aos pacientes e seus familiares. Ainda que não seja possível falar em cura, eles podem ter uma melhor qualidade de vida e fazer atividades rotineiras com mais autonomia e disposição.

Conclusão 

A Paralisia Supranuclear Progressiva ainda é uma doença pouco conhecida e isso faz com que muitos pacientes sequer recebam um diagnóstico adequado. Entretanto, muitos estudos já estão sendo realizados com o intuito de simplificar a prática médica e de apresentar alternativas viáveis ao tratamento.

O uso do Canabidiol é uma tendência importante e vale a pena ser avaliada pelo neurologista responsável pelo caso. Afinal, além do avanço na regulamentação e distribuição dos medicamentos em nosso país, a substância é eficaz e tem poucos efeitos colaterais.